Por quê?
Hambúrguer, precisa explicar? Ao contrário do bife, sou defensor da teoria de que não existe uma receita impecável de hambúrguer – pelo simples fato de que a carne moída pura aceita uma infinidade de temperos e combinações de sabores. Sempre que faço meus hambúrgueres em casa, a receita muda um pouquinho. Mas a base é sempre a mesma: carne moída + pão umedecido, porque só com a carne moída, me sinto comendo uma almôndega deformada. O pão que dá a crocância fundamental à parada.

Quanto?
- 600g de patinho moído (carne vermelha, bovina, no corte “patinho” – e não carne de filhotes de pato, espero que você saiba disso)
- 5 fatias de bacon
- alho em pó (não é aqueles em cubinho, nem “sal de alho”, é alho em PÓ, você acha na parte dos temperos secos)
- sal e pimenta do reino
- 2 ou 3 colheres de sopa de molho inglês (tipo WORCESTERSHIRE – praticamente todos são, só gosto dessa palavra e quis repeti-la aqui)
- um pãozinho francês PEQUENO, com miolo (pequeno mesmo, se for um daqueles pãezinhos normais, você não deve usar mais que 3/4 dele)
- uma colher de sopa bem cheia de manteiga à temperatura ambiente
- 8 fatias pequenas de queijo provolone
- duas colheres de sopa de mostarda
- pão de hambúrguer, maionese, queijo (cheddar ou mussarela) pra cobrir; alface e tomate opcionais
Como?
Primeiro, num prato fundo, rasgue o pão com o miolo em pedaços bem pequenos, pra ficar um pouco mais grosseiro que uma farofa. Regue o pão com o molho inglês e deixe amolecer por uns minutos enquanto você prepara a carne. Pique as fatias de bacon em tirinhas bem fininhas, e depois as esfarele com os dedos. Cubra uma tijela grande com a carne moída e o bacon. Escorra bem o pão umedecido, apertando a massa entre as mãos e deixando-a no formato de uma bola.

Misture essa massa com a carne moída e o bacon, acrescente a manteiga e a mostarda, e mais umas duas colheres de café cheias de alho em pó; mais duas de pimenta do reino, e umas três ou quatro de sal. Uma colherinha de café equivale a cerca de duas pitadas, se você preferir fazer no dedo e no olho. A real é que você tem que regular com o seu gosto. Só não exagere no alho, ou você não vai sentir gosto de mais nada no hambúrguer, e não esqueça do sal, que ele ajuda a carne moída a dar uma secada na hora de fritar. Misture a parada com as mãos, até ficar tudo bem uniforme – mas sem apertar demais pra não secar toda a gordura da carne moída (valeu a dica, Joana!).
Em seguida, divida o bolo de carne em umas oito bolinhas menores, do tamanho de uma bola de sinuca (sim, a parada é grande). Aproveita e já deixa a chapa esquentando no fogão. Abra os hambúrgueres empurrando com a palma da mão contra a pia ou uma tábua de carnes, sem precisar ser muito cuidadoso. Agora vamos recheá-los com o provolone. Uma rodela pequena pra cada um – meia fatia se for da grande – rasgada em dois ou três pedaços, e só. Bote o queijo em cima dos hambúrgueres, bem no meio, e empurre levemente com os dedos até cobrir a borda do queijo com a carne. Em seguida, feche novamente o hambúrguer como se fosse fazer outra bola, empurrando os cantos da carne pro meio (e pra cima do queijo), sem no entanto descobrir o fundo.

Retorne as carnes recheadas a um ponto no meio do caminho entre “bola” e “carne de hambúrguer”, com o queijo todo pra dentro. Depois é hora de achatá-las novamente, mas dessa vez recomendo colocar as bolas dentro de um saco (limpo) de plástico – pode ser um desses de guardar comida no congelador, ou mesmo um saco de mercado (LIMPO!) ou dois pedaços de filme plástico (aquele lance trasparente que você nunca consegue desgrudar um do outro). Assim a carne fica mais certinha, e é só acertar as pontinhas com os dedos pra ficar redondinho. Eu gosto de deixar da largura de um dedão meu, o que dá uns dois dedos regulares de pessoas normais (lembrando: eu calço 47).
Agora a carne vai pra chapa, a essa altura já estalando de quente. 1 minutinho em fogo altíssimo e já deve desgrudar naturalmente da chapa, fazendo aquela casquinha bonita e crocante por fora. Vire a carne, deixe mais um minutinho, e abaixe o fogo pro mínimo. Mais um minutinho, vira de novo, cobre com a fatia de queijo, e terminando esse outro minuto já deve estar no ponto de servir. Se o hambúrguer tiver muito grosso, dá pra ser maleável com esses minutinhos, aumentando um pouco o tempo. Também vale dar umas apertadinhas na carne antes de passá-la pro pão – mas só antes de passá-la pro pão, pra não molhar tudo. Deixa ela fritar ali cheia de sucos e suculência.

Onde?
No pão, levemente (ênfase em levemente) tostado nos lados brancos (as partes internas por onde a faca passou), maionese embaixo, um pouquinho de catchup e mostarda em cima. E só. Se bem que aquela receita de manteiga de cebolinha também fica boa com um hambúrguer desses, até no recheio… Hmmm.
Ferramentas: Frigideira ou chapa. George Foreman Grill só vale se você colocar um calço embaixo dos pés da frente pra ele não inclinar, porque esse papo de eliminar a gordura dos alimentos é caído.
Dificuldade: Nenhuma. Convenhamos: é misturar e amassar com a mão, jogar na frigideira, e colocar no meio do pão. Fast-food, esqueceu?
Rendimento: 8 hambúrgueres grandes (dá pra umas 6-8 pessoas na boa, mesmo se o apetite da galera for grande)
Para fazer ouvindo: Beach Boys – “Fun, Fun, Fun”
J Madrid says:
Cara receita de hamburguer é isso, rs cada um tem o seu impressionante, a minha é bem parecida com a sua, vou apenas fazer o teste com o bacon, o que é obvio que vai ficar bom. A diferença mesmo é que eu uso uns dentes de alho e cebola passados no processador, processador bem alto deixando uma pasta mesmo.
Agora vou te entregar o ouro. Eu sou clássico, gosto de hamburguer com maionse queijo e quisá bacon. Não gosto de inventar. Agora um amigo meu me colocou o segredo na mesa e eu gostei. Sabe X-Vinagrete? O maior problema pra mim era comer sem perder metade do vinagrete pelo caminho. Ele me ensinou o lance de quando está na ultima virada do hamburguer na chapa, na hora de colocar o queijo, colocar o vinagrete e o queijo por cima! Fica uma delicia! Vale muito a pena. Fica ai a dica.
Ótimo blog cara.
1 September 2008, 8:19 amAbraço.
João Pedro says:
Fotos!
Agora ficou bem mais esquema.
Abrasssss!
5 September 2008, 1:26 pmGlauber says:
Aqui em Belo Horizonte/MG a gente não usa o pão desse jeito. A gente usa a farinha de pão velho ralada(farinha de rosca). Quando não tem na padaria ou sobrou pão velho em casa pra ralar bem fininho, a gente pega alguns pães do dia e esquentamos no microondas. Em minutos depois que sair e esfriar, estara aquela pedrinha pronta para ralar…
8 January 2009, 10:39 pmComo a farinha é que vai dar ligar no troço, a gente capricha um pouco mais. Sabe aquele pacote de sopa de alho que vende nos supermercados, fica excelente com o hamburguer. Cheiro verde tambem é bom, mas só um pouquinho…
Quando eu faço eu deixo numa tijela tampada na geladeira para fazer quando tenho vontade. Dá pra ficar uns 3 ou 4 dias tranquilo(se vc não for daquele pessoal que pensa com a geladeira aberta deixando o frio ir embora).
Um macete já que o nosso é mais firme por causa da liga, é fazer bolinhas (imagina duas vezes uma moedinha de 1 real), fritá-las(em azeite) e reservar. Agora é só pegar seu molho de tomate favorito, bem pedaçudo(eu gosto de fazer o meu quando tenho tempo) e esquentá-lo. Após seu tempero preferido no molho, vc desliga o fogo e coloca os bolinhos de hamburguer fritos e da uma misturada para o molho encharcá-los por igual. Excelente com massas e imagino que deve ficar bom com polenta tambem…
O feitiço do Cheddar McMelt maligno | Olhômetro says:
[...] industrializados, resolvi aprender a fazê-los. Segui uma mistura das dicas para hambúrgueres do Fred (esse hambúrguer com recheio de provolone é genial), do Gravata e do Roberto, do Fora de [...]
9 September 2009, 7:56 pm