May 12 2008

pausa para poesia II

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um dos meus poemas preferidos:




La muerte, el amor, la vida…
Paul Éluard


Creí que me rompería lo inmenso lo profundo.
Con mi pena desnuda, sin contacto, sin eco,
me tendí en mi prisión de puertas vírgenes
como un muerto sensato que había sabido morir.
Un muerto coronado sólo de su nada …
Me tendí sobre las olas absurdas del verano
absorbido por amor a la ceniza.
La soledad me pareció más viva que la sangre.

Quería desunir la vida,
quería compartir la muerte con la muerte,
entregar mi corazón vacío a la vida
borrarlo todo, que no hubiera ni vidrio ni vaho…
Nada delante, nada detrás, nada entero.
Había eliminado el hielo de las manos juntas,
había eliminado la osamenta invernal
del voto de vivir que se anula.
Tú viniste y se reanimó el fuego,
cedió la sombra el frío,
aquí abajo se llenó de estrellas
y se cubrió la tierra.
De tu carne clara me sentí ligero…
Viniste, la soledad fue vencida,
tuve una guía sobre la tierra y supe
dirigirme, me sabía sin medida,
adelantaba ganaba tierra y espacio

Iba sin fin hacia la luz …
La vida tenía un cuerpo, la esperanza tendía sus velas
promisoria de miradas confiadas para el alba.
De la noche surgía una cascada se sueños.

Los rayos de tus brazos entreabrían la niebla.
El primer rocío humedecía tu boca
deslumbrando reposo remplazaba el cansancio.
Yo amaba el amor como en mis primeros días.

Los campos están labrados las fábricas resplandecen
y el trigo hace su nido en una enorme marea,
las mieses, la vendimia, tienen muchos testigos,
nada es singular ni simple,
el mar está en los ojos del cielo o de la noche,
el bosque da a los árboles seguridad
y los muros de las casas tienen una piel común,
los caminos siempre se encuentran.

Los hombres están hechos para entenderse
para comprenderse, para amarse,
tienen hijos que serán padres de los hombres,
tienen hijos sin fuego ni lugar
que inventarán de nuevo a los hombres,
y la naturaleza y su patria
la de todos los hombres
la de todos los tiempos.

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May 10 2008

gulag-cast #2 - sounds of sweden

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mais um podcast, tendo a suécia como tema.


powered by ODEO

tracklist:

1. speedmarket avenue - accident
2. tingsek - let it shine
3. le chat mort - blue moon of kentucky
4. life on earth! - bubble of magic
5. the maginificent seven - beware of the wolves

download do podcast em mp3

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May 09 2008

como ouvir bob dylan

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como ouvir bob dylan

Achei um site, muito legal, chamado “how to listen to bob dylan”. A proposta é bem interessante, ele é dedicado a todos que ainda não entendem o dylan ou que não conseguem gostar de sua música. O autor do site indica os discos a serem ouvidos, na ordem certa, e ainda fornece uma descrição de cada um. No site tem ainda um fórum de discussão e uma versão impressa da ordem dos discos. Simplesmente genial. Recomendo a todos os fãs e, principalmente, àqueles que não foram fisgados ainda por ele e suas canções. Ainda há tempo de corrigir uma falha grave como essa na sua formação musical. O site é este: How to listen to Bob Dylan.

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May 09 2008

pausa para poesia

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Não é nenhuma novidade a minha paixão pela cultura russa e todos os seus aspectos. Afinal, você não achava que o nome do blog se relacionava a outra coisa, certo? Mas continuando… quando digo todos os aspectos, eu realmente quero dizer todos. Eu, que não sou muito fã de poesia, tirando alguns malditos e outras exceções, adoro a poesia moderna russa, e esse post é sobre isto. Um dos livros que mais gosto da minha estante é um justamente chamado “Poesia Russa Moderna”. Como o nome já sugere, é uma compilação de alguns trabalhos de 27 poetas russos. Além de ser super completo, cada artista tem uma mini biografia e a tradução - dos irmãos Campos e do Boris Schnaiderman - é sensacional; e nem poderia ser de mais alguém.


Ao longo dos próximos meses, volta e meia colocarei aqui alguma das poesias desse livro, começando agora com o maior poeta russo que já existiu: Vladímir Maiakóvski. Ele dispensa apresentações, mas se você quiser ler mais sobre ele, indico esse texto aqui. Escolhi o poema dele que é meu preferido desde adolescente, de certo eu me identificava com o título. Além de digitá-lo, ainda achei uma versão em áudio, muito bacana, que uma xará minha fez. É muito bonito, vale perder uns minutos pra conhecer. O áudio está aqui embaixo e a minha cópia logo em seguida.

Maiakóviski - Lílitchka! Em lugar de uma carta from http://lilianayres.vox.com/

Lílitchka!
EM LUGAR DE UMA CARTA

Fumo de tabaco rói o ar.
O quarto -
um capítulo do inferno de Krutchônikh. *
Recorda -
atrás dessa janela
pela primeira vez
apertei tuas mãos, atônito.
Hoje te sentas,
no coração - aço.
Um dia mais
e me expulsarás,
talvez, com zanga.
No teu “hall” escuro longamente o braço,
trêmulo, se recusa a entrar na manga.
Sairei correndo lançarei meu corpo à rua.
Transtornado,
tornado
louco pelo desespero.
Não o consintas,
meu amor,
meu bem,
digamos até logo agora.
De qualquer forma
o meu amor
- duro fardo por certo -
pesará sobre ti
onde quer que te encontres.
Deixa que o fel da mágoa ressentida
num último grito estronde.
Quando um boi está morto de trabalho
ele se vai
e se deita na água fria.
Afora o teu amor
para mim
não há mar,
e a dor do teu amor nem a lágrima alivia.
Quando o elefante cansado quer repouso
ele jaz como um rei na areia ardente.
Afora teu amor
para mim,
não há sol,
e eu não sei onde estás e com quem.
Se ela assim torturasse um poeta,
ele
Trocaria sua amada por dinheiro e glória,
mas a mim
nenhum som me importa
afora o som do teu nome que eu adoro.
E não me lançarei no abismo,
e não beberei veneno,
e não poderei apertar na têmpora o gatilho.
Afora
o teu olhar
nenhuma lâmina me atrai com seu brilho.
Amanhã esquecerás
que eu te pus num pedestal,
que incendiei de amor uma alma livre,
e os dias vãos - rodopiante carnaval -
dispersarão as folhas dos meus livros…
Acaso as folhas secas destes versos
far-te-ão parar,
respiração opressa?

Deixa-me ao menos
arrelvar numa última carícia
teu passo que se apressa.
26 de maio de 1916. Petrogrado.

* Alusão ao poema “Um Jogo no Inferno”, de A. Krutchônikh e V. Khlébnikov.

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May 06 2008

tem coisas que a distância não separa…

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…porque as saudades podem ser gigantescas, mas o comprometimento e amor são muito maiores. acho que já dá pra chamar essa música de nossa, deixarei al green falar por nós:

Simply Beautiful
Al Green

If I gave you my love,
I tell you what I’d do
I’d expect a whole lotta love outta you

You gotta be good to me
I’m gonna be good to you
There’s a whole lotta things you and I
Could do
Hey hey

Hey hey hey

Simply beautiful simply beautiful simply
Beautiful
Simply beautiful simply beautiful simply
Beauti..
Simply beautiful
Simply beautiful
Simply beautiful
Simply beautiful

What about the way you love me
And the way you squeeze me
Hey
Hey simply beautiful hey

And you get right down it
And the love is getting you through it

Simply beautiful [Repeat to end]

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May 05 2008

goodbye songs

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dia triste. dia de mais uma compilação feita no muxtape, dessa vez o tema é “goodbye songs”. pra ouvir e chorar:

http://bluesy.muxtape.com/ 

goodbye kiss

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May 02 2008

gulag-cast #1

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01. was (not was) - it’s a miracle
02. martha wainwright - not so many friends
03. vetiver - roll on babe
04. the autumn leaves - long lost friend
05. this is ivy league - london bridges


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May 02 2008

mais um de 2008

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“Wow, I can see a lot of folks going nuts for this folky pop duo when they finally get a record out especially for “London Bridges”, which is just breathtaking! Reference points include Simon & Garfunkel, Camera Obscura and Blueboy”
-Indie Pages

Finalmente um disco excelente de indiepop em 2008. Depois de dois anos do ep de estréia, o duo “This is Ivy League” lança seu primeiro disco. E eu aguardava ansiosamente esse álbum, porque depositava muita expectativa na banda. E não me decepcionei, ainda bem, o disco é sensacional, me apaixonei de primeira. Finalmente um disco de indiepop que me fez recuperar a fé no estilo. Depois de ouví-lo, posso continuar falando, com a boca cheia e com orgulho, que adoro o gênero.

Aquela frase ali da indiepages resume muito do que é banda, adicione ainda muito pop sixties e guitarras janlgy. Só referências fodas.

THIS IS IVY LEAGUE - THIS IS IVY LEAGUE (TwentySeven, 2008)

ivyleague1.jpg

try it
buy it
myspace

 

Tracklist:

01. The Richest Kids
02. Love Is Impossible
03. London Bridges
04. Viola
05. Celebration
06. An Introduction
07. A Summer Chill
08. Modern World
09. Till The Day
10. Visions of Tokyo
11. Don’t Waste Your Love On Me

Vídeo fofo deles aqui:

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Apr 29 2008

been so long

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Mais um excelente disco lançado em 2008, mais um disco de folk. Falo do terceiro álbum do Vetiver, projeto de Andy Cabic que conta com algumas outras participações, incluindo o eterno mala-mas-bonzinho-pegador Devendra Banhart. As faixas “Thing of the Past” são só versões para músicas preferidas do Cabic e são ótimas escolhas. Só hoje já ouvi umas quatro vezes e fica melhor a cada audição, cheio de grandes momentos como a participação dos respeitados Vashti Bunyan e do Michael Hurley. A tracklist com os compositores está logo ali embaixo. A capa do disco também é linda, fiquei sabendo que vai ser lançado em vinil e já penso em comprar.

Tem um link do Pitchfork com a versão de Blue Driver pra ouvir, bem aqui.

VETIVER - THING OF THE PAST (Fat Cat, 2008)

vetiver1.jpg

try it
buy it
myspace

Tracklist:

01. Houses [Elyse Weinberg]
02. Roll on Babe [Derroll Adams]
03. Sleep a Million Years [Dia Joyce]
04. Hook & Ladder [Norman Greenbaum]
05. To Baby [Biff Rose]
06. Road to Ronderlin [Ian Matthews]
07. Lon Chaney [Garland Jeffreys]
08. Hurry on Sundown [Dave Brock, Hawkwind]
09. Swimming Song [Loudon Wainwright III]
10. Blue Driver [Michael Hurley]
11. Standing [Towns Van Zandt]
12. I Must Be in a Good Place Now [Bobby Charles]

 

Person Michael Hurley

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Apr 26 2008

qual é a música, maestro?

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Uma vez, em um bar, ganhei de um amigo de um ex-namorado, um cd-r com cinco músicas da banda dele. Não tinha nada escrito no cd, nem na capa e apesar de ter me apaixonado pelo som, passei anos sem saber o que era. Em 2003, eu estava ouvindo esse cd na casa de uma amiga, quando o irmão dela me pergunta se o disco era da banda “pé na cozinha”, eu disse que não sabia, porque apesar de conhecer a banda e amar os shows, nunca tinha ouvido nada gravado deles. Pode confiar que essa afirmação faz sentido, já que os shows da banda eram todos improvisados, cheios de convidados. Cheguei a ir em um show em que eles faziam a trilha sonora de desenhos animados que passavam no telão, foi uma das coisas mais mind blowin’ por qual já passei. Mas o som é parecido sim, mesma vibe jazzy-rock-groove.

Tudo ficou por isso mesmo e até hoje eu nunca tive certeza de qual banda é este ep, e até o perdi no meio das minhas coisas. Acabei de achá-lo e resolvi compartilhar o mistério, quem sabe alguém reconhece e esclarece de vez a minha dúvida de mais de 6 anos.

question_mark.jpg

Try it

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