O Exaltasamba deve terminar suas atividades no Carnaval com um show em Camboriu (SC). Enquanto isso, Thiaguinho, o vocalista, já se agilizou e colocou seu novo disco para download e agendou a gravação de um DVD. Ainda não ouvi todas, mas achei a “Sou o Cara Para Você” a melhor.
Ouve aí o novo trabalho do moleque:
Sensacional a ideia do Bide OU Balde em gravar o hit “Melissa”em ritmo de marchinha carnavalesca. Fica o apelo para que outras bandas façam o mesmo.
Não é à toa que o Trabalho Sujo é um dos blogs mais interessantes da internet nacional. O Matias consegue manter assiduidade e posts interessantes o tempo todo. Fora as análises que ele faz, que, em minha opinião, foi o que ajudou a dar força ao blog. Não lembro exatamente como, mas a primeira vez que eu li um texto no Trabalho Sujo deve ter sido em 2000 ou 2001. Na época, ele ainda era hospedado no Geocities. Depois, acompanhei a ida para o Gardenal – onde fomos vizinhos – e depois para OEsquema.
Acho que me apresentei para o Matias em 2003 durante o evento Mídia Tática ou durante um show no Sesc Pompéia em que ele estava dirigindo – ou ajudando com o roteiro – de um documentário (será que foi no 4Hype?). Tinha (tem) a Poplist também, por onde eu sempre mantive conversas com ele.
Enfim, tudo isso para dizer que nessa semana tive a honra de participar da gravação do Vintedoze. O Vintedoze é a evolução do Vintedez e do Vinteonze, o podcast que o Matiaz fazia com o Ronaldo Evangelista. Em 2012 o programa virou um videocast e ficou insano, muito bom.
Comecei um pouco nervoso – falta de habilidade na frente das câmeras – e depois acho que soltei um pouco mais. Falamos sobre carnaval, viagem no tempo, música, entre outras coisas. Curti muito ter participado e acho que o resultado final da minha participação ficou bom. Assisteaê:
02 de fevereiro de 2012. Exatos 15 anos da morte de Francisco de Assis França, o Chico Science. Nessa época, eu dormia com o rádio do meu quarto ligado. Acho que ainda na madrugada, ouvi o locutor da 89 FM falar sobre o acidente que ele tinha se envolvido. Voltei a dormir, sem entender direito o que aquilo significava. Lembro de no dia seguinte, receber ligações de alguns amigos perguntando se eu estava bem, como se um parente próximo tivesse falecido. Fazia pouco mais de dois meses que eu havia terminado o colegial (não era Ensino Médio). Os amigos me ligaram porque sabiam que eu era um grande entusiasta da música pernambucana, motivado principalmente, pelo Chico Science. Estamos falando de 1997. Não havia MP3 e a internet era algo incipiente. Dentro desse panorama, comecei a montar, por volta de 95, um grande arquivo de VHS e recortes de jornal e revista com notícias envolvendo o movimento manguebit – que depois seria muito útil no meu TCC da faculdade.
A primeira vez que eu vi e ouvi Chico Science & Nação Zumbi foi em 1993, no Aeroanta – no bairro de Pinheiros. Fui com uns caras mais velhos do meu bairro e lembro de não ter curtido o som. Puro preconceito juvenil. Era uma época que eu me interessava somente por “rock pesado”. Pouco depois, lembro de ter escutado a faixa “Da Lama Ao Caos” na MTV e fiquei arrebatado pelo som das guitarras com os tambores. Foi o bastante para eu virar fã da banda e de todo a cena que eles representavam.
Hoje, quinze anos depois, continuo um grande apreciador, um pouco mais distante, de todo o rebuliço musical que o CSNZ causou na música brasileira. Salve Chico Science!
Esse foi o segundo show que eu vi deles. Esse eu curti muito.
Já se perguntou de onde o Leandro Lehart tirou esse lance de Agamamou? Outro dia eu ouvi essa música na quadra da Camisa Verde e Branco e descobri:
Não custa lembrar desse hit nacional:
Gosto muito do trabalho da Karina Buhr, desde os tempos de Eddie e Comadre Florzinha (depois Cumade Fulozinha). O segundo disco dela, Longe de Onde, tá na minha lista de melhores de 2011. Se liga no clipe da música que abre o disco:
KARINA BUHR – CARA PALAVRA from MULISHA.EC on Vimeo.
Descobri hoje que o DJ Dolores está com um projeto novo chamado Stank – em parceria com Yuri Queiroga. A ideia é misturar guitarras e beats ao fazer remixes – os primeiros são de artistas pernambucanos. Me soou um pouco datado, mas acredito muito no potencial do Dolores.


