"They say we can love who we trust / But what is love without lust? / Two hearts with accurate devotions / but what are feelings without emotions?"

15th
MAI

Whooper ou blooper?

Por marciok em Geral às 1:56 pm

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Vi primeiro no excelente Urbe, do Bruno Natal – e claro, era previsível que ia dar confusão, como no episódio dos Simpsons no Brasil e daquele filme tosco “Turistas”; logo começaram os discursos de denegrir a imagem do país, prejudicar o Rio de Janeiro, etc.

É mais que óbvio que o mote da campanha foi feito em cima de um acontecimento muito conhecido na Inglaterra: o assalto do trem pagador feito pelo Ronald Biggs. E isso é um fato, ponto. E colocou no imaginário estrangeiro a idéia que, em caso de grande roubo, o Cristo Redentor os espera de braços abertos. Injusta ou não, a idéia persistiu – outro dia estava vendo um filme / série recente, em que o autor do roubo estava lá com suas passagens para o Galeão.

Como se o Brasil fosse santo em relação a estereótipos com estrangeiros: temos americanos burros, franceses arrogantes, judeus aproveitadores, chineses contrabandistas…a lista é grande. Nenhum deles é mais ou menos injusto que essa visão de porto seguro ao crime que temos lá fora: são também amparados em poucos casos, em exceções, mas assim como notícia ruim se espalha mais rápido, defeitos sempre são mais vistos que qualidades.

Ao invés de gastar páginas e retórica com pseudo-indignações, talvez as autoridades cariocas devessem dirigir sua indignação às pessoas que denigrem muito mais o dia-a-dia do Rio: seus próprios colegas, ligados ao tráfico e milícias, que geram cenas de guerra nos morros e no asfalto. Mas nesse caso, ao invés de palavras, a ação é tapinha nas costas. Ou olhos fechados para os Muros de Berlinda. Pimenta no Whooper dos outros é refresco.

Quanto ao Burger King, têm uma bela oportunidade de sair dessa em grande estilo e humor, fazendo um cartaz para as filiais cariocas. Se eles gostarem de idéia abaixo, a gente negocia os royalties.

burgerking

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