“The next song to be attempted was ‘Somebody to Love’ by the Jefferson Airplane. Again, the feedback screeched throughout, affecting the musicians’ concentration and destroying the momentum. It was a drunken débâcle, a grisly stampede. Assuming that they had cocked up their audition, the Reid brothers began to argue spitefully, almost coming to blows. At this, McGee went forward to speak to them. ‘You’re fucking genius’, he said. Do you want to make an album?’ ”
(…)
For certain lower-profile Creation artists, a change in the publicists had its benefits. Momus had always written his own press releases, handing them over to be re-typed with the obligatory eight or nine spelling and punctuation mistakes. To mark the release of his single ‘The Hairstyle of the Devil’ – a surprise Top 100 entry in April _ Barrett had arranged a press call in a hairdressing salon in Covent Garden. Wires got crossed: journalists thought they would be required to have their hair cuut by Momus, and none turned up”.
THE CREATION RECORDS STORY
My Magpie Eyes are Hungry for the Prize
David Cavanagh
A primeira vez que li esse livro foi em 2000. Não, 2001. Era a época em que “indie” deixava de ser piada das internas, pelo menos no Brasil e começava a virar essa coisa ao ponto que, nesses dias, uma dessas revistas tinha “como pegar uma indie” entre as chamadas de capa. Não lembro se era a VIP ou a Sexy.
Aí, junto com a exposição ao mundo (“quando você os ouve no programa do John Peel na Radio 1 à noite, esses discos moviam-se pelas sombras e você suspeitava que eles estariam confortáveis ou até invisíveis à luz do dia”, tá lá na introdução do livro), vem o processo natural: tipificação, estereotipificação e ridicularização. Dava para fazer piadinha com indie do mesmo jeito que com metaleiro.
Normal, não tem do que reclamar. Afinal, esse lance todo tem justamente a ver com os outros não entenderem o que a gente ouve. Quando o mundo inteiro esqueceu de como Guns é escroto e todo mundo começou a virar roqueirão de novo, qual o problema em ouvir os papinhos de “esses caras são uns frouxos” sobre o Belle and Sebastian pra quem já tinha visto a mesma coisa com os Smiths?
E assumo, orgulhoso, meu quinhão de responsabilidade. O Takeda fez outro dia o site Eu Inventei o Indie . Pois eu, como ex-integrante da Indie Brasil, atual da Poplist (desde o começo) e chegado do Midsummer Madness, ajudei a inventar. Há quem chame indie de esnobe. Um pouco de verdade, um pouco de vacilo. Não é que a gente ache melhores essas bandas desconhecidas porque são as que a gente ouve. A gente ouve porque elas são melhores. Quanto a serem desconhecidas, somos justamente os menos culpados por isso, já que estamos sempre falando delas por aí.
Por isso que agora é difícil falar desse negócio de indie. Além de ser meio indefinido, tá meio na cara pra todo mundo, né? Mas não é tão simples. Dica: se o cara vê uma placa de carro que comece com MBV, HOL ou CRE e não repara, esquece, ali não há um indie. E explicar é como querer competir com o pop mainstream nos termos desse, o que não faz o menor sentido. A única coisa em comum é, nos melhores momentos, aquela busca linda pela perfeição. Sempre achei que a arte, no seu melhor, mostra o homem buscando a transcendência não apenas APESAR dos defeitos e do seu lado instintivo e animal, mas também POR MEIO destes.
E é por isso que ainda acho que, quando ouvir a canção pop perfeita, a
guitarra vai estar meio desafinada. Mas não por querer.
My Heart’s My Badge: Poplist vê o indie
1. Talulah Gosh – Pastels Badge
2. Pastels – Nothing to Be Done
3. Jesus and Mary Chain – Upside Down
4. Telescopes – The Perfect Needle
5. Teenage Fanclub – Some People Try to Fuck with You
6. Anorak Girl – Anorak Girls
7. Urusei Yatsura – Plastic Ashtray
8. The Smiths – Panic
9. Bodines – Therese
10. Spacemen 3 – Honey
11. Primal Scream – Velocity Girl
12. Manhattan Love Suicides – Clusterfuck
13. Jasmine Minks – Cold Heart
14. Anne Bacheley – Home for Christmastime
15. Weather Prophets – Almost Prayed
16. Impossibles – How Do You Do It?
17. My Bloody Valentine – (When You Wake) You’re Still in a Dream
18. First Aid Kit – You’re Not Coming Home
19. Heikki – Former Hero
20. Boo Radleys – Wish I Was Skinny
21. Ride – Making Judy Smile
22. Felt – Primitive Painters
23. Stereolab – Crest
24. House of Love – Loneliness is a Gun
25. Flipper’s Guitar – Goodbye, Our Pastels Badges


