de Crys Marques
Entre, loucura!
Entre a sanidade
Há vão que te cabe
E em vãos
Há sãos que não sabem
Quem são
E se vão aos vãos
Entre, sou curaDe fato, confesso
Estou farto da ação
De um ser estático
Apto a ser inepto
Decidir coisas por mimQuanta loucura!
Quanta fratura!Por isso tanto durmo
Enquanto o mundo amanhece
Porquanto me enfurno
De um mundo que adoeceEntre, loucura!
Há pagãos melhores que santos
E são tantos!
Veria Deus se tivesse quisto
Que isto causaria o pranto
Quando o santo não fosse vistoA culpa é pouca
Mas é tua, vida
Que me arrotou
Na direção errada
E eu segui a rota
Fui rotulada:
Rota, desde o ventre da loucuraQuanto sensabor!
Quanta sensatez!
Quanta censura!Cansei de viver
Entre vãos do mundo oco
Me cansa todo esse sufoco
De um dia cheio de vazio
Culpa do meu desbrio
Rotina de um mundo loucoSandia
E agora rouca
O vão vocifera
O que você fere, sãoE ainda assim
Com todo esse alarido
A vida tem me doído
Não me apetece meio pãoQue seja breve
Mas intensa
Se for doída
Que não seja imensaQue a vida cesse
Entre também, juízo
Só nos difere o que nos fere.
Direção: Crys Marques
Declamante: Crys Marques
Orçamento: R$ 1,00
RSS