Por quê?
Porque a receita é rápida, ridícula, e eu tô com pressa já que prometi terminar o menu mediterrâneo no fim de semana - e obviamente não rolou. E pô, ótimo pra dar uma variada naquelas torradinhas com pastinha de sempre.
Quanto?
Um pacote daqueles de massa de pizza de frigideira, alecrim OU tomilho, azeite (extra-virgem, de preferência) e sal grosso ou flor de sal.
Como?
Pré-aqueça o forno por 10 minutos em temperatura máxima. Numa tábua de carne, disponha as massas de pizza empilhadas, e corte-as em 4 fatias iguais. Disponha o máximo possível de fatias de massa num tabuleiro (sem a película de plástico, animal), deixando o espaço de um dedinho entre cada uma delas. Salpique o alecrim (menos) ou tomilho (um pouco mais), e o sal sobre a massa, regando ela toda com o azeite no final, antes de levar ao forno.
Uma boa é dar uma socada no sal grosso com um pilãozinho de temperos, ou mesmo dar uma peneirada no sal pra ficar só com os grãos menores… Fica mais gostoso e sem aqueles pedrões de sal no meio da parada. Seja generoso no azeite, riscando o tabuleiro com várias listras, mas sem abusar pra o azeite não acabar fritando a massa dentro do forno, que é onde ela vai ficar por uns 5-10 minutos (mais pra 5 que pra 10), ou até dourar e não queimar.
Onde?
Puro, com sardella, manteiga comum ou de ervas, pastinhas com base de tomate, pastinha de azeitona… Quase tudo que se põe sobre uma torrada.
Ferramentas: forno, tabuleiro e faca Dificuldade: se sua mãe já deixa você usar faca e forno sozinho, nenhuma Rendimento: a hora que você colocar as fatias de massa no tabuleiro, vai saber… mas vamos chutar umas 40 considerando que você usou toda a massa
Para fazer ouvindo: The Sonics - “Have Love, Will Travel”
Por quê?
Azeitona é uma das melhores paradas que nascem em árvore, possivelmente minha fruta favorita.
Quanto?
Azeitonas pretas (daquelas grandes e arroxeadas) e ciabatta/pão italiano; azeite e queijo parmesão ralado a gosto.
Como?
Fatie o pão como para torrada - pode ser fininho pra ficar crocante, mas não tão fino que o pão fique desmontando na sua mão - e disponha as fatias sobre uma assadeira. Enquanto isso, deixe o forno pré-aquecendo.
Escorra bem as azeitonas. A seguir, sobre um prato fundo, remova os caroços espremendo-as com os dedos. Reserve as azeitonas no prato e descarte os caroços, obviamente.
Esmague bem as azeitonas com um garfo. A intenção não é que fique como uma pasta passada no processador, apenas quebrar os pedaços de azeitona pra que eles fiquem mordíveis - ainda assim, você vai precisar esmagar um por um. Se desejar, ao final, acrescente uma pitada de queijo ralado (pouco salgado, de preferência) e misture bem.
Cubra o pão com uma colherada da massa de azeitonas, e regue os canapés com um fio de azeite. Leve ao forno (alto) por 10 minutos - e cuide para que o pão não vire torrada, só dê uma leve esquentada.
Retire do forno, deixe esfriar um pouquinho, e sirva ainda morno. Você pode colocar numa bandeja misturado com canapés frios de azeitona verde passadas no processador, como já ensinamos por aqui antes.
Onde?
São canapés. Você sabe o que fazer.
Dificuldade: inexistente Rendimento: a quantidade de azeitonas que você tiver paciência pra descaroçar e amassar
Para fazer ouvindo: TV on the Radio - “Mr. Grieves” [Pixies cover]
Por quê?
Se bacon já uma das formas mais evoluídas de refinamento culinário, a pancetta é o caviar de um rango TRU. Italiano pra “pancinha” (ó que nome simpático), a parada consiste em nada menos que a barriga do porco temperada e curada. Fatiada fininha (costuma vir assim na maioria dos mercados onde você consegue achar uma dessas - sim, é meio difícil fora de São Paulo) dá pra fritar tipo bacon, mesmo, e para os menos receosos com a higiene do porco in natura, dá pra comer até crua.
Quanto?
uma bandejinha de pancetta com umas 150g ou cerca de 10 fatias
uma ciabatta ou outro pão italiano em formato de bisnaga (baguete)
5 tomates grandes
azeite extra-virgem
sal, pimenta-do-reino, e manjericão fresco a gosto
Como?
Fatie o pão em rodelas da espessura de um dedo médio (bem gordinho), como que pra fazer torradas. Atenção: fatie O PÃO. Disponha as fatias sobre uma assadeira, e regue-as com um pouco de azeite, deixando cair um pouquinho em todas elas. Em seguida, vire o pão sobre o azeite que você provavelmente deixou cair no fundo da assadeira, e deixe-o ali absorvendo aquele óleo perfumado e saboroso.
Enquanto isso, pré-aqueça o forno, e pique os tomates em cubinhos bem pequenos, sem as sementes. Cubra cada fatia de pão com uma colher (de sobremesa) de tomates picados, e tempere-os com sal e pimenta. Se você for um cara luxuoso, você vai usar um lance chamado FLOR-DE-SAL, que é espetacular pra essas paradas, mas é caro e complicadinho de achar por aí. Mas isso é preciosismo, uma pitada de sal e um espirrinho de pimenta em cada pãozinho é o suficiente.
Regue as torradas e tomate com mais azeite (mas agora não vire o pão, obviamente). Cubra cada uma delas com uma fatia de pancetta. Sim, você pode usar bacon. Claro que vai cair drasticamente o nível, mas ainda assim, é BACON. Continua acima de qualquer parada que você pudesse fazer com legumes ou frango, por exemplo.
Finalmente, leve o tabuleiro com as torradas ao forno médio-alto (mais pra alto que pra médio), na bandeja mais alta do forno, por uns 10 a 15 minutos - ou até a pancetta ficar dourada e levemente crocante. Você ainda pode decorar cada bruschetta com uma folhinha de manjericão antes de servir.
Onde?
Aperitivo perfeito pra um menu italiano, ou uma mesa de pães e frios mais elaborada (e, claro, não tão fria). Também funciona maravilhosamente como aperitivo em festinhas, daqueles que nego se estapeia enquanto ainda tiver pra comer. Mas tenha certeza que todos têm seus guardanapos a mão - afinal, são tomates picados em cima de um pedaço de pão que provavelmente exigirá duas mordidas. Só pra evitar muita zona…
Ferramentas: um forno, um tabuleiro, e um bom supermercado ou açougue Dificuldade: se você consegue empilhar legos, provavelmente é capaz de fazer isso Rendimento: umas 10, ou o número de fatias de pancetta que você tiver a disposição
Tudo começou quando um amigo, o Gas, veio com a idéia de uma trilha sonora pra um almoço mediterrâneo. Ele estava terminando de preparar uma coletânea do violonista espanhol Andrés Segovia, e veio me perguntar se eu não tinha uma sugestão de menu ou coisa assim.
Decidi fazer melhor: agitamos um almoço mediterrâneo aqui em Paracambi, no interior do RJ, e depois de uma corrida semana de preparação, ele finalmente aconteceu no último sábado, dia 6.
O menu segue abaixo, e nos próximos dias, vou postar as receitas de todos os pratos - foram 10!
10- Café
Café premium; prato tricolor de frutas com uvas verdes, morangos e chantilly
Ninguém chegou no décimo prato, que acabou não acontecendo, e ficou na geladeira pra eu comer mais tarde. A real é que, entre galera chegando, fazer a social e beber cerveja, o “almoço” só acabou depois de meia-noite - mesmo eu tendo começado os preparativos na véspera. Acho que 10 pratos foi um pouco de ousadia demais. Por outro lado, também faz sentido precisarmos desse tempo todo - não só pra cozinhar, mas pra comer!
Por quê?
Empada tem gosto de infância, da época que eu ia com meus pais pra “praia” em Muriqui, e 11h da manhã já tava emburrado, querendo ir pra casa de tanta fome, até que aparecesse o tio das empadinhas. Curto aquela massa crocante que quebra fácil e desmancha na boca, e aquela almofadinha macia de queijo… Empadão é multiplicar essa sensação maravilhosa por 10! (ok, 6 a 8)
Quanto?
cerca de 1/2 kg de farinha de trigo (é bom ter 1kg pra garantir)
1 queijo minas inteiro pequeno
umas 3 ou 4 fatias de mussarela
1 copo (desses de requeijão) de leite (integral, pra ter graça), talvez 1 copo e meio
1 ovo
1 tablete de manteiga, ou um pote de margarina pequeno (200g/250g), ou meio pote de margarina grande (500g /2 = 250g), ou ainda, uma mistura de ambos, com meia barra de manteiga (100g) e meio pote pequeno de margarina (acho que você já entendeu…)
sal
Como?
Uma zona rápida em cima da pia, uns minutinhos de liquidificador, forno, e pronto. Mas vamos dividir em duas etapas: massa e recheio.
1) A MASSA
Reparem logo uma coisa: essa é uma das poucas receitas no meu repertório onde a margarina é bem aceita no lugar da manteiga. Eu mesmo prefiro usar a combinação 1/2 manteiga + 1/2 margarina pra massa ficar no ponto ideal, quebrando sem esfarelar demais, e amanteigada sem ficar com gosto de biscoito.
Vamos começar ligando o forno no baixo, pra que ele pré-aqueça de leve. Seguimos misturando a manteiga com 3 morros grandes de farinha de trigo (não vai dar nem meio saco) e umas duas boas pitadas de sal. Se você for mais esperto que eu costumo ser, vai usar um pote alto para misturar a massa, e não direto no pirex. Pirex raso e massa com farinha é certeza de zona em cima da pia.
Depois de incorporar bem toda a farinha inicial, acrescente mais um pouco, chegando quase na metade do saco. Aliás, se você não tiver problemas em lavar louça depois (ha ha, duvido), recomendo já deixar a farinha separada em outro recipiente, tipo umas duas xícaras ou uma caneca grande. É que pegar no saco de farinha com a mão toda suja de massa costuma ser uma experiência um tanto nojenta (principalmente quando você for mexer no saco de farinha sujo novamente, dias depois), além de desperdiçar a massa colada na sua mão.
Continuando. Você foi incorporando a farinha LENTAMENTE (tipo, de meia em meia xícara), e viu que agora você consegue modelar a massa, que já desgruda sozinha da sua mão. Parabéns, você alcançou o ponto ideal da massa. Agora faça um morrinho no meio do pirex com a massa e celebre sua vitória imaginando um pequeno alpinista escalando aquele monte de delicioso sabor que logo se transformará na base crocante de seu delicioso empadão de queijo.
Agora é hora de esparramar a massa pelo pirex. Comece achatando-a bem no meio, e espalhe-a o mais uniformemente possível pelos quatro cantos. Depois de acertar o fundo e deixá-lo o mais plano possível (use os dedos, mesmo, ou as costas de uma colher), “cave” as quinas do pirex por toda a lateral, levantando aquela paredinha de massa nos cantos. Deu pra visualizar? É empurrar esse cantinho entre o fundo e a lateral da massa, por toda sua extensão. É um ângulo reto, pô.
Acerte então as paredinhas de massa pressionando-as contra as laterais do pirex, e depois acertando-as em cima com leves toques com os indicadores, como se você estivesse digitando. Vê se ficou bonito como na foto abaixo, e siga pra próxima etapa.
2) O RECHEIO
Comece picando o queijo minas e a mussarela em cubinhos. Reserve. No liquidificador, misture 1 copo de leite com o ovo e mais umas duas pitadas de sal, e bata um pouco. Dá pra trocar o sal por parmesão ralado, ou dá pra acrescentar uma pitadinha de pimenta-do-reino branca (mas recomendo que você faça ou uma coisa ou outra). E se você usar um ovo desses branquinhos e pequenos, não se acanhe em usar dois ovos, ou um ovo e uma gema extra. Eu prefiro aqueles ovos mais amarelões, de casca marrom.
Pare de bater, acrescente o queijo minas e a mussarela ao liquidificador, e volte a bater em velocidade baixa. Essa parte exige um pouco de paciência e umas paradas pra mexer a pasta no fundo do copo do liquidificador com uma faca (com o liquidificador desligador, pelo amor, né?!). O queijo minas demora um pouco a ficar completamente pastoso, e se você acrescentar leite demais, corre o risco da massa ficar muito mole no final.
O lance é ter paciência e parar umas 5 vezes no meio pra mexer o fundo do liquidificador. Quando a parada engrena você percebe, vendo aquela pasta de queijo toda girar uniformemente rumo ao fundo do copo. É numa dessas paradas que você provavelmente vai ter que arregar e acrescentar o outro meio copo de leite. Mas eu tenho fé que você chega lá.
E aí, meu caro, é só despejar o creme de queijo sobre a massa, raspar bem o fundo do liquidificador pra aproveitar tudo, e jogar a parada no forno - que já estava pré-aquecendo, lembra? Agora você sobe a temperatura do forno de baixo para médio, e deixa o empadão assar por uns 45 minutos, ou até a parte de cima ficar amarelinha com os cantos de massa dourados. Prateleira do meio, porque se ficar muito embaixo no forno, a massa queima no fundo antes do recheio assar. Antes de servir, deixe ainda o empadão descansar dentro do forno já desligado por mais uns 10 minutos, que ele fica mais firme.
Mas não tem jeito: na hora de cortar, o primeiro pedaço vai quebrar todo. Depois fica moleza.
Onde?
Puro, no lanche, em cima dum pratinho ou no guardanapo, acompanhado de um copo de coca-cola ou de toddy gelado (sim, eu ainda curto toddy pacas). Se você for mulher, dá pra almoçar ou jantar acompanhando o empadão com uma saladinha qualquer.
Ferramentas: liquidificador e pirex Dificuldade: bagunçado, mas sem mistério Rendimento: um pirex quadrado, que serve mais ou menos umas 8 pessoas num lanche, ou duas refeições pra duas pessoas
Pra dar um final bonito pra esse imenso tutorial sobre a feijoada, vamos fechar a série de posts hoje com duas coisas pra você fazer na cozinha depois da feijoada: a sobremesa, e um caldinho de feijão! Afinal, a galera vai voltar a biritar, e uma hora nego vai sentir fome de novo…
A primeira receita foi tungada do Jamie Oliver, e devidamente subvertida. A segunda é só aplicação prática da lógica do reaproveitamento em seu mais saboroso. Vamos a elas:
SORBET DE LIMÃO COM HORTELÃ
Por quê?
Antes que alguém comece a dizer “nossa Fred, que pederastia esse lance de sorbet…”, explico: é um sorvete sem leite. E uma palavra em francês a mais pra você tirar uma onda com as gatas. E uma sobremesa refinada (mais onda com as gatas). E é refrescante pacas, ideal pra esse nosso inverno subsaariano.
Quanto?
2 copos (desses pequenos, tipo de Nutella) de açúcar
1 copo (também pequeno) de suco de limão
1 copo (idem) de água
raspas de 6 limões (raspas significam “a parte verde” da casca - com um ralador de queijo manual você consegue)
1 punhado de hortelã (a original é com manjericão, que apesar de aparentemente estranho, também fica saboroso)
raspas de chocolate meio-amargo pra “decorar”
Como?
Pique o hortelã bem fininho, ou triture-o num miniprocessador - só as folhas, sem os galhinhos - e reserve (deve render umas duas colheres de sopa rasas). Em seguida, numa panela, misture a água e o açúcar e leve ao fogo médio-alto até a fervura, mexendo sempre. Assim que ferver, acrescente as raspas de limão, abaixe o fogo para manter a fervura, e continue mexendo por uns 4-5 minutos. Desligue o fogo e deixe esfriar por uns 5 minutos. Em seguida, acrescente o suco de limão, o hortelã picado, e misture bem.
Deixe a panela descansando em temperatura ambiente por mais uma hora ou um pouquinho mais. Passe o líquido pelo coador para um pote com tampa, e de preferência com alguma profundidade, e leve o pote ao congelador. Cerca de duas horas por lá até ficar bom, mas se você de meia em meia hora abrir o pote pra dar uma mexida lá dentro com a colher, em pouco mais de duas horas fica ótimo.
Onde?
Depois de um rango pesado, num dia quente, um sorbet de limão desses cai quase como um suquinho. Se você tiver afim de ousar, dá pra servir jogando uma bola em cima de uma fatia de brownie quente, ou simplesmente com umas raspas de chocolate meio-amargo por cima. Também fica bom com salada de frutas, especialmente as muito doces, ou até com brigadeirão (cuja receita deve aparecer por aqui a qualquer momento, já que é um velho favorito da casa, e fica pronto em menos de 15 minutos).
Ferramentas:
ralador de queijo
Dificuldade: Facinho, se você não esquecer das etapas e se perder no tempo Rendimento: 4 porções
CALDINHO DE FEIJÃO
Por quê?
Porque sobrou feijão da feijoada. E a galera já tá bêbada, e com fome de novo.
Quanto?
Quanto sobrou de feijão (caldo e caroço) + bacon cortado em cubinhos + azeite.
Como?
Esquente uma panela, e com ela bem quente, jogue os cubinhos de bacon pra fritar. Enquanto isso, no liquidificador, bata o que sobrou do feijão até que ele se torne um creme. Se ainda estiver pastoso demais, acrescente um copo de água e bata mais um pouco.
De volta à panela do bacon, essa é a hora que você pode botar mais alho no feijão se achou que foi pouco da primeira vez: acrescente o alho triturado ali mesmo, junto do bacon torrando, e regue a panela com azeite. Quando o alho dourar, junte o feijão batido. Se já tava ok de alho, só o feijão e mais azeite, mesmo.
Misture com a colher de pau até ferver, e sirva em copinhos de shot (se você ainda tiver muita gente pra alimentar) ou em canecas (se a fome da galera estiver animalesca). Você ainda pode “decorar” a parada com mais bacon torradinho por cima, ou umas folhinhas de salsinha picadinhas, e claro, acompanhado sempre de mais azeite e uma boa pimenta pra quem é de boa pimenta.
Onde?
No fim do porre. Ou na ressaca. Puro.
Ferramentas: liquidificador Dificuldade: dá pra fazer até bêbado Rendimento: só depende de quanto feijão sobrou
Pra segunda parte do nosso tutorial da Feijoada, algumas receitas de drinks e petiscos cruciais e de fácil preparo para você ganhar tempo caso a galera chegue muito cedo e o feijão ainda nem esteja no fogo. Pra ninguém achar que tô tapeando vocês com esse lance de post seriado, uma das receitas de petiscos abaixo foi concebida HOJE, especialmente para esse blog e esse post em particular, com direito à sessão de fotos e tudo! E amanhã o Guia da Feijoada finalmente chega a seu ápice! Preparem suas panelas-de-pressão.
PETISCOS
Calabresa acebolada: Fatie a calabresa em rodelas finas. Se a tripa por fora da lingüiça atrapalhar demais a cortar, retire-a, mas depois é preciso passar a faca com mais cuidado e - por que não? - carinho com a lingüiça. Aqueça bem uma frigideira grande (ou uma panela larga), e acrescente as calabresas com um fio de azeite, até que elas cubram o fundo do recipiente. Assim que a calabresa começar a curvar e queimar as bordas, abaixe o fogo e passe uma espátula na frigideira, soltando e virando as fatias de lingüiça o melhor possível. Deixe elas assim mais uns minutos, e de vez em quando dê uma mexida pra garantir que ela vai dourar por igual.
Quando elas já estiverem bem vermelhinhas e com as bordas crocantes, tire as fatias de lingüiça da panela com uma escumadeira, deixando no fundo dela a mistura do azeite com a gordura da própria lingüiça. Acrescente a esse óleo as rodelas de cebola (que você fatiou enquanto a lingüiça fritava, obviamente), um pouco de sal e um pouquinho mais de azeite (se necessário), e aumente o fogo novamente. Frite as cebolas até que elas parem de soltar água, mas sem deixar que elas queimem ou dourem demais. Jogue as cebolas com óleo e tudo por cima das lingüiças, e sirva com pedaços de pão, torradas, e farinha de mesa. Ah, sim: prefira a calabresa vendida solta no mercado - mesmo as de marca famosa, tipo Sadia ou Perdigão, são mais frescas naturais. - Quantidades: 2 lingüiças calabresas grandes / 5-6 pessoas
Salsichas crocantes: Leve as salsichas ao fogo em uma panela de água, e espere até que ferva. Escoe as salsichas, e reserve. Abra um pedaço da massa folhada (sem cortá-la) sobre uma tábua de carne ou sobre a pia levemente enfarinhada (farinha de trigo, obviamente). Se a massa estiver com aquele plástico por fora, nem é necessário a farinha, basta não retirá-lo por enquanto. Posicione as salsichas sobre a massa - normalmente, cabem duas salsichas em pé, uma em cima da outra, formando uma linha vertical na ponta da massa esticada na horizontal. Deu pra visualizar? Bom, enrole as salsichas na massa até que um lado dela toque o outro, e depois corte a massa com uma faca rente a essa junção. Pressione bem os cantinhos para que as salsichas fiquem bem enroladinhas na massa, soltando de leve o plástico da massa.
Fatie as salsichas com massa ainda sobre o plástico, em rodelas finas. Em seguida, coloque-as numa assadeira, ocupando todo o fundo dela, mas sem deixar que as rodelinhas de salsicha se encostem (a massa ainda vai crescer um pouco). Faça isso até que a massa ou as salsichas acabem, e leve a assadeira ao forno pré-aquecido. Confira na embalagem da massa o tempo de cozimento - não costuma ser mais que meia hora. Com uns 15 minutos de forno, já vale conferir, e se a massa tiver crescido e estiver dourada, já tá pronto. Sirva com potinhos de ketchup e mostarda. - Quantidades: 1 pacote de massa folhada + 1 dúzia de salsichas / 6-8 pessoas (capaz de sobrar massa, até)
Bolinha de aipim com alho: Descasque e cozinhe o aipim* até que ele fique bem macio; reserve. Para cada dente de alho, corte metade dele em rodelinhas finas-mas-não-muito, e pique outra metade em cubinhos pequenos mas que você ainda consiga pegar com os dedos; reserve também. Amasse bem o aipim morno com um garfo, e acrescente a farinha de trigo e o sal. Misture bem com as mãos até formar uma bola de massa que você consiga modelar com as mãos. ATENÇÃO: se você colocar farinha demais, a massa vai ficar se despedaçando. Se você colocar farinha de menos, também. Então vai devagar…
Com o polegar e o indicador, retire pedacinhos de massa e faça bolinhas pequenas, apertando-as com os dedos para dar forma. Enrole leve e rapidamente as bolinhas entre as palmas das mãos, e ajeite ela sobre uns pedacinhos de alho. Faça primeiro todas as bolinhas, e depois empurre uns cubinhos e rodelinhas de alho contra a massa, com cuidado para não destruir as bolinhas. Essa é a hora de ser criativo: você pode até espetar as fatias de alho pra dentro da bolinha, deixando só as pontinhas de fora. Dá até pra rolar as bolinhas pelo alho, como um brigadeiro no granulado, mas tenha cuidado e depois dê mais uns apertões na bolinha pra ter certeza de que o alho vai ficar no lugar.
Aceite: parte do alho ainda deve descolar quando você mergulhar as bolinhas no óleo. E sendo super minucioso agora, uns 6-8 pedacinhos de alho picado, mais uma rodelinha pra cada bolinha, são o suficiente pra bolinhas pequenas, da largura de um polegar. Frite as bolinhas em óleo bem quente, de preferência usando uma dessas redes de fritadeira ou uma escumadeira grande para mergulhar o máximo de bolinhas possível no óleo AO MESMO TEMPO. O tempo de fritura é MUITO RÁPIDO, por isso o aipim precisa estar bem cozido e o óleo, bem quente. O alho começa a dourar em coisa de 15 segundos, e nuns 30 segundos a bolinha já tá praticamente pronta. Bateu em 1 minuto, parabéns, você queimou o alho todo.
Macete final: 95% das frituras ficam murchas se você tira do óleo e joga no papel-toalha. O ideal é que elas sequem primeiro num lance tipo aqueles do McDonald’s de fritar batatas (cês tão ligados, tenho certeza). Em casa, você pode substituir isso por um daqueles escorredores de macarrão de alumínio - não vai jogar no coador de plástico! Depois de uns minutos, aí sim você transfere o rango pra um pratinho. - Quantidades: 1/2 kg de aipim (cru) + 2 colheres de sopa (nem rasa, nem montanhosa) de farinha de trigo + 1 colherzinha de sal + 8 dentes de alho = bolinhas pacas (5-6 pessoas) *aipim = mandioca, macaxeira… você sabe.
DRINKS
Tangerina: 1 dose de vodca + 3 doses de suco de tangerina + gelo (confesso: curto Tanjal, aquele suco que vem na lata)
- refrescante, delicioso, e um ícone do underground carioca *tungado da Casa da Matriz
Faux-Red Bull: 1 dose de vodca Smirnoff sabor Frutas Vermelhas + 3 doses de Guaraná Antarctica + gelo
- o drink fica com gosto de vodca com Red Bull
Cuba Libre: 1 ou 2 doses de rum + coca-cola até completar o copo + gelo
- um clássico eterno, ao menos enquanto Fidel não morre
Caipirinha: cachaça + açúcar + limão + gelo
- proporções? Te vira. Dá até pra fazer no balde…
Para fazer ouvindo: Nina Simone - “Love Me or Leave Me”
Aproveitando a sugestão da Renata Rocha, e também atendendo a alguns outros pedidos da galera, revelarei até o fim dessa semana os segredos para uma boa feijoada feita no mesmo dia. Porque quem sai pra night no sábado nem fudendo vai lembrar de deixar o feijão de molho e a carne dessalgando pra feijoada de domingo.
Nessa sexta, daqui a pouco, vocês vão descobrir como são feitos os acompanhamentos de uma boa feijoada. Sábado, drinks e petiscos pro caso da feijoada atrasar (e conforme-se: vai atrasar). E Domingo, finalmente, em cima da hora pro almoço (se você também almoça às 16h), encerramos o guia com nosso prato principal. Ela, A FEIJOADA.
Acompanhem por aqui: esse post vai manter os links pras receitas sempre atualizados, e tudo juntinho num lugar só. E antes que me acusem de jogada de marketing com esse papo de dividir a receita, entendam: feijoada dá preguiça.
Vim gastar uns dias na capital pra resolver uns problemas, e de quebra descobri que o Rio de Janeiro vive nesse mês de Agosto o festival Comida di Buteco, com 31 bares e seus respectivos petiscos na disputa pelo acompanhamento favorito do carioca na hora da cerveja.
Passei no Pavão Azul, em Copacabana, de tradicional comida boa - mas não encarei as Pataniscas que participam da competição, só uns pasteizinhos mesmo. Entre os pratos que mais me interessaram, estão os bolinhos de carne do Bar Brasil (Lapa), de feijoada, do Aconchego Carioca (Pça. da Bandeira), e o croquete do Varnhagen (Maracanã); o coração de frango do Baixo Araguaia (Freguesia) e o pastel de angu recheado de bacon, couve e torresmo do Beco do Rato (Lapa); e finalizando, o espetinho de Mignon do Boteco Salvação (Botafogo) e o joelho de porco do Enchendo Lingüiça (Grajaú).
Dos que já conhecia, concorrem a Picanha na pedra do Real (Copacabana), o caldinho de feijão do Jobi (Leblon), e o Frango à passarinho do Bar Jóia (Jd. Botânico) - todos realmente de primeiríssima linha.
Enfim, devo aparecer mais aqui na capital esse mês de Agosto. Mas as receitas voltam na sexta, e já vou prometendo um tutorial sobre COMO FAZER O BIFE PERFEITO. Sério, vai mudar a vida de vocês. Aguardem.
1 punhado de queijo parmesão ralado (evite aqueles de saquinho que tem cheiro de cheetos)
sal e pimenta do reino a gosto
- BARBECUE DIP
1 xícara de maionese
2 ou 3 negocinhos de molho barbecue do McDonald’s ou quantidade equivalente de um desses que vende em mercado
sal e bastante pimenta do reino
Como?
- AZEITONA PICANTE
jogue as azeitonas num mini-processador
regue-as com azeite e polvilhe a pimenta calabresa
triture tudo até virar uma pasta
retire do processador e resfrie, ou sirva imediatamente
- RICOTA TEMPERADA
confira no post abaixo o macete com a parte branca da cebolinha; depois faça dela um purê (pode ser no mini-processador), e misture com a ricota esfarelada
acrescente o requeijão, sal, pimenta, e maionese; misture bem com um garfo
adicione o cheiro-verde picadinho e o queijo ralado, depois regule o tempero acrescentando mais sal ou mais maionese; sirva imediatamente (não dê bobeira com maionese)
- BARBECUE DIP
misture tudo; sirva
Onde?
As duas primeiras pastinhas vão com qualquer tipo de torrada ou biscoitinho salgado desses tipo aperitivo. O dip serve pra acompanhar biscoitos mais tosqueira, tipo Doritos, Ruffles, Torcida, batatas-fritas em geral, ou até mesmo como alternativa gorda pra dar uma vida a uns sticks de cenoura crua (caso você convide sua mamãe pra festa).
Ferramentas:
um mini-processador (ou paciência pra esmigalhar as azeitonas na mão)
Dificuldade: Até um vegan faria Rendimento: 3 potes de pastinha