“You don’t pull no punches.” O mesmo não pode ser dito de Van Morrison, que em pelo menos 3 momentos de sua carreira deixou suas emoções transparecerem acima de qualquer arranjo bem ajambrado ou dedilhado de violão histórico. O mundo inteiro conhece dois deles: a sequência de estréia Astral Weeks/Moondance, que engloba os anos de 1968 a 1970, e chutam para longe o primeiro e renegado ábum do irlandês (Blowin’ Your Mind, de 67). No entanto, poucos sabem que em mais um momento poucos anos depois, em 74, Ivan Morrison conseguiu mais uma vez fugir do blue-eyed soul, do blues e do folk britânico, para deixar o coração desaguar em letras apaixonadas e vocais sofridos. O nome do disco é Veedon Fleece.
Na canção que abre o disco, Van Morrison já implora, “fair play to you“. Exige que o ouvinte retribua na mesma intensidade de arrebatamento, “tit for tat. And I love you for that…” E assim como “Astral Weeks”, Veedon Fleece parece ter sido concebido para tocar num domingo de manhã, fazendo o dia se abrir embalado pelo som de passarinhos do outro lado da penumbra da janela, enquanto, no escuro, sentimentos que você acreditava ter esquecido reviram seu estômago com o gosto de jejum e café na boca.
Mas não é um sentimento do qual se foge, longe disso. Veedon Fleece busca a paz de espírito na inevitabilidade do acontecido; descansa sob a colcha de memórias de dias felizes, que costuram retalhos do que você é e do que você espera quando pensa na tal manhã de domingo. Não qualquer uma, aquela perfeita, em que o céu é azul só o suficiente, o calor só é quente o suficente, e a preguiça só te atrasa o suficiente. Mesmo quando em falsete desesperado, em “Who Was that Masked Man”, alerta que “When the ghost comes round at midnight / Well you both can have some fun / He can drive you mad, he can make you sad / He can keep you from the sun“, também encerra numa nota de esperança, que “no matter what they tell you, / There’s good and evil in everyone“.
Em 1974, uma mensagem em ondas de rádio foi enviada para o espaço, mais como exibição de avanços tecnológicos que como tentativa real de contato com alienígenas. De qualquer jeito, a mensagem ainda levaria 25 mil anos para atingir seu ponto de destino, um aglomerado globular na constelação Hércules.
A Mensagem de Arecibo foi enviada a partir do Observatório de mesmo nome em Porto Rico. Entre os criadores da mensagem está o escritor de ficção científica Carl Sagan, e o conceito todo da mensagem é bem interessante, usando a matemática e a linguagem binária como forma de apresentar os humanos e o nosso planeta para outros seres inteligentes.
A mensagem, em sua decodificação visual, fica assim:
E em uma interpretação superficial e apressada, temos:
os números de 1 a 10
os números-atômicos dos elementos que compõem o DNA (hidrogênio, carbono, nitrogênio, oxigênio e fósforo)
as fórmulas dos açúcares e bases nos nucleotídeos do DNA
o número de nucleotídeos no DNA, e sua representação gráfica
a altura média dos seres humanos (medida em comprimento de onda!), e sua representação gráfica, seguida da população estimada da Terra (cerca de 4,3 milhões em 74)
a representação simplificada do nosso sistema solar, com dimensões aproximadas, a Terra em destaque, e claro, ainda incluindo o já despejado Plutão
finalmente, a própria origem da mensagem, uma representação gráfica do rádio-telescópio de Arecibo, e embaixo, o diâmetro da antena
Ou seja: se alguma raça inteligente por aí está procurando planetinhas inferiores para conquistar, nós já demos a receita do que eles vão encontrar por aqui: a altura da galera, como nos atacar através da manipulação do DNA e dos elementos químicos fundamentais para a existência de vida na Terra, e até uma estimativa aproximada do tamanho da força de combate.
[...] the mind isn’t a mirror, or even a passive observer of reality. Much of what we think of as being out there actually comes from in here, and is a byproduct of how the brain processes sensation. In recent years scientists have come up with a number of simple tricks that expose the artifice of our senses, so that we end up perceiving what we know isn’t real – tweaking the cortex to produce something uncannily like hallucinations. Perhaps we hear the voice of someone who is no longer alive, or feel as if our nose is suddenly 3 feet long.
15h: Acorda
15h05: Chivas Regal, Jornais, cigarros Dunhill com Piteira
15h45: Cocaína
15h50: Mais Chivas e Dunhills
16h05: Café e Dunhills
16h15: Cocaína
16h16: Suco de laranja e Dunhills
16h30: Cocaína
16h54: Cocaína
17h05: Cocaína
17h11: Café e Dunhills
17h30: Mais gelo no Chivas
17h45: Cocaína
18h00: Maconha
19h05: Almoço na Taverna Woody Creek – cerveja, duas margaritas, dois cheeseburgers, duas porções de fritas, um prato de tomates, uma salada com taco, uma porção dupla de cebola frita, torta de cenoura, sorvete, um bolinho de feijão, mais Dunhills, outra cerveja, cocaína, e um cone de sorvete com uísque.
21h: Começa a cheirar cocaína a sério
22h: Ácido
23h: Vinho, cocaína e maconha
23h30: Cocaína
00h: HST está pronto para escrever
00h às 6h: Vinho, cocaína, maconha, Chivas, café, cerveja, suco de grapefruit, Dunhills, suco de laranja, gim, sessão contínua de filmes pornográficos
6h: Banho de banheira, com champanhe e fettuccine Alfredo
8h: Halcyon
8h20: Pega no sono
Revista General nº1; dezembro/93
Box no artigo “Dr. Hunter S. Thompson”, de Álvaro Pereira Jr.
É, eu que transcrevi, da revista do inlinkável Danilo Cabral. De nada.
Criemos uma nova categoria nas carteiras de habilitação: AA. Na hora da prova, é feito um teste de bafômetro, e se o motorista for aprovado nos exames práticos mesmo tendo ultrapassado o limite de embriaguez, ele ganha uma autorização especial pra dirigir bêbado.
A idéia foi: deixar uma câmera descartável amarrada num banco de rua (aparentemente, um ponto de ônibus), com um aviso pra galera fotografar. O resultado é bem foda.