[...] segue a insistência oficial na tese furada de culpabilizar o usuário. Se estivessem certos, o ocidente inteiro, da Europa às suas ex-colônias, estaria tomado por milicias com armas do exército disputando esquinas. O consumo e tráfico de drogas no resto do Planeta é tão intenso e ilegal, mas por lá não existem fuzis e metralhadoras nas mãos de atacadistas e varejistas da droga como aqui.
[...] não é simplesmente a confusão entre um problema de saúde pública e um problema policial. Aqui, foi o próprio poder público que forneceu as condições para a existência desses grupos, através da sua ausência. Aqui, foi o próprio poder público que armou essas quadrilhas, diretamente ou não. Transferir esse processo histórico e essa culpabilidade [...] é uma solução fácil, comprada por parte da grande imprensa e por partidários do pensamento automático
Os caras já tinham feito uma apresentação de estremecer o velho aqueduto do centro fazendo o bondinho quicar nos trilhos.
Teve um problema com o palco que começou a atrasar um show do Barão Vermelho que vinha depois.
Eis que um transloucado Jello Biafra (ex-Dead Kennedys) invade o palco para fazer um protesto contra George Bush, o pai.
E foi convencido pela galera a fazer um som.
A banda já estava desperta, mas voltou correndo para enfilerar clássicos do punk e uma apocalíptica versão de “I Fought the Law”, debaixo de um Arcos da Lapa extasiado.
Engraçado pensar na ECO 92 depois de todos esses (mais de 15) anos. Na época eu tinha míseros 10 aninhos, mas tanta coisa que eu nem lembrava e percebo que ficaram marcadas pra mim. Não, não vi nenhum show do Mano Negra na Lapa, ou encontrei com os Beach Boys na praia de Copacabana. Mas descobri o que era uma camada de ozônio, vi o exército nas ruas do Rio pela primeira vez (acho que desde o fim da ditadura militar), as primeiras grandes campanhas de reciclagem, o Greenpeace…