"They say we can love who we trust / But what is love without lust? / Two hearts with accurate devotions / but what are feelings without emotions?"
21
dez09
Spin that shit
Por marciok em DJing, Geral às 1:23 pm
A fim de uma mesa de DJ diferente? Fale com o pessoal da Metrofarm. Inox, madeira, pedra, fazem sob sua encomenda. Mas o preço deve ser de uma pequena casa noturna.




14
dez09
Bubble Calendar
Por marciok em Geral às 11:42 am
Gosta de estourar plástico bolha? (eu odeio)
Então o 2010 Bubble Calendar é pra você, por meros 20 dólares. Se conseguir estourar SOMENTE UMA bolha por dia, claro.
13
jul09
Pause
Por marciok em Geral às 11:07 am
Aqui já está meio parado, mas somente pra não ficar sem aviso: por causa de um concurso que vou prestar no próximo final de semana, o Mindprints deve ficar sem atualizações até o início da semana que vem. Voltamos dia 20 com a nossa programação normal.
6
jul09
The Greatest Battle
Por marciok em Geral às 10:53 pm
O Flávio Gomes lembrou: dia 1° de julho fez 30 anos do maior duelo da história da Fórmula 1. Gilles Villeneuve contra René Arnoux, no circuito de Dijon-Prenois, na disputa pelo segundo lugar. Arnoux com uma Renault turbo, muito mais rápida que a Ferrari de Villeneuve, querendo fazer uma dobradinha totalmente francesa em casa – na liderança estava Jean-Pierre Jabouille, com a outra Renault.
Aí, nas últimas duas voltas, o que ocorreu foi isso:
Nos dias de hoje, ambos seriam desclassificados por direção perigosa. E com certeza, iria ter discussão feia antes do pódio, com pilotos fazendo beicinho. O que ocorreu em 1979? Os dois desceram dos carros com sorrisos nos rostos, e se abraçaram – eles se divertiram. E Arnoux, o perdedor, disse textualmente:
“The fight with Gilles Villeneuve is something that I will never forget. He says you can only race likes that, when you know, with someone you trust completely, and you do not meet many like him. I knew I had been beaten by the best driver in the world.”
Tempos que não voltam mais.
4
jul09
Flying with the rhymes
Por marciok em Geral às 12:04 am
Em tempos de vôos despencando, nada como conseguir relaxar um pouco. Basta um comissário de bordo funky.
Levadinha old school, ainda. Roubei lá do Flávio Gomes.
29
jun09
Para pilantragem não precisa de diploma
Por marciok em Geral às 7:50 pm
Um dos maiores atos de cara de pau do ano: o Jornal O Estado, de Palmas, no Tocantins, publicou um artigo sobre a morte de Michael Jackson (não sei se o link vai funcionar, basta acessar a edição do dia 29 de junho, páginas 12-13). Extremamente passional, tocante, bem escrito.
Talvez porquê não tenha sido a dublê de repórter chamada Cecília Santos que escreveu a matéria – o texto é uma cópia com pouquíssimas alterações do texto sensacional que meu amigo Hector Lima escreveu no seu site, o ótimo Goma de Mascar – quem quiser confirmar, é só acessar aqui.
No auge da polêmica sobre a obrigatoriedade do diploma para jornalistas, disseram que certas cadeiras que ensinam nas faculdades de jornalismo eram imprescindíveis para a carreira – e a de Ética era constantemente citada. Vendo os escândalos de manipulação de mídia entre a nossa chamada Grande Imprensa, e casos como esse, eu recomendaria que o MEC verificasse se essa cadeira AINDA EXISTE nos cursos de jornalismo.
22
jun09
We are all made of stars
Por marciok em Geral às 9:46 pm
E ontem, foi um daqueles dias bizarramente históricos da TV brasileira: a eliminação de Théo Becker do “irreality show” A Fazenda, que fez a Rede Record assumir o primeiro lugar em audiência, batendo o vetusto “Fantástico” da Globo. Fato raro, não sei se inédito para a Record, mas que talvez só havia ocorrido com burburinho semelhante em outras duas ocasiões: com o soft-erotismo boiadeiro de “Pantanal”, da extinta Rede Manchete (que teve uma reprise recente via SBT); e com o primeiro reality-show de confinamento, verdadeira quebra de patente da Endemol e musa inspiradora d’A Fazenda, a primeira “Casa dos Artistas” do SBT.
Deixando os banhos da turma de Juma Marruá de lado (no estilo “gosto das entrevistas da Playboy”, você pode justificar que assistiu devido às belas tomadas, revolucionárias para a época, das belezas do Pantanal nuas e cruas, naturais e humanas), o impacto atual d’A Fazenda repaginou a travessura de Sílvio Santos para um cenário diferente, sai a casa modernosa e entra uma fazenda. Mas o mote principal, e que diferenciou ambos os programas da série “Big Brother” da Globo (que apresenta um desgaste evidente), são os participantes: ao invés da trupe de celebridades wannabe da emissora carioca, o programa da Record também reuniu um cast de celebridades de segundo escalão.
É uma jogada de gênio; na Casa dos Artistas, foi efeito amplificador – sendo o reality show que estreou o formato de confinamento, talvez tivesse sucesso mesmo com anônimos. Mas nos tempos atuais o formato está mais que batido, e a força do programa reside justamente no tipo dos participantes escolhidos: pessoas conhecidas o suficiente para serem consideradas “celebridades”, em sua maioria, mas ao mesmo tempo não tão famosas para exigirem um grande cachê e dispostas à exposição por meses apostando na multiplicação do valor de imagem.
Para as mulheres, a fórmula habitual: qualidade da carne exposta em trajes sumários, para o delírio dos Zé Punhetas de plantão e visando lucros mútuos em futuras capas de revistas de revistas masculinas (aliás, uma dúvida: em tempos de Internet, onde as fotos destas aparecem no dia seguinte ao lançamento, como elas ainda vendem?). Para os homens, boa dose da mesma fórmula (barrigas de tanquinho über-alles), alguns encrenqueiros em potencial e umas pitadas de sexualidade em dúvida. Mexa bem, e aposte na fervura dos egos disputando atenção e contratos de nus futuros.
Não sei se a produção do programa chegou a apostar no Fator Théo Becker, sabendo do passado complicado do rapaz que circula na Internet – ele é meu conterrâneo, mas não cheguei a conhecer a figura por lá. Mas o total desequlíbrio do ex-sub galã global, e seu atrito com praticamente todos da casa, só teve paralelo com as tretas do Frotinha na já citada matriz Casa dos Artistas, e na destrambelhada Tina do BBB2 – e o resultado foi o mesmo, Ibope nas alturas. E, paradoxalmente, a atitude do público foi a mesma em todos os casos – eliminando o causador das confusões e da audiência.
Estranha essa dualidade de fascínio e repúdio simultâneo das pessoas em relação às ditas celebridades. Ocorre não só nos reality shows – basta ver que Britney Spears gerava muito mais interesse na época em que raspou a cabeça e destruía vidros de carros do que pelos seus últimos (bons) discos. Talvez seja a mais pura e simples inveja disfarçada; ver pessoas que tiveram “fama e sucesso” na vida, coisas que muitos gostariam de alcançar, sendo ridicularizadas na frente das mesmas pessoas que os admiram. Ou um ritual de desconstrução, um desejo de ver que essas pessoas possuem as mesmas (ou piores) falhas que possuímos – os mitos quebrados pelas falhas mundanas que toda pessoa têm.
Provavelmente deve existir uma explicação já embasada em alguma tese psicológica clássica – não vou me dar o trabalho de procurar. Mas está lá o público, assistindo e se deliciando com a nítida deterioração mental do Théo – e estou me incluindo nessa. Quais nossas justificativas? Ele ser “conhecido”, ou que topou a exposição do programa? São razoavelmente válidas – é o velho ditado “quem está na chuva é pra se molhar”. Acho que nenhum deles foi ingênuo a ponto de não saber que o moedor é a máquina mais eficiente no mundo celebrity – no máximo, acham que os outros participantes é que vão ser moídos. Toparam pagar o preço. Se isso basta para justificar nosso sadismo light? Sério: não sei.
Quem tiver uma boa resposta, os comentários estão aí.
De minha parte, provavelmente vou ver menos o programa depois da saída do conterrâneo – o único com potencial de gerar surrealismo nesse nível agora é Dado Dolabella. Se eu fosse a produção, pagava uma grana por fora para mais alguém desistir e colocava a Luana Piovani, com mandato de segurança e trena na mão. Os machados já estão lá – é a grande oportunidade para um filme de George Romero em tempo real.
Em reality show, costumo torcer para os (raríssimos) inteligentes & bacanas que surgem, mas estou me rendendo ao senso comum: barraco rules.
18
jun09
Outlet Wall
Por marciok em Geral, Tech às 9:42 pm
Daquelas idéias que você fica com raiva de não ter sido sua: nunca mais se preocupe com um monte de fios enroscados atrás dos móveis, réguas bagunçadas e tomadas entupidas.
Faça uma parede inteiramente coberta de tomadas e ligue todos os cabos da maneira que você achar mais bacana.
É somente um conceito do fotógrafo David Friedman; seria caro de executar (tomadas não são caras individualmente, mas nessa quantidade sim), um trabalho medonho pra executar (ele mesmo diz que nem todas precisam estar ligadas, mas aí precisaria memorizar quais estão energizadas), mas achei simplemente sensacional. Lindo e totalmente funcional
16
jun09
Carreras Son Carreras
Por marciok em Geral às 9:11 pm
Duas imagens de corridas deste final de semana.
A primeira é assustadora, e triste: Carlos Pardo, piloto da Corona Series, a Nascar mexicana, morreu depois de um fortíssimo acidente no oval de Puebla. Mas ele foi praticamente morto – nem tanto pelo piloto que tocou no carro dele, na última volta, mas pela colocação irresponsável do final de um muro, onde os carros chegam a 220 Km/h, com somente tambores de água como proteção. Na verdade, nenhuma proteção resolveria, um muro não pode ser colocado daquela maneira.
As imagens são fortes, pois o impacto é brutal.
No extremo oposto, as voltas finais do Grande Prêmio da Catalunha de MotoGP, duelo entre Valentino Rossi (capacete amarelo), o maior piloto de todos os tempos em todas as categorias de esporte a motor, e Jorge Lorenzo, o novo fenômeno da Moto GP. A antipenúltima volta é de perseguição insana, a penúltima abre com uma ultrapassagem sobrenatural de Rossi, por fora, e a última volta é histórica.
Enquanto isso, na Fórmula 1…
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