"They say we can love who we trust / But what is love without lust? / Two hearts with accurate devotions / but what are feelings without emotions?"

21
dez09

Spin that shit

Por marciok em DJing, Geral às 1:23 pm

A fim de uma mesa de DJ diferente? Fale com o pessoal da Metrofarm. Inox, madeira, pedra, fazem sob sua encomenda. Mas o preço deve ser de uma pequena casa noturna.

14
dez09

Bubble Calendar

Por marciok em Geral às 11:42 am

Gosta de estourar plástico bolha? (eu odeio)

Então o 2010 Bubble Calendar é pra você, por meros 20 dólares. Se conseguir estourar SOMENTE UMA bolha por dia, claro.

CALN-2010-BUB

12
dez09

1a. Poplist Virtual Dancefloor

Por marciok em DJing, Música às 8:31 pm

O que fazer quando você chega em casa de uma festa vespertina, início da noite, liga para todas as parcerias possíveis, e não encontra ninguém disposto a seguir adiante naquela noite? (Curitiba…)

Eu abri o pack de cerveja que estava gelando faz dias e sentei na frente do computador, e fiquei conversando com algumas pessoas e lendo os e-mails da Poplist. Liguei os fones de ouvido, comecei a passar músicas no Mediamonkey e fiquei fazendo um dancing with myself na cadeira.

Aí me ocorreu: neste instante, várias pessoas da Poplist estão em casa, também. Pessoas que conhecem MUITO de música, bem mais que eu; porquê não elaborar uma das coletâneas que o pessoal curte fazer, mas aqui, agora?

Evoluindo a idéia, fazer uma pista de dança virtual, para quem estivesse em casa acompanhar. Assim surgiu a 1a. Poplist Virtual Dancefloor: uma lista de “DJs”, cada um mandando uma música (via link de Youtube, Imeem, Hypem ou algo assim), segundo uma ordem pré-definida de quem quisesse participar, como se fosse em pista.

O resultado foi uma noite divertida (o pack foi inteiramente consumido), e ficou melhor que muito sets por aí. Quem quiser conferir o resultado, pode baixar o resultado aqui ou aqui.

capacontracapa

3
out09

Somente no final

Por marciok em Pessoal, Places às 6:57 am

A conexão wi-fi do hostel aqui em Londres funciona, mas é um tanto lenta, e não pega sinal no quarto, somente no lobby. Juntando isso com a quantidade de fotos imensa que estamos tirando, e com o cansaço mortal no final de um dia caminhando sem parar, não tem sido possível atualizar aqui com o que tem acontecido na viagem.

E provavelmente essa situação não vai mudar nos próximos dias; então devo fazer os posts da viagem somente na volta, escrevendo com calma e cuidado. Algumas sensações e insights que têm acontecido aqui precisam ser descritas com propriedade.

Mas Londres é sensacional. Sem vontade nenhuma de voltar – boa parte por Londres, boa parte por lembrar do que me espera (ou não espera) na volta em Curitiba.

29
set09

Guarulhos

Por marciok em Pessoal, Places às 10:06 pm

Três semanas de trabalho sem o descanso semanal previsto em lei – mas remunerado, ao menos, em forma de extras – causaram um efeito colateral chato: não só a ficha não caiu como ainda nem está no compartimento. Acho que só em Heathrow.

Primeira vez voando de Azul até SP, boa experiência. O EMB 190 da Embraer é bacana demais, o interior claro é mais simpático que os exemplares estrangeiros, bancos de couro, silêncio. Mas pode ser somente ufanismo brazuca, visto que minha mochila não entrou entre os bancos, coisa que até nos currais voadores da Gol é possível. Lanche simples mas farto, dois pacotes bem fornidos de biscoitos. E o serviço de bordo diferente de todos, sem os famigerados carrinhos (já levei uma trombada de um destes no cotovelo, e não recomendo) – um dos comissários passa anotando os pedidos e depois os traz em bandejas. Não sei se eficiente, mas definitivamente curioso.

Guarulhos é mais um monumentum brasilis; parece que a principal herança do Niemeyer (e que provavelmente não era a intenção do velho comunista) é a ode ao concreto armado e exposto, vigas orgulhosamente mostrando as juntas das tábuas das fôrmas, como cicatrizes odebretchianas. Concreto armado sempre me lembra AI-5 e “Brasil Grande”, espero que surjam aeroportos mais relaxados e de maior democracia à luz natural no futuro.

E que os arquitetos se lembrem que os notebooks já são quase commodity e espalhem mais tomadas. Hoje até que achei um banco perto de uma com razoável tranquilidade, mas há dias como usuários brigando por tomadas como etíopes perto de caminhão da ONU.

Mais duas horas, embarque. O vôo é TAM, então a ficha ainda deve seguir no seu lugar.

29
set09

Start

Por marciok em Pessoal às 9:49 am

Rumo à São Paulo.

Ficam algumas poucas pessoas, um peso imenso, e dois gatos que vão fazer falta.

É hora de ir.

27
set09

Transmissions are back

Por marciok em Pessoal às 3:56 pm

Ou mais ou menos. Voltamos provavelmente dia 29, do saguão de Guarulhos. Pois hoje e amanhã serão dias de correria completa, por causa justamente da viagem que será o conteúdo do blog nessa volta. 20 dias, 4 países, 4 shows, dois continentes.

E ela vêm em boa hora, pois vai ser bom passar esse tempo longe do meu dia-a-dia atual, que não anda péssimo, mas repleto de ausências e pequenas mancadas. Vai cair bem uma folga do meu mundo.

Stay tuned. We’re back.

9
ago09

Pais

Por marciok em Pessoal às 7:05 pm

Vejo textos tocantes como esse do Nassif falando sobre a relação dele com o pai, e penso hoje nas pessoas que conheço que têm relações conflitantes com o seu pai. São muitas, bem mais do que eu gostaria que existissem.

Pois gostar de um pai é complicado e profundo, na maioria das vezes. Na maior parte das famílias, a mãe é a protetora, e o pai o cobrador de tarefas, o que ajuda a aumentar os conflitos. Mais triste ainda são algumas pessoas que eu conheço que odeiam o pai – pois, apesar de estarem certas de que esse é o sentimento que podem ter por ele, se nota sempre que gostariam que fosse diferente.

Do meu pai, o que dizer? Tivemos sim muitos conflitos na vida, principalmente na adolescência, onde achamos que sabemos de tudo pra não admitir que estamos apavorados por não saber de nada. Eu sempre com meu desejo de liberdade que tive, e ele procurando manter tudo sempre sob controle. Quando vim para cá morar sozinho, pude finalmente ter as rédeas da vida na mão, e gostei – mas nunca deixei sempre de ouvir a opinião dele, nem que fosse para discordar.

Uma pessoa por vezes nervosa, mas somente pela vontade de sempre querer fazer certo. Que pouco demonstra os sentimentos, mas que quando o faz é de uma total entrega. Sempre foi duro e teimoso, mas nunca violento. Sempre se preocupou com o nosso bem-estar, em primeiro lugar. E, mais importante de tudo, de um caráter e honestidade exemplares.

Acabei de falar com ele, também está longe, mas dessa vez descansando, em férias no Nordeste com minha mãe. Sempre falamos pouco, nunca precisamos de muitas palavras. Como dois bons amigos, não precisamos dizer muito para nos entender.

Beijão, pai. Adoro você.

21
jul09

Cat Power – São Paulo, 18/07/09

Por marciok em Música, Pessoal às 9:31 pm

Estávamos todos lá, sentados, esperando o timbre rouco da voz, a banda matadora, o momento de fechar os olhos ao ouvir “Lived In Bars”.

Tivemos isso. A voz rascante era aquela mesma, com aquele segundo timbre que só pode ser definido como “doce”. A banda, de uma capacidade humilhante, econômica e delicada quando deve, mas que explodia numa rajada de groove, acordes e órgão Hammond quando necessário. E as músicas desfilavam vestidas pela voz de Charlyn Marie Marshall; “The Dark End Of The Street”, “Sea of Love”, a já citada “Lived In Bars” flutuaram entre os sorrisos da platéia do Via Funchal. Mas não foi isso que me chamou atenção na chuvosa noite de sábado, na capital paulista.

Foi a agonia da menina sobre o palco.

Não chamo Cat Power de menina por ela ser alguns meses mais nova que eu. Chamo pois era a imagem que ela passava sobre o palco. O corpo era de uma mulher, e linda; a voz, mais ainda, leva fácil os pensamentos para terrenos impublicáveis. Mas na sua dança desajeitada, nos seus movimentos pouco calculados, na sua indecisão do que fazer na frente de todas aquelas pessoas, me lembrou uma menina, na timidez, e na aflição de não saber como expressar o que queria.

Ali estava uma pessoa visivelmente transtornada por não conseguir infiltrar em cada um da platéia o que ela sente ao cantar. Ela tenta com o que lhe é possível: uma voz sobrenatural, uma banda com soul na medula, mas não é o suficiente. E ela tenta dançar, e não consegue. Se abaixa para cantar olhando para alguém, para obter retorno, e logo levanta por não poder olhar nos olhos de todos. Seus movimentos desconexos mostram um sentimento acumulado que não sai somente pela garganta, e ela não consegue extravasar de nenhuma maneira.

E ficamos lá olhando aquela mulher de franja adolescente, encantadora. Vendo aquela angústia no palco, com uma vontade de somente dar um abraço e dizer: eu entendo. O show de Cat Power é isso: a luta de uma artista em transmitir tudo o que sente cantando, e nunca conseguindo.

Isso fica mais evidente ao final do show, onde ela distribui flores e setlists para a platéia, visivelmente emocionada. Conversa com várias pessoas, pega nas mãos delas, distribui autógrafos em discos, ouve atentamente os mais exaltados, e notadamente não quer sair do palco. Ela quer simplesmente saber se captamos. Se nós sentimos.

Fica tranquila, Chan. Seu show foi um pouco arrastado, durou um pouco demais, muita gente não entendeu que o palco para você é prazer e agonia ao mesmo tempo. Mas muitos, quase todos, sentiram. Missão cumprida.

21
jul09

White Box, por Makoto Yabuki

Por marciok em Filmes, Geral às 8:12 pm

Simples e lindo.