O melhor e o pior da TV americana nessa temporada

19/11/2009

MELHOR

  • Bored to Death
  • Glee
  • The Office – principalmente o episódio do Parkour
  • It’s Always Sunny in Philadelphia – principalmente o episódio da road trip pro Grand Canyon
  • American Dad, que ficou melhor que Family Guy graças ao Roger

NÃO VI E NÃO VEREI

  • Melrose e Barrados no Baile 2010

SÉRIO QUE AINDA TÁ PASSANDO?

  • Grey’s Anatomy
  • Heroes
  • qualquer CSI ou NCIS

NÃO EMPLACOU MAS EMPLACARÁ

  • The Cleveland Show

NÃO EMPLACOU NEM VAI

  • Flash Forward

AGRADECIMENTOS

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Entrevista com Stephen Malkmus… de 2002

12/11/2009

* Entrevistei o Malkmus por email no começo de 2002, acho. Esse texto foi publicado originalmente em 8 de julho de 2002, no e-zine 700km, edição #76. Republicado agora (quase) sem revisão, só com um pouco de constrangimento. E orgulho.

Sim, eu era muito indie. E jovem.

Você não participou das gravações do último disco do Silver Jews, “Bright Flight” (de 2001) certo? Você pretende tocar com David Berman e o resto da banda de novo? Qual seu relacionamento com ele?
Malkmus -
Talvez David esteja bravo comigo neste momento, mas ele tem uma tendência de sempre emocionar-se demais com um monte de coisas. Ele é uma pessoa maravilhosa e um grande compositor de qualquer forma.

Alguma notícia do The Crust Brothers? Você ainda mantém contato com o Silkworm Boys? Algum projeto com eles?
Malkmus -
O pessoal do Silkworm se mudou pra Chicago, então eu não os vejo quase nunca – eles moravam apenas a duas horas da minha casa em Seattle. Mas eles são legítimos roqueiros e eu espero que nós possamos fazer um outro show rabugento algum dia. Eles me fizeram começar a gostar de Bob Dylan que eu honestamente odiava.

Anos atrás você lançou “Stephen Malkmus”, seu primeiro trabalho solo. O que vem por aí? Alguém do Pavement participará? Que tal Justine Frischmann?
Malkmus -
Nós estaremos trabalhando em um novo disco a partir de maio. Nós estamos muito prontos para isso, mas antes resolvemos tirar umas férias roqueiras aqui na América do Sul. O disco novo não terá partcipações de Frischmann nem de outro astro. Se alguém aparecer no disco terá que ser um perdedor desconhecido.

Você planeja se reunir com Kim Gordon (do Sonic Youth) e Jim O’Rourke de novo?
Malkmus -
Eu realmente espero isso aconteça algum dia. Eles são pessoas muito legais, embora não sejam perdedores. Kim é muito esperta e Jim é um fumante!

Um de seus últimos singles, “Jenny & the Ess-Dog”, trouxe três covers. Qual o critério da escolha de Black Oak Arkansas, Coloured Balls, e The Wipers para entrar no repertório? Algum outro cover está vindo por aí?
Malkmus -
Nós apenas queríamos tocar algo diferente. Parece que todo mundo SÓ quer tocar coisas do Wire e do Velvet Underground, e já tem mais de quinze anos que as pessoas fazem isso. Então nós simplesmente pensamos: “Muito bem, o que tem de diferente por aí?”

Qual sua opinião em relação aos últimos lançamentos do Silver Jews e o Preston School Of Industry?
Malkmus -
Eu gostei mais do Silver Jews por causa das letras e do perigo. Mas o PSOI é também uma maravilhosa realização do Scott.

Qual sua opinião sobre as seguintes bandas: Guided By Voices, Mercury Rev, Grandaddy e Yo La Tengo?
Malkmus -
Eu gosto bastante do Grandaddy e Guided By Voices. Acho que são as melhores entre essas quatro que você destacou. Mas todas essas são grandes bandas.

E Strokes, White Stripes, Black Rebel Motorcycle Club e essas bandas que imitam o estilo de garagem dos anos 70?
Malkmus -
Pra mim o White Stripes é a melhor. Os Strokes também estão bem cotados no meu “livrinho”, com aquele tipo de refrão que gruda na cabeça. Agora o BRMC me parece um pouco fora de moda. Me lembra muito Jesus And Mary Chain. Aquele tipo de banda com caras bem chatos pro meu gosto, tentando parecerem legais. Mas eu só vi um vídeo e ouvi uma música do BRMC, então talvez eu esteja errado.

Quais bandas foram a maior fonte de inspiração para você na época do Pavement? E qual você destacaria para sua fase atual?
Malkmus -
Acho que Velvet Underground e The Fall foram as maiores inspiradoras do Pavement. Ah, o Fairport Convention também. Atualmente ouço muito REM, Bardo Pond, …Trail Of Dead, Sleater Kinney, Smog, Delgados e Blur.

O Pavement é considerada hoje uma das maiores bandas de rock da década de 90. Como você se sente em relação a isso. Você acha que esse fato é uma pressão para que seu trabalho solo tenha a mesma qualidade?
Malkmus -
Absolutamente. Eu não sinto pressão nenhuma! Eu sei que posso equiparar meu trabalho solo com o Pavement sem problema algum. Talvez eu já não tenha à minha disposição a mesma energia juvenil, não sou mais inclinado e encantado, mas o resto vem num estalo.

Você conhece a música brasileira? Algum artista ou banda que esteja na sua coleção?
Malkmus -
Não conheço muito além da Tropicalia e de Caetano Veloso e do estilo de música mais tradicional do norte do Brasil. Gosto também do pop brasileiro.

Qual sua análise da cena Indie que está aumentando bastante em todo o mundo?
Malkmus -
Indie é o melhor. Danem-se as grandes gravadoras. Elas acabam com as bandas e nos dão música de péssima qualidade em 95% das vezes.

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The Byrds – Voando rumo ao sul

9/09/2009

* Texto publicado originalmente em 20 de agosto de 2002, no e-zine 700km, edição #82, seção “Música para a juventude”. Republicado agora sem revisão.

Todos conhecem e reconhecem a importância dos Beatles. Os Beach Boys e os Rolling Stones também têm seu valor. E quanto aos Byrds? Nem todos se lembram da banda que lançou David Crosby, Gram Parsons e Roger McGuinn, e fez do folk o híbrido perfeito entre o country e o rock’n'roll.

A banda surgiu em 1964, na ensolarada Los Angeles, Califórnia, apenas alguns quilômetros acima dos Beach Boys – que, a essa altura, já tinham emplacado singles e álbuns nas paradas da Billboard. Mas ao contrário dos rapazes de San Diego e sua sonoridade praiana, os Byrds rumavam em direção ao centro-sul dos Estados Unidos, em algum lugar entre plantações de algodão, cachoeiras e ovelhas.

Naquele ano, a “British Invasion” já tomava força total, e ninguém desbancava os Beatles e os Rolling Stones dos primeiros lugares sem muito esforço e talento. O rock ia, aos poucos, deixando de ser o som da moda para se transformar em um estilo consolidado, e sua evolução era visível. Ao mesmo tempo, despontava em Bob Dylan uma vertente folk tão influente quanto as guitarras de Lennon e Harrison e as harmonias dos irmãos Wilson.

Nesse caldeirão de influências, Roger McGuinn e inconfundível Rickenbacker de 12 cordas se uniram a David Crosby e Gene Clark, dois músicos já relativamente experimentados no meio folk acústico, mas pouco habituados aos instrumentos elétricos, e assim nasciam os… Beefeaters! Os “Comedores de Carne” só virariam Byrds com a chegada do baterista Michael Clarke, e do baixista Chris Hillman – que nunca tinha tocado contrabaixo elétrico na vida, mas conhecia bem as cordas do mandolim que tocava em uma banda de bluegrass.

Seu primeiro álbum, “Mr. Tambourine Man”, já carregava a clara influência de Dylan no título. O cover da canção também abria o disco, e o autor era reproduzido em três outras faixas: “Spanish Harlem Incident” e os hits “All I Really Want to Do” e “Chimes of Freedom”. Gene Clark assumia o posto de principal letrista com “I’ll Feel a Hole Lot Better” e “I Knew I’d Want You”, e embora todos os 5 se revelassem grandes músicos com o passar dos anos, a inexperiência com o rock “plugado” fez necessária a presença de alguns músicos contratados.

Aos poucos, o som dos Byrds foi evoluindo e tomando personalidade, chegando a fazer frente aos Beatles nas paradas. Emplacaram sucessos como “Turn! Turn! Turn!” (versão da popular música de Pete Seeger) e o single “Eight Miles High”, que marcou o mergulho da banda na psicodelia, e a saída de Gene Clark. Agora, reparem na coincidência: Gene Clark, além das pressões óbvias que sofria como um dos líderes da banda, tinha medo de alturas. E “Eight Miles High” (“Oito Milhas de Altura”) foi um de seus últimos trabalhos com os Byrds (uma corruptela de Birds – pássaros, em português). Definitivamente, ele não estava no lugar certo…

McGuinn, Crosby e Hillman assumiram a responsabilidade pelas composições, e o terceiro álbum, “Fifth Dimension”, mostrava o encontro perfeito entre o folk e a psicodelia que os Byrds alcançavam a cada nova música. Em 67, lançaram “Younger Than Yesterday”, com o hit “So You Wanna Be a Rock’n'Roll Star”. A partir desse ano, também, Crosby assumiria uma posição de maior importância na banda, cantando mais e compondo algumas de suas melhores canções. No entanto, seu relacionamento com os companheiros não ia bem, e o fim daquele ano marcaria ainda a saída de Michael Clarke. Mesmo em meio ao caos, a banda lançou o ótimo “Notorious Byrd Brothers”, que somava experimentação eletrônica ao sempre eficiente country-folk que faziam.

Em 68, McGuinn e Hillman deram novo corpo à banda, agora sem Crosby, e com Kevin Kelly assumindo as baquetas. McGuinn vislumbrava um álbum duplo que passasse por toda história da música contemporânea, partindo do folk e do country ao jazz e à eletrônica. Para isso, contratou o tecladista Gram Parsons – e o resultado foi bem diferente do planejado. Sob a influência de Parsons, a sonoridade da banda fincou de vez o pé no country-rock, culminando no disco “Sweetheart of the Rodeo”, considerado marco zero do estilo até hoje.

A nova formação dos Byrds também não durou muito tempo. Contrário à uma turnê pela África do Sul, o catalisador das mudanças no som da banda, Gram Parsons, abandonou os Byrds, carregando consigo Chris Hillman. Juntos, formaram os “Flying Burrito Brothers”, que por um tempo contou até mesmo com Michael Clarke, outro Byrd evasivo da formação original. McGuinn carregou a banda até onde pôde, sendo o único elo entre o nome Byrds e o conjunto que estourou na metade da década de 60. Crosby alcançou o estrelato se juntando a Stephen Stills, Neil Young e Graham Nash – a excelente “CSNY” (Crosby, Stills, Nash & Young).

Em 91, os Byrds foram consagrados pelo “Rock’n'Roll Hall of Fame”. Alguns meses depois, faleceu Gene Clark. Michael Clarke também se foi, em 1993. Mas o legado deixado pelos Byrds permanece vivo até hoje, influenciando bandas como R.E.M., Meat Puppets e, mais recentemente, January e Cosmic Rough Riders. Eles podem não ter vendido tanto quanto os Beatles, mas enquanto Paul McCartney (merecidamente) endeusava Brian Wilson e seu “Pet Sounds”, George Harrison disse que “os Byrds são a melhor resposta americana para os Beatles”. Pode não ser uma verdade completa, mas o fato de qualquer single da primeira fase dos Byrds (65-68) ser capaz de passar despercebido se jogado no meio do clássico (adjetivo redundante quando aplicado a qualquer disco dos Beatles) “White Album”, faz com que a declaração do recém-falecido compositor de “All Things Must Pass” não seja uma mentira.

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See-Line Woman

27/05/2009

Ou “Sea-Lion“, ou “C-Line”, ou “See-Lye”… Ninguém sabe ao certo, só que é uma canção folclórica do sul dos Estados Unidos. E que fica fodaça na voz da Nina Simone.

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5 curiosidades sobre Alfred E. Neuman

27/02/2009

Alfred E. Neuman

1. Alfred E. Neuman já fez participações especiais em diversas tirinhas e desenhos animados, que vão desde Peanuts (Snoopy e Charlie Brown) até Simpsons (#179, The City of New York vs. Homer Simpson), passando até mesmo pela revistinha do Homem-Aranha (The Amazing Spider-Man #300);

2. Estendendo suas orelhas além da esfera desenhada, Alfred E. Neuman também aparece no filme Platoon (desenhado no capacete do tenente Wolfe), e é citado na canção “Shadrach”, dos Beastie Boys (encontrada no clássico álbum “Paul’s Boutique“);

3. Algumas das perversões favoritas com o personagem incluem o preenchimento do dente que falta no sorriso de Neuman, que já foi curado pelo dedo mágico de E.T. na capa de janeiro de 83, e que já virou bandeira americana após os atentados do 11 de setembro, na edição de novembro de 2001 da revista MAD;

4. Seu bordão – “Quê… Eu, me preocupar?” – já foi mexido também. Após um vazamento nuclear nos Estados Unidos em 1979, a revista trouxe em sua capa a frase “Yes, me worry!” (“Sim, eu me preocupar!”). Quando Neuman foi apresentado na capa de uma edição como um busto romano, a inscrição que a estátua trazia era sua popular frase, traduzida para o latim (“Quid, Me Vexari?”);

5. Até Barack Obama aproveitou da popularidade de Alfred durante a campanha para a presidência: afirmou, em discurso de outubro de 2008, que “compartilhava das políticas de Alfred E. Smith, e das orelhas de Alfred E. Neuman”.

máscara para imprimir

E como presente carnavalesco atrasado, uma máscara do Alfred E. Neuman pronta para imprimir e usar. Só clicar na imagem acima para ampliá-la.

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Manhã de sábado com Leonard Cohen

7/02/2009

“Dance Me to the End of Love”

“Suzanne”

“So Long, Marianne”

“Hey, That’s No Way to Say Goodbye”

“First We Take Manhattan”

Porque Leonard Conha é mais que “Hallelujah“.

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Gosto de sangue na boca

6/02/2009

Al Capone e Bugsy Siegel

A marca americana CCC Brands, sediada em Chicago, lançou uma nova linha de temperos para homenagear alguns dos maiores “heróis locais”: os mafiosos, representados pelas figuras de Al Capone e Bugsy Siegel.

São sete mixes de ervas aromáticas e especiarias, voltados principalmente para carnes, mas bem diversificados e de nomes engraçadinhos (como “With the Fishes” e “Kosher Nostra”).

A belíssima identidade visual dos potes de tempero ficou por conta da agência MondoVox. Pena que o Al Capone ilustra quase todos eles, seria bem mais legal se fosse um lance meio card, pra cada tempero um mafioso diferente.

Dá pra comprar online, mas eles só entregam nos Estados Unidos.

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Vergonha alheia no intercâmbio da diarista brasileira

18/01/2009

Barraco da Atriz Global Claudia Rodrigues, com uma Sra brasileira naturalizada anericana. A mesma se ofendeu quando Claudia Rodrigues, comecou a falar mal de americano em seu show realizado em uma comunidade brasileira nos EUA.

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Is America ready?

18/01/2009

E o “Euro americano”, o AMERO?

amero

o dólar do futuro

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Mad Men

17/01/2009

Mad Men

Já assisti aos quatro primeiros episódios, e ainda não me convenceu. A parte publicitária é legal, mais ainda quando eles estão trabalhando em campanhas do que as intriguinhas de escritório. O chato é que a série perde tempo demais querendo provar que a sociedade daquela época é super conservadora e ultrapassada e, ao mesmo tempo, “tão parecida com os dias de hoje”, aí fica uma lenga-lenga de relacionamentos, traição, hipocrisia…

O episódio piloto, sobre a criação do tradicional slogan dos cigarros Lucky Strike (“It’s toasted“), é realmente bem foda – ainda mais pra mim, que ando tentando parar de fumar esses mesmos cigarros. Mas os seguintes não seguraram o mesmo nível, talvez pela falta de outro desses grandes casos reais da história da publicidade. Tem algum potencial ali, alguns personagens bons… Mas vou deixar de lado por enquanto, melhor me concentrar em terminar de ver Sopranos primeiro.

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24 – Day #7

15/01/2009

Depois de muito tempo de espera e um filme-para-tv introduzindo a sétima temporada, 24 Horas finalmente retornou às telas da Fox americana em première quádrupla, com dois episódios no último domingo, e mais dois na segunda-feira.

Os dois primeiros episódios até que são um bom aperitivo, criam a expectativa de possíveis grandes merdas a acontecer, além de botar o Jack Bauer em lado oposto ao seu velho companheiro ressucitado Tony Almeida. Mas o terceiro e o quarto já jogam um balde de água fria, ficando novamente chapa-branca e maniqueísta. Bom, mas é 24, não dá pra esperar densos conflitos intelectuais e políticos, mesmo.

Foda é que em 24, minha esperança é sempre de que morra gente em progressão geométrica, e por enquanto, isso não tá parecendo que vai acontecer. Ok, os terroristas tem uma arma poderosa em mãos, mas não fazem idéia do que fazer com aquilo. Quatro episódios já era pra ter rolado uma ameaça CLARA de explosão atômica em algum lugar, senão a série perde sua razão de existir.

Aguardemos.

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