Chuva de verão

17/01/2009

chove chuva

garis

lama na praça

quando o rio transborda

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Foto-diário: 17/10/2008

18/10/2008

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Foto-diário: 14/10/2008

14/10/2008

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Paracambi, RJ, Sibéria

29/06/2008

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Janelas

10/05/2008

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Artur descontraído

9/05/2008

Morre no RJ o jornalista e ex-senador Artur da Távola

Minha avó acabou de me contar uma história genial. Fica mais engraçado na voz dela, com certeza, mas aí vai.

Uma vez o Artur da Távola veio em Paracambi para um comício, e ficou na casa da família. Família de político, era tipo uma vila com várias casas, algumas outras famílias meio próximas morando junto e tudo mais…

Chega o almoço de domingo, com todo mundo socializando no quintal. Artur da Távola, super simpático como todo político, falava com todos e se divertia com o clima de festa familiar na roça. Até que uma amiga de minha avó – a quem chamaremos de”Taninha” – vem falar com ela: “Ai, você viu, Olguinha? O Artur…” “Quê que tem, Taninha?” “Olha como ele tá flertando comigo, não pára de piscar…”

Ao que minha avó a interrompe com uma sonora gargalhada. Artur da Távola tinha um tique.

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Mudado

8/05/2008

Larguei um coração em São Paulo pra buscar depois que acertar a vida aqui em Paracambi. E essa fase começa agora.

Ontem fez um ano que minha mãe morreu. Um ano, e ainda parece que foi ontem a ligação bizarra que recebi no trabalho me mandando embarcar no primeiro avião de volta pro Rio. Que cheguei em casa, e encontrei o Rafa já com a passagem comprada pra mim, 5 minutos pra largar as coisas e tomar uma água, e partir pro aeroporto com a roupa do corpo e só. Parece que foi ontem, e parece que fazem anos, décadas que não vejo minha mãe. Que não sabe que tô namorando e quero casar. Que não conheceu sua primeira netinha. Às vezes parece que estou esquecendo do seu rosto, mas é só pensar um pouco que volta tudo. Às vezes parece que a qualquer momento ela vai abrir a porta do quarto sem bater pra fazer um comentário aleatório sobre o filme na tv.

E agora eu tô aqui, de volta a casa da minha mãe, pra resolver as coisas que ficaram em aberto, na vida dela e na minha. Eu que nunca declarei imposto de renda na minha vida, até ano passado era dependente.

Hoje eu fui ver meu pai, com quem não falo há anos. Não consegui, ele estava viajando. Tento de novo no fim de semana. Pendências, pendências. A vida segue, mesmo distante de tudo que gostaríamos de estar fazendo.

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