Archive for March, 2008

Posted by failman at 31 March 2008

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estamos no aguardo do recebimento de nosso primeiro filme.

por enquanto só sabemos que é um investimento ideiasnet (naco de 35%).

Posted by failman at 18 March 2008

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avião da aerolineas argentinas, vindo de madri, faz pouso de emergência no recife.

brasileiro é foda, hahahaha.

Posted by failman at 18 March 2008

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- e como eu não vi nada, também não posso afirmar com precisão se era mesmo uma mulher…

estou impressionado que nos eua os maridos traiam suas esposas.

que absurdo! onde já se viu…

Posted by failman at 16 March 2008

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um ode civilizatório.

obrigado, clima.

Posted by fred at 13 March 2008

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Tem dia que parece que amanhece chovendo por sua causa. Dias em que simplesmente não dá pra abrir o sol.

Bom dia.

Posted by fred at 13 March 2008

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Tô com um continho publicado no Portal Literal. Entrando na home, só clicar em Exercícios Urbanos, ou você pode ir pelo link direto meio mandrake. O texto é o primeiro de uma série de exercícios literários que eu tô tentando fazer, e quando eu juntar um número razoáve, começo a postar tudo por aqui.

Mas acho que esse ganhou um prêmio e tudo. Chique.

Sim, Frederico dos Reis sou eu.

Posted by fred at 12 March 2008

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Vazou o disco novo do Jamie Lidell. Esse é o hit do velho, em versão almost-naked, com Jools Holland no piano.

Posted by failman at 9 March 2008

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semanas atrás fui de manhã cedo na young & rubicam para participar de uma google day. ao que parece, quando alguma empresa ou agência tem um mínimo x de pessoas (acho que 70) com curiosidade de entender como funciona a google, e for interessante para a google expôr sua filosofia e criar uma boa impressão sobre a empresa e seus produtos, fica combinado uma google day. acredito que se em empresas de tecnologia, eles focam a nerdice, lance de pesquisas avançadas, computação distribuída, data centers etc. já em agências, o foco é links patrocinados e possibilidade de uso das ferramentas deles para marketing e publicidade, como youtube, earth, maps, busca, trends, analytics etc.

o presidente da companhia no brasil, alexandre hohagen, começou falando da criação da empresa, do que é a google hoje, dos produtos. falou da google maps, mas não que até aquele dia o endereço da y&r, general furtado do nascimento número 9, não constava no serviço, o que descobrei meia hora antes do evento, quando tentei saber onde seria: inutilmente. agora tem, talvez porque que eles também tentaram procurar o endereço, mas não acharam.

projetou ainda a imagem que pra ele traduz os dias de hoje dos últimos tempos da atualidade em que vivemos agora: três monges tibetanos sentados, um deles tem um celular com câmera e filma algo. ‘a tecnologia está em todos os lugares’, ‘atravessa barreiras e une culturas’, ‘a tradição que não foge do novo’, quis resumir mais ou menos essas idéias com a foto. só não falou que o tibet está sob jugo chinês, e que a google concorda com o regime ao, pra entrar no país, se adequar a regras fortes de censura. uma pesquisa na nossa busca de imagens por ‘tiananmen’, por exemplo, retorna o famoso embate homem x tanque de guerra. a mesma busca na google china traz só belas fotinhas de um domingo na praça.

falou sobre a cultura da empresa, que permite levar cachorro pro escritório, fazer reuniões jogando vôlei, transporte gratuito de helicóptero e campeonatos de camiseta molhada no dia das mulheres. isso é espetáculo, mas todos os exemplos dos slides eram nos estados unidos, com fotos dos escritórios de lá, com os cães deles. segundo ele, no brasil semanalmente fazem uma reunião geral e depois ficam tomando cerveja, conversando. conhecidos que trabalham com a parte mais comercial dizem que o lado corporation é acentuado, com a burocracia normal vista em outras empresas. já áreas de tecnologia e criação de produtos devem mesmo ser mais caóticas e confortáveis.

o histórico do presidente é em áreas comerciais de grandes empresas, e não é de se estranhar que os primeiros passos da google em qualquer país seja o de constituir uma grande representação de comercialização de links patrocinados, de onde vem a grande maioria dos recursos deles, contratando profissionais do meio, e nomeando-os presidentes. a impressão que dá é que hohagen é novato nos princípios mudernos da google way of life, não só pela vida pregressa de diretor em companhias caretas (abn, uol, hbo), mas pela falta de habilidade em falar dos próprios produtos e seus conceitos, inclusive a filosofia interna, como a tal administração pelo caos, o que não acaba convencendo alguns (como eu). não parecia íntimo daquilo ou atraído por, mas evangelizado por razões óbvia$.

não falou também sobre donoevil, apesar de alguma vezes praticarem o que menos se esperaria deles.

foi falado bastante de youtube, mashup e alguns cases mostraram o poder de munição deles: realmente intimidante. no final achei a apresentação fraca, meio muito ufanista, esperava mais realidade e exemplos para explorar as ferramentas comerciais. valeu pelas várias gatinhas da y&r e da google, num completo clima de o aprendiz e roberto justus: viviane, a primeira ganhadora do pograma, super atenciosa e responsável pelo evento, servia-nos água de joelho, na maior humildade, para meu espanto; também um dos braços direitos do justus, não sei o nome, mas de barba e óculos, abriu a apresentação e tal. famosos…

a google tem nem dez aninhos e já fatura muito com a web, podendo gastar em cabeças e idéias revolucionárias, por fomentar internamente a criatividade dos funcionários. mas depois dessa google day fiquei pensando em como deve ser difícil exportar e espalhar um estilo diferente de administração de um país para outro. enfim, executivos caretas, ao terem a oportunidade de vislumbrar um novo jeito de fazer trabalho, meio que acabam continuando os mesmos, mudando só o discurso. não convencem ninguém de que compartilham a mesma visão dos fundadores, que seria a de mudar o mundo.

ps: aqui tratarei a google como a google, como eles mesmo o fazem (busque por ‘a google’ e veja com seus póprios ólios), então evite reclamações, entube essa também.

Posted by fred at 6 March 2008

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Saí de casa pra ver esse show sozinho, meio em cima da hora. Ainda tava quase em jejum – mais por falta de tempo que opção – mas ainda parei pra comer uns pastéis antes de ver o Dylan. Nada poderia me atrapalhar durante o show, nem fome. Logo no táxi senti que a noite seria foda: a primeira coisa que o cara perguntou foi “tá indo no Bob Dylan?”, antes mesmo de eu dizer pra onde iríamos. “Também sou fã, tô só ouvindo a Kiss FM hoje, já tocou umas 3 vezes.” E o tiozinho tinha uns quarenta-e-muitos fácil, fã tru. Partimos.

Atravessei a rua à pé pra fugir do afunilamento dos carros, e cheguei inacreditando na fila que eu via, saía do Via Funchal e seguia até quase a esquina. No meio do caminho, equipes de TV, incluindo a do Pânico, com Christian Pior e aquele outro cara lá. A fila andava rápido, e logo passei por eles, tendo que ouvir que “esse pessoal rico que vem pro show, depois não paga nem o condomínio… olha esse aqui, não tem dinheiro nem pra comprar barbeador!” Essa fui eu quem ouvi – confiram domingo na tv! Atrás de mim, duas moças (nem jovens, nem coroas) que tinham sido entrevistadas pelo Pior comentavam: “ai, tava morrendo de medo dele pedir pra eu cantar alguma coisa…”, ao que a outra respondeu: “nem “Blowin’ in the Wind”?”

Esse era meio o naipe da galera, mesmo. Uma molecada de uns 15 anos que, se fosse nos anos 90, eu diria que estavam ali por causa da versão do Guns pra “Knocking on Heaven’s Door”, e incontáveis casais de tiozões e tiazonas impecavelmente arrumados em suas Cherokees e Land Rovers – porque São Paulo é quase uma selva, afinal. Respeitava mais os carecas cabeludos com camisa do Raul Seixas, e eram vários. Beatles também foi uma escolha popular de camisa…

Entrei e quase todo mundo já havia sentado – tirando os fumantes do lado de fora. Logo achei minha mesa, e ainda tive que expulsar um cara da minha cadeira que tava achando que a fileira ‘i’ era ali. Três letras pra trás, garotão. O resto da mesa era tomado por um casal de namorados, mais uma família de 5 pessoas: pai, mãe, dois filhos “jovens adultos” (como diriam os Walverdes) e uma namorada. Ocupei o último lugar na cabeceira da mesa, vista do palco pela centro-esquerda – o lado para onde o Dylan ficaria virado enquanto no teclado. Olhei para o relógio do cara ao meu lado, e vi 22h em ponto. Dois minutos depois, as luzes piscaram (“Êeeeeeeeee! Aaaaah…”), e logo se apagaram. Ia começar.

Mesmo numa versão acelerada – Dylan tem mania de cantar em 3/3 enquanto a banda toca no 4/4* – “Leopard-Skin Pillbox-Hat” era reconhecível ainda em seus primeiros acordes. Mais foda que isso era finalmente ouvir ali, em pessoa, aquela voz que já me acompanha por tantos e tantos anos, que me soa tão bem e tão reconfortante em disco, e nada menos que isso ao vivo. Sem contar que a faixa é uma das minhas favoritas do Blonde on Blonde… O show não podia ter começado melhor. Ou podia, pelo menos, começar igual. Imagina, um cara com uma carreira desse tamanho e a quantidade de clássicos que ele tem?

O show foi foda, e o setlist é aquele que eu já mandei. Muitas do último disco (Modern Times) – todas as boas, as mais ou menos (“Ain’t Talkin’”) em versões melhoradas, e algumas que tinham passado batido nas minhas audições (“Nettie Moore”, “Workingman Blues #2″) com cara de novos clássicos. Sério, levei um tempo pra me ligar que “Workingman Blues” não era alguma do Another Side of Bob Dylan ou outro dos primeiros. Dessa fase séc. XXI do Bob Dylan ainda rolaram “Summer Days”, que acho mais ou menos, mas tinha muito mais pegada ao vivo, “High Water (for Charley Patton)”, outra muito mais emocionante e pungente na versão do show. E “Things Have Changed”, a canção vencedora do Oscar pelo filme Garotos Incríveis, e uma das minhas favoritas dessa fase.

A seleção de clássicos também foi impecável, com “Stuck inside of Mobile”, “Highway 61″ e “Like a Rolling Stone” irreconhecíveis (essa última, encerrando a primeira parte do show em clímax total). “Masters of War” foi a surpresa da noite pra mim, outra que acho muito genial, pesada, densa, e no show, o arranjo sombrio também não devia nada ao original. “I’ll Be Your Baby Tonight” foi outra que me surpreendeu, amo o Nashville Skyline (a música é do John Wesley Harding, mas a vibe é muito mais caipira à la Nashville), e mesmo numa onda completamente diferente, mais quebrada, a canção continuou linda. Essa coisa do Dylan mudar as músicas no show não me incomoda em nada porque eu tenho certeza que, com 40 anos tocando as mesmas músicas, eu também encheria o saco de tocar tudo do mesmo jeito sempre. Pô, o cara é um gênio, não pode se acomodar. Mesmo que as versões não sejam necessariamente bem sucedidas (foi o caso de “It Ain’t Me, Babe” pra mim), é lindo demais ver ele trabalhando e experimentando ali na sua frente.

O show teve dois contratempos meio desnecessários. A primeira engraçadinha que tentou subir no palco mal teve tempo de ficar de pé nele, e logo foi capturada pelos seguranças. Isso ainda na primeiras músicas, a segunda ou terceira, se bem me lembro. Já no fim do show, uma outra menina* (o Dylan mexe com o fogo dessa mulherada, mesmo com aquele visú Vincent Price, impressionante) conseguiu andar até o meio do palco, e ficou parada de frente para o cantor com cara de apaixonada, bem teatral, mesmo. Quando ele se ligou no que tava acontecendo, deu uns passinhos pra trás com aquela cara de bolado, e logo os seguranças chegaram para arrastar a menina, que se jogou nos braços deles e foi levada arrastando os pés, com aquele olhar vazio de quem tá suspirando apaixonado. Foi meio assustador, com um cara paranóico como o Dylan, não queria arriscar dele se emputecer e acabar com o show. Mas ele levou na boa, deu umas risadinhas, dava umas espiadas desconfiadas ao redor… No fim, foi até engraçado.

Aí veio o bis, matador. A banda do cara é foda, e segura a onda mesmo com o Dylan mudando as músicas ali, na hora do show. É perceptível ao longo da apresentação toda, os caras conversando entre si e com o Dylan pra entender o que tá rolando, um ajudando o outro a achar o tempo quando o Dylan jogava tudo pro alto, essas coisas… Foda. “Thunder on the Mountain”, tão hit quanto no disco – aliás, praticamente todas desse último disco que ele tocou, rolava um vocal CANTADO, quase igual ao do disco. Não cantou junto quem não conhecia.

Na sequência, todo mundo esperava a inevitável “Blowin’ in the Wind”, as outras já tinham ido todas… Ou foi o que todo mundo quis pensar. Quando começaram os primeiros acordes de “All Along the Watchtower”, os yuppies decepcionados foram momentaneamente silenciados por um bando de fãs de Jimi Hendrix que haviam por ali, eu incluso. Lindo demais, lavou a alma.

Aí o show acaba, rola aquela expectativa por um segundo bis, e as luzes enfim se acendem. Faço o movimento contrário da galera e ando em direção ao palco pra tentar descolar um setlist. Sabia que minha chance era quase nula, logo que acenderam as luzes, os roadies do Bob Dylan – senhores em idade respeitável e que pagariam meia pra entrar no show – já tomavam o palco limpando tudo que ficou por lá e cobrindo todos os instrumentos e caixas. Não havia mais nada quando cheguei lá, a não ser outros fãs com a mesma cara de tristeza por não levar nenhuma memorabilia pra casa. Bom, tem o canhoto do ingresso, e admito, tive alguns pensamentos menos amorosos por alguns segundos quando as meninas subiram no palco, do tipo, “hmmm, se ele morresse no palco eu seria dono de uma cobiçadíssima peça da história da música pop”. Mas durou pouco, hehehe. Prefiro continuar com esperanças de ver OUTRO show do Bob Dylan – aliás, eu veria, na noite seguinte. E seria ainda melhor.

Depois de um tempinho na frente do palco, saí pela lateral e passei em frente a entrada dos camarins enquanto bem enquanto o Suplicy entrava. Claro que a galera gritava “canta “Blowin’ in the Wind”" entre pedidos de “me leva!”. Saí da muvuca e dei de cara com uma menina que aparentava não mais que 14 ou 15 anos. Ela chorava copiosamente, cercada de uma galerinha que tentava confortá-la enquanto ela balbuciava palavras desconexas e engasgadas. Caiu a ficha: Mallu Magalhães.

Como bom poplister que sou, não podia deixar passar essa informação em primeiríssima mão, e consegui entreouvir o motivo das lágrimas: Mallu conheceu um determinado figura* na muvuca da porta do camarim que disse “vamo lá Mallu, eu te levo no camarim pra você conhecer o Bob Dylan”. E eles foram de mãs dadas até a entrada, quando o segurança indagou ao (rapaz? senhor?) de pulseira VIP: “ela tá contigo?” Sem titubear, o cara largou da mão de Mallu, mandou um sonoro “não” e saiu entrando sozinho. Mallu sentia-se injustiçada, “só não entendo porque ele fez isso, não tinha necessidade, se ele não podia me botar pra dentro era só não falar nada…” É, Mallu. Você foi OWNADA.

Enquanto caminhava para a saída, vários comentários de “que merda”, “não entendi nenhuma música”, “ele não tocou “Blowin’ in the Wind”, vacilo”. Do lado de fora, ainda uma galerinha sem grana tentava algum milagre enquanto faziam uma rodinha de violão. O som? “Knocking on Heaven’s Door”. Fã de Guns é foda.

*Afirmação duvidosa e não-confiável, tenho que conferir o que ele disse no Crônicas.

*Diz a Folha que foi a mesma menina.

*A história da Mallu já tem desdobramento. Confira aqui em primeira mão a confissão do homem que fez Mallu Magalhães chorar.

01. Leopard-Skin Pill-Box Hat
02. It Ain’t Me Babe
03. I’ll Be Your Baby Tonight
04. Masters of War
05. The Levee’s Gonna Break
06. Spirit on the Water
07. Things Have Changed
08. When the Deal Goes Down
09. High Water (For Charley Patton)
10. Stuck Inside Of Mobile (with the Memphis Blues Again)
11. Workingman Blues #2
12. Highway 61 Revisited
13. Nettie Moore
14. Summer Days
15. Like A Rolling Stone

[BIS]
16. Thunder On The Mountain
17. All Along The Watchtower

Vai lá, imprensa cultural. Pode copiar. Créditos pra cá, por favor.

Posted by failman at 3 March 2008

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obrigado, chorão!