Archive for September, 2010

Gooseberry Summer: a receita

Monday, September 20th, 2010

me: ô, bicho. me passa a receita do gooseberão

klaus: eu não.

me: passa aí, bicho. quero colocar no blog, eu coloquei lá no lance do Smirnoff XChange.

klaus: ah guri

me: “o que tu mandaria no container?”
citei o ricke e o gooseberão
se tu lesse todos os teus companheiros de fubap, já saberia

klaus: 1 dose de groselha
aliás
não
3/4 de dose de groselha
meio limão espremido

me: nessa ordem?

klaus: sim
gelo
1 e 1/2 de vodka
(isso na coqueteleira)
mistura
taca no copo longo
e completa com club soda

me: qual copo?

klaus: long

me: tá. e pra balde?

klaus: porra
haha
faz tudo em proporção 75 – 1000
no caso 1 litro e meio de vodka e 750 350 ml de groselha.
limão proporcional

me: já é

PISTINHA DO RICKE, GOOSEBERÃO E PRAIA

Sunday, September 19th, 2010

Tava com uma dúvida séria aqui. Como é que eu vou colocar dentro de um container o momento do encontro entre os sobreviventes da noite que foram ver o sol nascer na Praia Mole e o pessoal que acordou cedinho e começa a chegar. Também não sou maluco de sugerir que levem areia e água do mar, acho que seria até crime ambiental.

Aí eu lembrei do Ricke. Mais conhecido como Ricardo Crestani, que faz com o Carlão a Wild!, uma das festinhas mais legais de Floripa. Que o Carlão é bonzaço todo mundo já sabe faz tempo, mas foi em 2010 que o Ricke passou de aprendiz promissor a dono de um dos melhores sets, com as mixagens na ponta dos cascos e vasta bom gosto no repertório. É o que eu gosto de mostrar para impressionar as visitas que vêm a Floripa e periga o guri se acomodar bem dentro do container na viagem.
INESQUECÍVEL QUASE POR ACIDENTE

Por via das dúvidas, acho que é o caso de mandar junto um Gooseberry Summer, criação local de outro catarina hoje emigrado, o Klaus. Tenho que pegar com ele a receita, mas envolve vodca, groselha, limão, club soda, verão e muito gelo. Foi inventado de improviso e depois passou por uma garibada.
Porque o grande lance da noite aqui sempre foi esse. É claro que estrutura, casas boas e tudo o mais sempre foram importantes, mas é esse encontro entre as pessoas e a natureza que faz as coisas. As noites mais inesquecíveis de todas nascem sempre desse fator imponderável, da ideia esquisita que alguém tem a determinado momento. Por isso, a única coisa realmente importante é estar pronto e disposto a mudar tudo a qualquer momento. Mas é fundamental para criar os momentos históricos.

FESTINHA GLOBAL: O SMIRNOFF NIGHTLIFE EXCHANGE

E essa imprevisibilidade combina com todo o projeto Smirnoff Nightlife Exchange. Não sou o único que está quebrando a cabeça para decidir como gostaria de representar a noite de sua cidade diante do mundo. Há vários outros blogs no Brasil e em mais outros 13 países: Estados Unidos, Grã Bretanha, Argentina, Austrália, Canadá, Alemanha, Índia, Irlanda, Líbano, Polônia, África do Sul, Tailândia e Venezuela.

Aí um curador de cada país vai decidir o que será enviado para um outro, ainda a ser definido. No dia 22 de outubro sai o anúncio de quem vai receber o container de quem, com uma amostra do que é a noite em outro ponto do planeta. E dia 27 de novembro é a festa, espalhada por todos esses lugares e com transmissão simultânea, para reforçar o espírito de ser de todos juntos.
E tem ainda mais gente dando pitaco: a comunidade global é de mais ou menos 2 milhões de pessoas, reunidas em torno da página do evento no Facebook. Lá tem também mais informações sobre a história toda. É em facebook.com/smirnoffbrasil.

Conhecimentos da madrugada

Tuesday, September 14th, 2010

 

Quando me convidaram a participar do Smirnoff Nightlife Experience (a essa altura, rapeize já deve saber do que se trata. Se não, já chegamos lá, após as considerações iniciais), logo curti a proposta por motivos óbvios: vodca e vida noturna. E tinha também o lance de que, inspirado pelo Ilha 70, eu tava na pilha de falar sobre a etapa seguinte, os anos 80, mas não tava encontrando o fio da meada, o que realmente mudou em Florianópolis naquela década. Já começava até a achar que essa mudança era impressão pessoal minha,  por causa da idade, e que na real havia sido só uma transição entre os 70 e 90.

E aí caiu no meu colo a chance de recontar a vida noturna da cidade nos anos 70, 80, 90 e 00. Pesquisa daqui, assiste de novo o Ilha 70 dali, memórias d’acolá e é claro que o viés da história que vou apresentar tem influência forte da minha experiência, de quem começou a sair à noite no final dos 80, nessa e naquela circunstância. Por conta disso, estou certo de que inevitavelmente alguma coisa foi privilegiada em detrimento de outra. Acabo de lembrar que o Fly e os Udigrudis, por exemplo, ficaram de fora. E, putz, como foi bom aquele show dos Udigrudis no Fly.

Enquanto escrevia, percebi que o grande lance dos 1980 foi ter sido a época em que a noite espalhou-se, democratizou-se ainda mais e foi entregue de presente à juventude, que passou a ser o público preferencial. Em Florianópolis é particularmente fascinante recapitular a vida noturna nas últimas quatro décadas porque somos uma cidade jovem e que, como toda criança e adolescente, muda rápido, mas mantém eternos alguns cacoetes.

Não dá para entender Florianópolis sem música

Dar uma olhada rápida nisso me ajuda a entender a cidade e uma das coisas de que mais gosto por aqui: a província fica mais cosmopolita e universal justamente quando olha para si com naturalidade, sem vergonha de ser o que é, mas também sem autocaricatura para forçar folclore. Essa ligação óbvia e íntima da NÁITE com a cultura passa forçosamente pela música. Não sei desvincular uma coisa da outra e é por isso que, na minha opinião, as canções ligadas à noite não necessariamente falam sobre ela nem precisam ser dançantes.

Aliás, dá para perceber bem isso nas coletâneas de época que fiz para cada década: na dos anos 70, tive que forçar a barra e colocar uma música do Burn que é da época, mas só foi gravada anos depois e uma do Engenho só lançada em 1981, pra poder ter alguma coisa daqui no meio dos hits gringos, principalmente pela falta de material gravado e disponível. Já a dos anos 00, quando vi, ficou pronta só com músicas de Florianópolis. Tá certo que o Domingos vai ficar furioso por eu ter colocado Dolls junto com Samambaia e Discobot, mas era um risco que eu precisava correr em nome dos fatos.

Smirnoff Nightlife Expericence: o projeto

Quanto ao projeto em si: é uma campanha da Smirnoff em 14 países, uma espécie de criação coletiva e de troca de experiências entre os usuários das redes sociais sobre sair à noite. A partir daí, a Smirnoff vai montar projetos para cada país e eventos que serão também um intercâmbio cultural com cobertura da MTV. E o Tico-tico no Fubap no meio disso aí. Acho que vou até conversar com o Fred pra dar um jeito naquele header bonitaço que o Cid fez, mas sumiu.

Esses históricos da noite fazem parte disso e pretendem servir de base para um grande banco de dados e exposição sobre a vida noturna no mundo todo. Por isso, os conhecimentos da madrugada vindos dos leitores serão fundamentais. Não se furtem em dizer “seu asno, não é isso” ou “ô, cavalo, como é que tu deixa faltar aquilo?”. Sei bem que a responsa não é pouca, ainda mais porque to em ótima companhia. Por exemplo, descobri agora há pouco que quem tá fazendo em Salvador é o grande Luciano Matos, o popular El Cabong. Vamos que vamos.

Rapaz, tô também numa função aí

Monday, September 13th, 2010

Amanhã eu explico melhor.