Mais links

August 12th, 2010 by chico | No Comments | Filed in jornalismo

Ando lendo muitos blogs de jornais, como o Freakonomics, daquele livro (com um post bem bacana que considera como seria se as pessoas pagassem pelo uso da praia), o Economix, da economia do dia-a-dia (com um post bacana sobre quanto custa morrer em NY), o Metro, sobre a cidade de Nova Iorque (curti esse texto sobre um prefeito das antigas), todos do New York Times. Tem os da Wired, os do Washington City Paper (o City Desk, sobre D.C., e o Housing Complex, sobre o lado imobiliário da cidade), e os da The Economist (como o Democracy in America). Do Guardian leio o Datablog, sobre estatísticas

Das publicações brasileiras, eu curto o Rio Antigo e o de Quadrinhos, do Jornal do Brasil. Da Revista Época, curto O Filtro, com as 10 notícias mais importantes das edições dos jornais do dia, o Faz Caber, com infográficos.

Tem o Twitter Media, que se propõe a ajudar os jornalistas usar o twitter no jornalismo, assim como esse The Journalist Guide to Twitter, do Mashable (que ainda fez o The Journalist Guide to Facebook).

As vezes confiro também o Filme B, com notícias de cinema, e já tentei emprego no Portos e Navios, revista sobre o setor portuário brasileiro. O Jornal do Turismo eu achei certo dia no Catete, quando tentei ir num centro budista, sem sucesso. Ninguem atendeu o interfone e acabei caindo num sebo ao lado. Pra quem já trabalhou com economia o Portal Exame é essencial, assim como o Jornal do Commercio, o site do Valor Econômico, o IG Economia e a parte de economia do Estadão.

Outros sites que vejo é a Agência Rio, dum conhecido do meu pai, o MTV na Rua, do jornal gratuito bacaninha da emissora paulista, a da Revista Offline, que fiquei surpreso por ter um site, o do Sidney Rezende, (com um pequeno vídeo bacaninha sobre presidiários vendo o jogo do Brasil na Copa do Mundo). Depois coloco mais…

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Let me tell you something you already know

July 29th, 2010 by chico | No Comments | Filed in cinema

Rocky Balboa: Let me tell you something you already know. The world ain’t all sunshine and rainbows. It is a very mean and nasty place and it will beat you to your knees and keep you there permanently if you let it. You, me, or nobody is gonna hit as hard as life. But it ain’t how hard you hit; it’s about how hard you can get hit, and keep moving forward. How much you can take, and keep moving forward. That’s how winning is done. Now, if you know what you’re worth, then go out and get what you’re worth. But you gotta be willing to take the hit, and not pointing fingers saying you ain’t where you are because of him, or her, or anybody. Cowards do that and that ain’t you. You’re better than that!

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As namoradas de Raul Seixas

July 19th, 2010 by chico | No Comments | Filed in música

O IG, com base nos diários de um Raul adolescente e cheio de sonhos, produziu um vídeo para contar as histórias de suas primeiras namoradas, escritas pelo próprio Raul Seixas e narradas por Sylvio Passos.

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Alguns links

July 6th, 2010 by chico | No Comments | Filed in internet

To esvaziando aqui meu os meus favoritos, pra ficar algo mais administrável. Aproveito e divulgo eles caso alguém leia esse blog (acho que ninguém lê). O primeiro é o Managing the day job, para quem quer trabalhar e levar uma “vida nas artes” paralela. Depois é o 99 percent, cuja proposta é ajudar a desempacar aquele seu projeto (mas não usei nenhuma das propostas do site, to recomendando porque a Lia indicou). Depois vem o BookletCreator, que faz um livro a partir de um arquivo em PDF, bastando então só imprimir e encadernar. Você então pode passar a vendê-lo pelo CreateSpace da Amazon.com. Já vi alguns gibis pra vender ali e parece ser uma ferramenta bem bacana.

Para os religiosos, curiosos e espiritualizados tem esse site com um arquivo de áudio que não consegui baixar, que orienta na meditação. Tem um texto budista que conta sobre os quatro pensamentos que transformam a mente (o nascimento humano precioso, a impermanência, o karma, o oceano de sofrimento). Tem o DIYDharma com vários tutoriais sobre como meditar, entrevistas e textos sobre religião. Tem também a série The Elegant Universe que fala da Teoria das Supercordas e esse vídeo sobre motivação pura.

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sá, rodrix e guarabira – casa no campo/ caçador de mim/ espanhola

July 1st, 2010 by chico | No Comments | Filed in música

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A formação musical de Cartola (segunda parte)

June 9th, 2010 by chico | 1 Comment | Filed in o carioca

*continuação daquele outro post

Ao se recuperar, ele voltou a exercer a profissão de pedreiro, que começara a praticar quando tinha 15 anos. Nas horas de folga trabalhava como compositor e violonista nos bares locais, ao lado do amigo Carlos Cachaça e Gradim. Pelo livro, as horas vagas eram muitas, pois Cartola largava tudo “para ir ficar na esquina, tomando umas e outras, tocando um violão ou fazendo um samba”. Nessa época, ele e os amigos se juntaram no Bloco dos Arangueiros para sair por aí e arranjar confusão, brigar mesmo, para competir com os blocos de outros morros.

Depois de certo tempo, cansado de toda aquela bagunça, Cartola fez o samba “Chega de Demanda” para juntar todos os blocos da Mangueira e dar um tempo nas confusões. Ele viu que era melhor fazer música que briga e se reuniu com os amigos, no dia 28 de abril de 1928, e fundou a Estação Primeira de Mangueira. O nome Estação Primeira foi porque a Mangueira era o primeiro morro depois da Central do Brasil que tinha samba. As escolas de samba foram fundamentais para a divulgação desse ritmo (cuja origem ainda é incerta, pois uns dizem que é carioca e outros, baiano) em todo o Brasil.

Nessa época o samba era cantado no fundo da casas, porque era tido como coisa de marginal, de malandro, e mesmo assim a polícia aparecia sempre aparecia para estragar a festa. Pouco tempo depois foi organizado concurso de samba com a Portela e a Estácio, que também tinham as suas agremiações de música. O samba logo ganhou a cidade e os músicos passaram a descer o morro para mostrar suas composições.

Cartola, orgulhoso, não descia. Se estavam interessados em suas músicas, que subissem o morro, dizia. Mário Reis então subiu e comprou Infeliz Sorte, que foi gravada não por ele, mas Francisco Alves, um dos maiores cantores populares brasileiros (famoso com Aquarela do Brasil). Depois disso, ele passou a vender mais músicas, com a condição que fosse creditado como o compositor delas. O músico logo se tornou amigo de Noel Rosa.

Em 1932, ele passou a dar uma canja no grupo Com que Roupa, criado por alguns sambistas em homenagem ao poeta da vila. Ele tocava cavaquinho. Ele fazia o acompanhamento das músicas e era tida como um bom solista. Nessa época começaram a surgir várias escolas de samba, tanto em que em 1934 foi fundada a União Geral das Escolas de Samba (UGES). Para sobreviver, Cartola trabalhava com qualquer função que aparecia, era pedreiro, peixeiro, sorveteiro e diversas outras. Qualquer expediente para ganhar dinheiro.

Angenor estudava o violão, aprimorando a sua técnica. Seu parceiro Carlos Cachaça era um grande letrista e orador oficial da escola. Os dois juntos se complementavam, mas Cartola viu que precisava melhorar as suas letras e passou a estudar poesia. Leu Castro Alves, Gonçalves Dias, Olavo Bilac, Guerra Junqueiro (seu preferido, segundo a autora) e algumas coisas de Camões. Carlos Cachaça contava que Cartola era chato para parcerias musicais. Fora ele, Angenor só foi ter outros parceiros no fim da vida. “A gente compunha assim: a letra vinha com uma música. Um fazia e o outro aperfeiçoava. Era recíproco”, disse certa vez.

Em 1935, o samba passou a fazer oficialmente parte do Carnaval carioca, por decreto do então prefeito Pedro Ernesto Batista. De certa forma, essa foi o primeiro reconhecimento oficial do trabalho feito por Cartola e outros sambistas. Mesmo assim, o músico continuou por muito tempo a compor, ganhar reconhecimento da sociedade e viver na penúria, chegando a penhorar as medalhas que ganhou em um concurso de samba.

* continua em um terceiro post

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Immanuel Kant’s Critique of Aesthetic Judgment using superhero comics

May 12th, 2010 by chico | No Comments | Filed in gibis

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Tanta gente se esqueceu!

May 7th, 2010 by chico | No Comments | Filed in budismo, música

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mulheres de chico há um tempão atrás

May 4th, 2010 by chico | No Comments | Filed in noitada, o carioca

Domingo último fui no Mulheres de Chico, tipo um bloco de carnaval que refaz as músicas do Chico Buarque em forma de axé e outros ritmos negros de uma forma lindaça. Dançante mesmo, de arriscar um passinho e mexer o corpo pra quem não é de arriscar passinhos e mexer o corpo.

Vou lá eu e uma amiga minha, Ju, e a amiga dela que aos poucos vai ficando minha também, Joana. A Ju tem o melhor sorriso do mundo, que me fez apaixonar e ficar atrás dela por uns anos, 2, acho, até contar numa noite na Lapa que era lésbica e me levar as lágrimas “não, to pensando em outra coisa” disse quando quis me confortar. Hahaha, caralho, talvez até estivesse. Engraçado que continuamos saindo juntos mas só de uns meses pra cá que realmente começamos a ficar amigos mesmo. Rola isso não é? Umas saídas por comodidade, por sair pros mesmos lugares e a gente nem conhece as pessoas direito. Conhecer e não conhecer. É um troço doido, tipo um carinho que vai se conquistando aos poucos, e vai se conquistando por toda a vida. Acho que até penso que quando tudo se for, vai sobrar eu e ela, mas torço com coração que apareça mais gente nessa equação.

Aí subi Santa, atrás dela, toquei o interfone, vi uma família subindo e uma menininha reclamando se demorava muito pra chegar em casa, porque não só de hippies e artistas vive Santa Teresa. Ela saiu de casa e nos abraçamos e fomos subindo, com ela falando do evento que é Santa de Portas Abertas, que, segundo ela, foi tucanado e virou só uma oportunidade de ganhar dinheiro. A Ju tem dessas, tem um lado meio indie e descobre umas coisas fodas que só ela consegue. Volta e meia ela surge com umas paradas fodas do nada, e tá completamente certa, é foda sim. Aí subimos e ela conta da noite anterior enquanto a gente espera a Joana, que tá sempre atrasada e bebemos a Itaipava de 1,50 da Van ali na frente. E ela pega mais mulher do que eu, porque geral pega mais mulher do que eu. Pra situar o ambiente imagina uma praça com bancos e mesas de pedra e uma galera bebendo, uns carros estacionados e duas pessoas, eu e ela bebendo e conversando sentados numa calçada esperando a noite começar. Ela conta a história dela, que não é de interesse de vocês, e a Joana chega, uma neguinha que não dá margem pra ninguém, esperta, que anda com a cabeça meio erguida (não totalmente pra não ser metida, mas não baixa pra ninguém) e um black responsa. Bonita, reparei nela direito pela primeira vez quando falou antes, num desses Cine-Cachaças da vida, “Sou negra mas sou limpa” (e foi nesse que acabei com o restante da cachaça dela, pro desespero da menina, porque é o que eu faço e realmente tenho que parar com essa vida).

Aí fomos lá e dançamos. Lugar lotado e não dá pra entender o que tão cantando, mas a gente dança, né? Porque do que a gente entende, dá pra dançar fácil. Encontramos Janaína, uma menina bonita, de olhos azuis, mas que tá sempre com pressa pra algum lugar, sempre com problema pra resolver, e que no dia anterior tinha me convidado pra ir na Feirinha de São Cristóvão mas teve que partir cedo por problemas não resolvidos (acho que homem). Tenho vontade de dizer pra ela se enlerdar uma pouco, acalmar, que pressa não leva a nada (mas talvez a certa seja ela, no final das contas). Peguei o Intermintências da Morte, do Saramago, com ela que e é mais do que disse que era “Um estudo da reação da sociedade quando a morte acaba”. E as meninas apontam que ela tá sempre envolvida com esses homens meio, ahn, meio-homens, do tipo frouxo, acho, fico com vontade de apontar “eles a fazem rir” mas fico na minha.

Depois partimos e fomos atrás da boa e paramos na Fatinha, que tava rolando um samba e bebemos do lado de fora pra não pagar o couvert artístico e depois da primeira cerveja, que somada com o conhaque não-mencionado de antes, me faz mandar a real:
- A boa foi a gente ter ficado aqui.

E ficamos por ali, bebemos, e as coisas se animam. O samba que tá rolando no bar faz a gente dançar e tem duas meninas dançando ali longe, escondidas atrás de um carro e vou lá e puxo elas pra dançar perto.

(isso tava no meu e-mail faz um tempão, era pra eu continuar o texto mas agora não lembro mais da continuação dele… fica só isso então)

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fogo no camelódromo da central do Brasil

April 28th, 2010 by chico | No Comments | Filed in o carioca
cara se desespera ao ver o fogo tomando o camelódromo da Central (João Laet / Agência O Dia)

cara se desespera ao ver o fogo tomando o camelódromo da Central

passei hoje lá e tavam demolindo o lugar. cheiro de queimado danado… lá era terra de ninguém mesmo, mas tinha vários produtos do dia-a-dia úteis pacas (tipo benjamins e outras paradas para eletroeletronicos que não encontrei nem no walmart. outra banca tinha vários acessórios pra cozinhas). algumas lojas eram bem organizadas, e esse camelódromo tinha mais diversidade que o da uruguaiana, que tem zilhões de bancas com cds piratas. tinha uma loja que vendia negresco mais caro do que no walmart, e ainda não davam nota fiscal. era de uns africanos, não sei de onde, só sei porque um dos caras que vendiam era um negão alto pra caralho com sotaque forte e tatuagem do brasil no braço. deve ser um desses africanos que moram no subúrbio.

com sorte o fogo não pegou no posto de gasolina que fica ali do lado. também não pegou um imóvel que vende gelo (deve ter evaporado tudo). vão demolir um dos hotéis chumbregas que tem na região, porque ele ficou bem danificado. esse hotéis eram só prostíbulos mesmo, com aquelas mulheres magras, vestidas com roupas de tamanho infantil, que ficavam na porta esperando os clientes. devia cobrar R$ 5 por programa, sei lá… hoje vindo pra cá um cara fodido ria: “vão demolir o meu hotel, onde fico com as minhas meninas”. uma mulher, talvez dona de uma das bancas que tavam demolindo, tava inconsolável perto ali perto. sempre penso em andar com a câmera porque tem umas figuras incríveis…

o paes quer ampliar o terminal rodoviário dali e fazer uma espécie de mercadão de madureira ali perto, só que não acho que tenha lugar não…

(mais fotos aqui)

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