É O FLAMENGO, PORRA!!
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depois de se especializar na telefonica, marcelo branco partiu pra tapear o eleitorado brasileiro
cabeça por trás da iniciativa dilmanaweb, prometeu fazer como fez o obama lá fora, mas por enquanto é só mais do mesmo, sem qualquer compromisso com a seriedade, inteligência e qualidade da informação
visitando o site, notei seu conteúdo medíocre e, pressentindo o golpe, resolvi entrar em contato no dia 19/04 pra ver o que acontecia e mandei:
estou curioso para ver se essa presença online é só uma campanha ou se é algo sério e pertinente, então resolvi me manifestar por aqui para:
1. ver se vou ser respondido sem aquelas respostas padrões (canned responses)
2. perguntar quando o site terá uma busca
3. sugerir uma área SÉRIA de propostas. aquilo ali não podemos nem chamar de resumo. pobre demais
4. perguntar a posição e opinião da candidata sobre o marco civil que regula a internet, a descriminalização da maconha e a legalização do aborto
5. pedir que descrevam melhor as propostas que resvalam na internet, como banda larga popular, revisão de impostos para importados (como videogames) e investimentos em novas tecnologias
6. ver se vou receber spam após este contato
3 dias depois, sem qualquer resposta, recebo o spam abaixo (importante: no contato, não fiz nenhum optin):

vou reportar spam só pra ver o que acontece (curiosamente, eles não estão hospedados na locaspam). também perguntei ao TSE se é possível reportar para eles esse tipo de abuso
atualização
estadão flagrou confusão com foto da norma bengell
com esse erro, as empresas de energia elétrica deste brasil cobraram a mais na sua conta, agora foram descobertos e não tem mais essa grana
e você sabe o que as empresas dizem para se defender?
tem noção do que esses carasdepau filhosdaputa tem coragem de inventar para nos dizer?
grifo nosso:
Durante a CPI das Tarifas de Energia Elétrica, o diretor-presidente das Cemig (Centrais Elétricas de Minas Gerais), Djalma Bastos de Morais, assumiu o erro. No entanto, ele e outros colegas defenderam que os consumidores não foram lesados pelas tarifas mais altas porque os valores cobrados a mais geraram desenvolvimento, ao serem investidos na melhoria das empresas.
ou seja: se você gastar o valor da sua conta de energia investindo na sua melhoria, da sua casa, seus estudos, da sua comunidade, bairro… saca? comprar só em mercadinhos locais, evitar a indústria estrangeira, comprar mais legumes, assistir mais tv cultura e cinema nacional e tal…
enfim, se você gerar mais desenvolvimento, a sua companhia de luz não será prejudicada e sua conta de eletricidade será grátis
LINDO, não?
ao menos é o que se pode extrair da entrevista abaixo, na qual os três convidados concordam que a tal lina de almeida vieira mandou mal, fez merda, e inventou o encontro com dilma:
e todos os que estão saindo com ela são exatamente os que ela colocou lá, sindicalistas sem carreira na receita, o que facilitou a perda de rumo em tão pouco tempo.
até everaldo maciel, que ocupou o cargo dela durante todo governo fhc, acha que houve prevaricação ao não revelar o caso na época em que teria acontecido, mas apenas depois de ter sido demitida.
e apesar da entrevista estar na globo, é notório que a emissora ignora a opinião dos especialistas e continua malhando o caso se aproveitando do desconhecimento geral não só sobre as especificidades da situação, mas como do próprio funciomento da receita como um todo.
o texto relacionado as entrevistas, por exemplo, não condiz com a conclusão ao final do programa:
O Leão que deveria ser isento de influência política, afunda-se cada vez mais na crise.
claro, mais do que normal, então o resumo ainda é: brasil, um país de merda.
aviso:

na sua espiral descendente, a folha inventa um sequestro e manipula a entrevista para tentar enquadrar a ministra dilma de almeida como terrorista.
aposto que depois ligou pro squid e mandou ‘RIARIARIARIAIRIA, VC VIU A CARA DELA BROU??/‘.
(…) segue a insistência oficial na tese furada de culpabilizar o usuário. Se estivessem certos, o ocidente inteiro, da Europa às suas ex-colônias, estaria tomado por milicias com armas do exército disputando esquinas. O consumo e tráfico de drogas no resto do Planeta é tão intenso e ilegal, mas por lá não existem fuzis e metralhadoras nas mãos de atacadistas e varejistas da droga como aqui.
O que acontece no Balneário de San Sebastián não é simplesmente a confusão entre um problema de saúde pública e um problema policial. Aqui, foi o próprio poder público que forneceu as condições para a existência desses grupos, através da sua ausência. Aqui, foi o próprio poder público que armou essas quadrilhas, diretamente ou não. Transferir esse processo histórico e essa culpabilidade aos dois neurônios do maconheiro do Nove e ½ é uma solução fácil, comprada por parte da grande imprensa e por partidários do pensamento automático, tão em voga por aqui.
Faço um rápido exercício: imaginemos que, desde sempre, não houvesse droga ilegal nesse país. Ou, ainda, que não houvesse qualquer droga. O que fariam os que hoje empunham as armas uns contra os outros? Onde trabalharia esse gigantesco exército de reserva? Jogariam amarelinha no topo dos morros?
grifo nostro.

Carta aberta aos jornalistas do Brasil
Leandro FortesNo dia 11 de março de 2009, fui convidado pelo jornalista Paulo José Cunha, da TV Câmara, para participar do programa intitulado Comitê de Imprensa (…) O tema do programa, naquele dia, era a reportagem da revista Veja, do fim de semana anterior (…) Durante a gravação (…) discutimos abertamente questões relativas à Operação Satiagraha, à CPI das Escutas Telefônicas Ilegais, às ações contra Protógenes Queiroz e, é claro, ao grampo telefônico – de áudio nunca revelado – envolvendo o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás. Em particular, discordei da tese de contaminação da Satiagraha por conta da participação de agentes da Abin e citei o fato de estar sendo processado por Gilmar Mendes por ter denunciado, nas páginas da revista CartaCapital, os muitos negócios nebulosos que envolvem o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), de propriedade do ministro, farto de contratos sem licitação firmados com órgãos públicos e construído com recursos do Banco do Brasil sobre um terreno comprado ao governo do Distrito Federal, à época do governador Joaquim Roriz, com 80% de desconto.
(…)
Qual foi minha surpresa ao ser informado por alguns colegas, na quarta-feira passada, dia 18 de março, exatamente quando completei 43 anos (23 dos quais dedicados ao jornalismo), que o link para o programa havia sido retirado da internet, sem que me fosse dada nenhuma explicação. Aliás, nem a mim, nem aos contribuintes e cidadãos brasileiros. Apurar o evento, contudo, não foi muito difícil: irritado com o teor do programa, o ministro Gilmar Mendes telefonou ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, do PMDB de São Paulo, e pediu a retirada do conteúdo da página da internet e a suspensão da veiculação na grade da TV Câmara. O pedido de Mendes foi prontamente atendido.
Sem levar em conta o ridículo da situação (o programa já havia sido veiculado seis vezes pela TV Câmara, além de visto e baixado por milhares de internautas), esse episódio revela um estado de coisas que transcende, a meu ver, a discussão pura e simples dos limites de atuação do ministro Gilmar Mendes. Diante desta submissão inexplicável do presidente da Câmara dos Deputados e, por extensão, do Poder Legislativo, às vontades do presidente do STF, cabe a todos nós, jornalistas, refletir sobre os nossos próprios limites. Na semana passada, diante de um questionamento feito por um jornalista do Acre sobre a posição contrária do ministro em relação ao MST, Mendes voltou-se furioso para o repórter e disparou: “Tome cuidado ao fazer esse tipo de pergunta”. Como assim? Que perguntas podem ser feitas ao ministro Gilmar Mendes?
















