Archive for October, 2010

O mundo de um ângulo diferente

Thursday, October 21st, 2010

É possível, sim, contar a história do rock catarinense sem mencionar o Curupira. O único problema é que estará mal contada. Mas é impossível contar a história do Curupira sem mencionar Marcos Klein, o Bananeira, frequentador e entusiasta desde os primeiríssimos dias.

Centenas de pessoas que já foram ao clube lembram dele no palco, cabeça apoiada no chão e as pernas movimentando-se para cima, para ajudar no equilíbrio, mas também viajando na música. Não era para se exibir, explicava. Era para ver o mundo de um ângulo diferente, era uma declaração de liberdade. O que ele gostava mesmo, sempre disse, “era de fechar os olhos e sentir a música”.

Acabou que as subidas dele para plantar bananeira tornaram-se uma espécie de aval, uma bênção para quem estava no palco. Uma das melhores coisas de tocar no Curupira era quando a gente tinha aquela impressão de que estava tudo indo bem. E de repente lá estava o Bananeira, de pernas para o alto, para confirmar. Na última vez que o Superbug tocou lá, em fevereiro de 2008, foi esse o argumento do Junior para deixar claro como o pessoal tinha gostado: “tu viu que o Bananeira ficou quase o tempo todo no palco com vocês, né?”

E não era só no palco. De alguma maneira, ele soube fazer que quase todo mundo que passou pelo Curupira se sentisse no direito de se dizer amigo dele. A conversa animada e amistosa e o entusiasmo com que assistia todas as bandas que podia, sem distinção de estilo, sempre disposto a conhecer novas músicas, eram fundamentais na maneira como todos sempre nos sentimos em casa lá.

O que queria sempre era ver as bandas criando sua própria arte. “Toca uma música que a gente não ouviu ainda”, pedia sempre. Nada mais natural, vindo de quem curtia tanto olhar o mundo de um ângulo diferente.

Tomara que a gente tenha aprendido direito. Bananeira morreu, aos 47 anos, na madrugada de hoje, à 1h, vítima de enfarte fulminante. E o rock daqui, mesmo que não saiba disso, fica mais sem graça.

Não é campanha, mas, ó, se quiserem…

Monday, October 18th, 2010

Juro que não é campanha nem nada assim, mas é que outro dia vieram me perguntar como é que se vota pra colocar o Ricke no container do Smirnoff Nightlife Exchange, por causa do post que escrevi outro dia citando-o como a contribuição que eu colocaria da noite de Florianópolis a ser mostrada para o mundo. Pois então: não se vota. A minha ideia foi mais uma, entre as zilhares de contribuições sobre a nightlife brasileira. Aí no final, quem decida o que vai entrar é a curadoria, liderada pelo VJ Leo Madeira.

Mas, claro, isso não quer dizer que não role de contribuir para A CAUSA. É lá na página do evento no Facebook, mais especificamente em , mas só até dia 22, também conhecido como sexta-feira agora. É ir lá e levar essa sugestão ou qualquer outra, relacionada à vida noturna. O perfil do Ricke é aqui. E tem mais detalhes sobre o Smirnoff Nightlife Exchange no post anterior aqui mesmo no Tico-tico.

Aí no sábado, dia 23 agora, será publicado o país para onde vai ser mandado o container de vida noturna daqui. Os candidatos são Estados Unidos, Inglaterra, Argentina, Austrália, Canadá, Alemanha, Índia, Irlanda, Líbano, Polônia, África do Sul, Tailândia e Venezuela. E desse mesmo país virá outro container pra uma festa aqui, em São Paulo. Confesso que não sei muito o que esperar não.

Concurso

Mas tem também outro lance no Nightlife Exchange: um concurso vai mandar alguém pessoa com mais três amigos para umas das outras 13 cidades envolvidas no projeto. A inscrição também é até sábado, dia 23 de outubro, pelo aplicativo de Nightlife Exchange que tá na página do Facebook ou pelo link direto; lá tem mais informações e uma pergunta para os participantes responderem.

O que já terminou foi a Exposição Smirnoff @ Nightlife, em São Paulo, que contava os últimos 40 anos de vida noturna no Brasilapresentando fotos, discos e outros objetos que ajudam a explicar (e relembrar) como era a noite nos anos 70, 80, 90 e 2000. Também foi montado um bar com drinques das diversas décadas. Saiu matéria a respeito na Veja SP.

ARRUPIA – a primeira

Friday, October 15th, 2010

O FAT*, a essa altura, tu já conheces. E a Arrupia é mais ou menos a mesma coisa: o Dido, o Bianchini e o Cudo. Só que, além de tocar os três juntos, tem também molecagens individuais e tabelinhas em dupla, tudo decidido no momento, de acordo com a fila no banheiro, o atendimento às gatas, as ideias geniais de última hora, latas de tinta, aquela vontade de buscar um drinque ou mais o que der na telha de nossos heróis.

Tá, e no som, o que isso tudo quer dizer? Quer dizer que vai rolar aquela alegria sem fuleiragem de sempre, mas esmiuçando melhor. Pode aparecer uma indiezice insuspeita, uma fuck music de dançar mordendo o beiço, aquele hit “como é que não pensamos nisso antes?” e o que vier. Tudo com o trabalho sério que tu já acompanha dos chefes da pistinha e as tuas músicas preferidas, inclusive as que tu ainda não sabe.

ARRUPIA
15/10 – Sexta-feira
Blues Velvet
Rua Pedro Ivo
Centro – Florianópolis
R$ 12

*Floripa Arrupiation Team

Na era da pedra fumada (não essa)

Thursday, October 7th, 2010

É manjado isso? Comerciais dos cigarros americanos estadunidenses Winston, da época em que eles patrocinavam os desenhos dos Flintstones:

Agora um cigarrinho pra ouvir um disco:

Nesse eles se redimem de botar a mulherada a trabalhar: