Archive for November, 2007

Posted by fred at 28 November 2007

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Sempre fui bem fã de Los Hermanos. Não gostei do 4, é verdade, mas também não posso dizer nem que dediquei 10% do tempo que passei nos outros discos a ele. O que me causou um certo repúdio instantâneo foram as letras, que pareciam o início de um mergulho em clichês acidentalmente criados pelos próprios. As mesmas aliterações e assonâncias buarqueanas, os eruditismos de dicionário do Amarante, a insistência na temática bossanovística carioquíssima, etc.

Aí a banda acabou, o que eu achei que poderia ser bom. “Caras talentosos, novas experiências, de repente é exatamente o que eles precisam, independente do Los Hermanos voltarem ou não“, pensei.

Então o Camelo me aparece com uma música chamada “Téo e a Gaivota“.

Por enquanto instrumental, pode ser que a música vire outra parada com uma banda por trás, uma produção maneira, uma letra bonita… Alguns momentos até prometem, ou simplesmente soam bem. Mas a verdade é que foi uma puta decepção. Principalmente esse barulho de mar ao longo de todo o vídeo. Pode ser que seja só o esquema roots, lo-fi da gravação, violãozinho na praia, e tal. Mas que dá vontade de mijar, dá.

Também fui vitimado pela greve dos roteiristas em Hollywood, e na mais absoluta falta do que assistir para suprir minha carência de seriados, fui parar numa comédiazinha romântica que é possivelmente um dos filmes mais toscos que eu assisti em 2007 (Ultravioleta não conta, aquilo não é cinema). O filme é esse no título do post, e não sei se tem tradução em português, ou sequer se foi/vai ser lançado por aqui.

Não importa, o filme é muito ruim e vocês não querem vê-lo.

Metade do elenco de The Office faz uma ponta, já que o protagonista é o John Krasinski – Jim. Jim continua no papel de The Office, com a diferença de uma clara evolução no objeto de afeição. Não que eu não ache a Pam gatinha, mas aqui o lance é com a Mandy Moore. Ruiva. E não, a Pam não aparece.

O filme é todo trampolim pro Robin Williams viver um padre quixotesco que sabe a receita para um casamento feliz. Precisa tomar um socão na cara (melhor momento do filme) pras coisas começarem a acontecer e o filme poder acabar logo.

Entre as peripécias do padre Williams consta um passeio de carro com a noiva vendada e o noivo dirigindo-a. Ele também instalou uma escuta no quarto do casal. E claro, ele tem um sidekick: um moleque gordinho supostamente “engraçadinho”. Não sei se é só uma repetição inconsciente dos males dos nossos tempos, mas hoje em dia eu não consigo assistir a um padre e uma criança num filme sem pensar no subtexto pedófilo.

Aliás, se o filme tem um grande mérito, é justamente deixar gritante alguns dos costumes mais idiotas que as religiões continuam propagando em pleno século XXI, como a capacidade de um “líder religioso” que faz voto de castidade em opinar sobre o relacionamento dos outros. Charlatanismo no nível de barraquinha de cigana lendo bola de cristal – cadê o Conselho de Psicologia pra intervir nessas horas?

Cotação:

Lixo

Posted by fred at 24 November 2007

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Posted by fred at 17 November 2007

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Eu e Leci

Leci Brandão no bate-papo UOL essa semana.

Posted by fred at 14 November 2007

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Constrangimento no chá de cozinha de Raffaela Bassi, noiva de Felipe Massa: a humorista Yonara Nascimento, contratada para animar a festa, mostrou um chocolate em formato de pênis durante a primeira das três esquetes programadas. Ao se trocar para a segunda, foi avisada de quer não precisaria mais voltar. “Foi constrangedor”, diz Yonara. “Eu nem mesmo falei palavrão.”

Fala sério, galera. Todo esse pudor e ainda contrata um humorista pra quê? Pelo menos entende-se porque não contrataram um stripper, era capaz das minas vomitarem e tudo.

Pro próximo casamento do Massa, sugiro uma cigana que lê mãos. Ou uns flautistas peruanos. Vai ser bem animado.

Posted by fred at 13 November 2007

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Alguém aí se acha capaz de fazer um Windows 3.11 rodar como sistema nativo de um computador “atual”?

Posted by fred at 13 November 2007

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Dando uma olhada nos resultados do The BOBs pra ver se o amigo Inagaki leva um Oscar, fui parar n’O Escriba, que eu não conhecia. De cara, dois comentários importantíssimos: um sobre a CPMF, outro sobre o lobby das indústrias de alimentos.

O primeiro mudou meu ponto-de-vista em apenas uma frase: “o imposto mais justo que o Brasil tem hoje, insonegável (e por isso combatido por empresários e afins)“. Taí, nunca tinha pensado por esse lado.

No resto do post ainda dá pra conferir a discussão entre Adib Jatene, o criador da CPMF, e Paulo Skaf, presidente da FIESP (Fundação dos Industriais que Estão Sucateando o País) – onde Jatene afirma, muito razoavelmente, que a Cofins tem alíquota de 9% e arrecada R$ 100 bilhões, enquanto a CPMF tem alíquota de 0,38% e arrecada R$ 30 bilhões.

O lance das indústrias de alimentos veio como uma paulada em uma das declarações mais estúpidas que eu já li na vida. Depois daquele escândalo de uns meses atrás, quando o governo brasileiro decidiu excluir a multimistura das merendas (a mesma que salvou o país de índices sub-africanos de desnutrição e mortalidade infantil há 30 anos atrás) em favorecimento a multinacionais como a Nestlé e a Kraft, o ministro da Saúde e da Estupidez, José Gomes Temporão, insiste em defender sua decisão: “Não sou obrigado a adotar a multimistura.”

Precisamente, sr. Temporão. Por que adotar um produto inventado no Brasil, orgânico, e vinte vezes mais nutritivo, quando se pode usar um produto gringo, industrializado, e duas vezes mais caro?

Ah, sim, a Pastoral da Criança – a mesma que ajudou a desenvolver a multimistura há 30 anos – também tá nessa. Deve ser porque eles fecharam acordo com a Nestlé e a Kraft. Será que tem a ver?

Posted by fred at 13 November 2007

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Quero pessoalmente pedir desculpas pelo que eles estão passando.

(Jerry Yang, fundador do Yahoo!, durante audiência do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes dos EUA)

A frase, que eu li no Tiago Dória, trata do caso em que dissidentes políticos chineses foram entregues às autoridades policiais daquele país pelo Yahoo!, que revelou detalhes sobre um email trocado através do seu serviço. A coisa foi tão vergonhosa que conseguiu unir deputados democratas e republicanos na assembléia americana (“Tecnologica e financeiramente, os senhores são gigantes, mas moralmente são uns pigmeus”, disse o presidente do comitê).

Tirando a hipocrisia óbvia (guerra do Iraque, alguém?), o caso mostra a que ponto chega a política de relações internacionais americanas, onde ditaduras são toleradas em prol do mercado, enquanto países – de um jeito ou de outro – livres são bombardeados até terem seu sistema financeiro e político em ruínas. Acho até bonito quando a ferida fica assim, exposta.

O caso é parecido com o do Google, que concedeu ao governo chinês a autoridade sobre o conteúdo exposto em seus resultados, bloqueando uma série de sites e palavras-chaves. Chega a ser vergonhoso a putaria na adoção de critérios para parceiros comerciais.

É fácil ser “polícia do mundo” quando você só aparece pra trabalhar na hora de levar sua propina.

Posted by fred at 13 November 2007

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Radiohead frontman turned down Paul McCartney duet

“My daughter was putting an album together and she put us in touch. I asked Thom to do a duet, but he said he couldn’t because he only felt happy working on his own and Radiohead’s material.”

Tsc, tsc.

Posted by fred at 13 November 2007

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Inaugurando o blog. Chega de badtrip.com.br, domínio brasileiro só dá problema!