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“Tim Maia está desesperado”

Notícia antiga sobre o Tim Maia publicada logo antes dele lançar o álbum de 72 (com O Que Me Importa). O texto fala um pouco de como uma dor-de-cotovelo inspirou as músicas do disco e do encontro dele com Caetano e Gil na Europa.

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A outra notícia é com o Erasmo, antes dele lançar o sucesso Sentado à Beira do Caminho (em 69) e antes de começar a gravar o filme Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa, no Japão.
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* tirado daqui;

Esses videoclipes ultrapassariam a MTV?

Curto muito videoclipe. Via desde moleque quando a MTV ainda era no canal UHF e tinha que alternar entre VHS e UHF pra poder ver os ‘music videos’. E a MTV na época era basicamente só isso. Era o fino, como uma galera diz.

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E aí tem um salto até os dias de hoje, com o youtube… e fico pensando se alguns videoclipes que faziam sucesso naquela época seriam sucesso hoje em dia também, com TANTA diversidade.

Será? Ou ficariam relegados a nichos e segmentos musicais e de cultura? Será que Around the World do Daft Punk iria ultrapassar a barreira do alternativo e estourar do jeito que estourou? Guns N’ Roses ficaria relegado ao gênero farofa? Been Caught Stealing do Jane’s Addiction tocaria nas rádios?

Esses vídeos (ou esses artistas) precisam de algum tipo de curadoria ou eles possuem uma qualidade intrínseca e estourariam por si só? Eu notaria esses vídeos/artistas quando tocassem na rádio/televisão/computador? Ou seria influenciado pela quantidade de ‘likes’ que eles ganhariam em um youtube da vida?

Daí criei pra esse blog a categoria: ‘esses clipes são maiores que a MTV?’ pra propor essa questão pros leitores. O que vocês acham? Tem alguma sugestão de clipes? Volta e meia vou postar aqui algum clipe que eu ache que tenham alguma qualidade própria e se destacariam, não importando se eu gostar ou não. O chato que vou postar muita coisa dos anos 80 e 90, porque foi a época que eu via clipes na TV. O critério aqui é: clipe legal+alguma coisa muito própria (o que é um critério muito vago).


– Daft Punk continuaria sendo legal ou muito repetitivo ou alternativo? Seria um ‘artístico blasé’?


– You Could Mine seria um só um hit entre um dos vários filmes de um Michael Bay da vida?


– Been Caught Stealing chegaria a mim na época de garoto pequeno em um mercado musical hipermegasegmentado?

Acho que a minha pergunta é essa: se os vídeoclipes tivesse pulado a MTV e ido direto pro Youtube? Como eles seriam recebidos pelos ouvintes de música? Da mesma forma que na época da MTV? Ia rolar um movimento grunge? Quais vídeos se destacariam no meio disso tudo?

No momento, posso pensar em dois vídeos: Blurred Lines, do Robin Thicke e Pharrel Williams, e Thrift Shop, do Macklemore & Ryan Lewis. Mas ACREDITO QUE Thrift Shop é muito mais maneiro (MAS MUITO MESMO) que Blurred Lines, mas não ia ganhar tanto destaque com a galera. E acho que eu, até pouco tempo atrás, ia preferir Blurred Lines.

Bom, segue o clipe de Thrift Shop:


I’m gonna pop some tags, only got twenty dollars in my pocket/I’m, I’m, I’m hunting, looking for a come up, this is fucking awesome

**
(só que, no momento, na contagem de ‘views’ Blurred Lines tá com 275.706.288 e Thrift Shop tá com 499.089.968. Achei que era o contrário, na verdade. Será que essa diferença dura?)

Fatboy Slim só no passinho hipster

Já nos anos 90, Fatboy Slim era só dança do passinho hipster.

Umas curiosidades:

* O vídeo foi dirigido por Spike Jonze. Jonze trabalhou sobre o pseudônimo Richard Koufey, junto com o grupo de dança fictício The Torrance Community Dance Group. Na introdução o vídeo é/era chamado “A Torrance Public Film Production”.

* O clipe foi filmado de modo meio “guerrilha” (ou seja, sem a permissão dos donos da propriedade) na frente de pessoas intrigadas na parte de fora de um cinema em Westwood, California.

* O cara que desliga o rádio é um funcionário do cinema.

* O vídeoclipe “Praise You” surgiu porque Spike Jonze não conseguiu trabalhar com Fatboy no vídeo The Rockafeller Skank.

* O Fatboy Slim (Norman Cook) pode ser visto brevemente entre as pessoas observando a dança.

* A produção do vídeo custou só US$ 800. A maior parte do dinheiro foi gasto em aparelho de som e comida para o elenco e a equipe de filmagem.

* Vídeo ganhou três prêmios: 1999 MTV Video Music Awards, Melhor Direção e Melhor Coreografia.

* Em 2001 foi votado como um dos 100 melhores vídeos de todos os tempos na votação de 20 anos da MTV.

* Tirado daqui: http://en.wikipedia.org/wiki/Praise_You

Deixa, deixa, deixa eu dizer o que penso desta vida

preciso demais desabafar! (2x)

Suportei meu sofrimento

de face mostrada e riso inteiro

se hoje canto meu lamento

coração cantou primeiro

e você não tem direito

de calar a minha boca

afinal me dói no peito

uma dor que não é pouca

tem dó!

Deixa, deixa, deixa eu dizer o que penso desta vida

preciso demais desabafar! (2x)

Mais informações sobre Jorge Ben(jor) e a Turma da Tijuca

Informações sobre Jorge Benjor, Roberto Carlos, Erasmo e Tim Maia retiradas do Dicionário Cravo Albin e da Wikipedia:

Jorge Benjor
Jorge Duílio Lima Menezes iniciou sua carreira artística em 1961, como pandeirista, ao lado do Copa Trio, grupo liderado pelo organista Zé Maria, que se apresentava na casa noturna Little Club, no Beco das Garrafas (RJ). Em seguida, apresentou-se no Bottle’s, também no Beco das Garrafas, cantando e tocando músicas de sua autoria. Atuou, também nessa época, como cantor de rock, na boate Plaza (RJ).

Em 1963, voltou a apresentar-se no Bottle’s, acompanhado pelo Copa Cinco, integrado por Meireles (sax), Pedro Paulo (trompete), Toninho (piano), Dom Um (bateria) e Manoel Gusmão (baixo). Ainda em nesse ano, realizou sua primeira participação em estúdio, atuando como “crooner” nas faixas “Mas que nada” e “Por causa de você, menina”, ambas de sua autoria, incluídas no LP “Tudo azul”, de Zé Maria. Em seguida, foi contratado pela gravadora Philips, e gravou um 78 rpm com essas duas músicas, acompanhado pelo Copa Cinco. O disco obteve muito êxito. Nesse mesmo ano, gravou seu primeiro LP, “Samba esquema novo”, contendo essas duas canções, além de “Chove chuva”, que veio consolidar seu sucesso como cantor e compositor. O disco atingiu um total de 100 mil cópias vendidas, marca incomum para a época.
* tirado do Dicionário Cravo Albin;

Carioca de Madureira, mas criado no Rio Comprido, Jorge Ben queria ser jogador de futebol e chegou a integrar o time infanto-juvenil do Flamengo. Mas acabou seguindo o caminho da música, presente em sua vida desde criança. Ganhou seu primeiro pandeiro aos treze anos de idade e, dois anos depois, já cantava no coro de igreja. Também participava como tocador de pandeiro em blocos de carnaval. Aos dezoito, ganhou um violão de sua mãe e começou a se apresentar em festas e boates, tocando bossa nova e rock and roll. É conhecido como Babulina, por conta da pronúncia do rockabilly “Bop-A-Lena” de Ronnie Self (apelido que Tim Maia tinha pelo mesmo motivo). Seu ritmo híbrido lhe trouxe alguns problemas no início, quando a música brasileira estava dividida entre a Jovem Guarda e o samba tradicional, de letras engajadas. Ao passar a ter interesse pela música, o artista vivenciou uma época na qual a bossa nova predominava no mundo. A exemplo da maioria dos músicos de então, ele foi inicialmente influenciado por João Gilberto, mas desde o início foi bastante inovador.
* tirado da Wikipedia;

Erasmo Carlos
Erasmo Esteves foi criado no bairro carioca da Tijuca, estudou nos tradicionais colégios Batista e Lafayette. Começou a se interessar por música em 1957, quando o rock começou a penetrar no Brasil. Na Rua do Matoso, conheceu Roberto Carlos, Jorge Ben e Tim Maia, que lhe ensinou os primeiros acordes de violão. Fundou com eles o grupo amador The Sputiniks.
* tirado do Cravo Albin;

Erasmo conhecia Sebastião Rodrigues Maia (que mais tarde seria conhecido como Tim Maia) desde a infância, entretanto a amizade só viria na adolescência por conta da febre do Rock and Roll. Em 1957, Tim Maia montou a banda The Sputniks, os membros da banda eram Tim, Arlênio Lívio, Wellington Oliveira e Roberto Carlos. Após uma briga entre Tim e Roberto, o grupo foi desfeito, Wellington desistiu da carreira musical, o único remanescente era Arlênio que no ano seguinte resolveu chamar Erasmo e outros amigos da Tijuca, Edson Trindade e José Roberto, conhecido como “China” para formarem o grupo vocal “The Boys of Rock”. Por sugestão de Carlos Imperial o grupo passou a se chamar The Snakes, o grupo acompanhava tanto Roberto quanto Tim Maia em seus respectivos shows.

Erasmo foi apresentado a Roberto por Arlênio Lívio, Roberto precisava da letra da canção Hound Dog, sucesso na voz de Elvis Presley, então Arlênio disse que Erasmo seria a pessoa que possuiria tal letra, pois este era um grande fã de Elvis, Roberto descobriu outras afinidades com Erasmo, além de Elvis, ambos gostavam de Bob Nelson, James Dean, Marlon Brando, Marilyn Monroe, torciam para o Vasco da Gama. Quando fazia parte do The Snakes, Tim Maia ensinou Erasmo a tocar violão.

O The Snakes chegou a acompanhar, o cantor Cauby Peixoto em sua inusitada passagem pelo rock, na gravação de “Rock and Roll em Copacabana” de 1957 e no filme “Minha Sogra é da Polícia” (1958), onde o cantor interpreta a canção “That’s Rock” composta por Imperial.

Nos tempos da juventude também conheceu, Jorge Ben Jor, na época conhecido como Babulina e Wilson Simonal, que também foi agenciado por Carlos Imperial. Erasmo resolveu adotar o nome Carlos no nome artístico em homenagem ao Roberto Carlos e a Carlos Imperial e com esse nome lançou o compacto que seria de grande sucesso com a música O Terror dos Namorados com a novidade do Orgão Hammond de Lafayette que também era seu amigo e da Turma do Bar Divino na Tijuca.
* do verbete da Wikipedia;

Tim Maia
Iniciou sua carreira artística aos 14 anos de idade, integrando, como baterista, o grupo Os Tijucanos do Ritmo, com o qual atuou durante um ano. Em seguida, começou a estudar violão e formou, em 1957, com Roberto e Erasmo Carlos, o grupo Os Sputniks. Em 1959, viajou para os Estados Unidos, onde permaneceu durante quatro anos. Estudou inglês e integrou, como vocalista, o conjunto The Ideals. Em 1968, gravou seu primeiro disco, um compacto simples contendo suas composições “Meu país” e “Sentimento”.
* do Cravo Albin;

Sebastião Rodrigues Maia foi um cantor, compositor, produtor, maestro, multi-instrumentista e empresário brasileiro, responsável pela introdução do estilo soul na música popular brasileira e reconhecido mundialmente como um dos maiores ícones da música no Brasil. Suas músicas eram marcadas pela rouquidão de sua voz, sempre grave e carregada, conquistando grande vendagem e consagrando muitos sucessos. Nasceu e cresceu na cidade do Rio de Janeiro, onde, em sua infância, já teve contato com pessoas que viriam a ser grandes cantores, como Jorge Ben Jor e Erasmo Carlos. Em 1957, fundou o grupo The Sputniks, onde cantou junto a Roberto Carlos. Em 1959, emigrou para os Estados Unidos, onde teve seus primeiros contatos com o soul, vindo a ser preso e deportado por roubo e porte de drogas. Em 1970, gravou seu primeiro disco, intitulado Tim Maia, que, rapidamente, tornou-se um sucesso país afora com músicas como “Azul da Cor do Mar” e “Primavera”.
* Wikipedia;

Roberto Carlos
Em 1957 começou a carreira apresentando-se em bailes e programas de TV com o conjunto The Sputniks. Em 1958, formou com Erasmo Carlos, Edson Trindade e Arlênio Gomes o conjunto The Snakes. A carreira solo foi iniciada no mesmo ano como “crooner” da boate do Hotel Plaza, em Copacabana, cantando samba-canção e bossa nova. No ano seguinte, por intermédio de Carlos Imperial, começou a se apresentar no programa do Chacrinha. Com uma carta de apresentação de ambos, gravou pela Polydor seu primeiro disco, “João e Maria/Fora do tom”, um 78 rpm de estilo bossa nova e composições de Carlos Imperial que não teve repercussão alguma. Ainda assessorado por Carlos Imperial, gravou seu segundo disco em 1960, com as músicas “Brotinho sem juízo” e “Canção do amor nenhum”, ambas de Imperial. No ano seguinte gravou seu primeiro LP, também não obtendo êxito. Em 1963, fez sucesso com o 78 rpm “Splish splash/Parei na contramão”, esta última inaugurando a parceria com Erasmo, uma das mais profícuas e rentáveis da música brasileira.

Nesse mesmo ano viajou com freqüência para São Paulo para se apresentar no programa da TV Record “Astros do Disco”. No ano seguinte, começaram a se intensificar as apresentações em programas de rádio e televisão, tornando seu nome conhecido nacionalmente. Ainda em 1964 lançou o LP “É proibido fumar”, com os sucessos “O calhambeque”, versão de Erasmo Carlos para “Road hog” e a faixa título. O ano de 1965 foi o da consagração nacional definitiva. A TV Record decidiu lançar um programa dominical direcionado à juventude cujo comando foi entregue a ele. O programa “Jovem Guarda” foi ao ar durante quatro anos, tornando-se uma das maiores audiências da televisão brasileira de todos os tempos. Ao lado do “Tremendão” Erasmo Carlos e da “Ternurinha” Wanderléia, recebia convidados que ali se apresentavam.
* Cravo Albin;

Roberto Carlos Braga (Cachoeiro de Itapemirim, 19 de abril de 1941) é um cantor e compositor brasileiro. Um dos primeiros ídolos jovens da cultura brasileira, ele foi um dos pioneiros no Brasil do movimento rock’n’roll surgido nos Estados Unidos ao longo da década de 1950.

Embora tivesse iniciado a carreira sob influência da Bossa Nova, no início da década de 1960, Roberto mudou seu repertório para o rock. Com composições próprias, geralmente feitas em parceria com o amigo Erasmo Carlos, e versões de sucessos do então recente gênero musical, fundando as bases para o primeiro movimento de rock feito no Brasil. Com a fama, estrelou ao lado de Erasmo Carlos e Wanderléa um programa na TV Record chamado Jovem Guarda, que daria nome ao primeiro movimento musical do rock brasileiro. Além da carreira musical, estrelou filmes inspirados na fórmula lançada pelos Beatles – como “Roberto Carlos em Ritmo de Aventura”, “Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-rosa” e “Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora”.
* Wikipedia;

Cala a boca e aumenta o volume então

Quinze minutos de fama
Mais um pros comerciais,
Quinze minutos de fama
Depois descanse em paz.

O gênio da última hora,
É o idiota do ano seguinte
O último novo-rico,
É o mais novo pedinte

Não importa contradição
O que importa é televisão
Dizem que não há nada que você não se acostume
Cala a boca e aumenta o volume então

Sérgio Britto/Branco Mello (Titãs)

Revista Música e Músicos n.01

Revista Música e Músicos, de maio de 1962. Tem entrevistas com Ângela Maria, Sargentelli (por ele próprio), coluna do Tom Jobim e várias paradas. Comprei a edição dia desses por R$ 10 na feira da Praça XV, no Rio de Janeiro. Achei que tava barato (já que é uma primeira edição), mas assim que comecei a mexer na revista pra escanear ela se desfez um pouco, aí entendi a razão do preço…

Segue abaixo a revista escaneada e em formato digital pra quem quiser dar uma olhada.

* Ou é só clicar direto no link: http://issuu.com/chicones/docs/revista_m__sica_e_m__sicos_-_001/1