Jul 03 2008

1957: year of a thousand faces

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Depois da coletânea de 1965, resolvi me aventurar em mais um ano e peguei o de 1957. Acabei de uploadear e enviar para as pessoas que organizaram a empreitada. O texto - bem básico mesmo, pra uma lista de discussão -, a capa, a tracklist, e os links estão logo aí embaixo:

Saiu finalmente a coleta de 1957. Eu já estava com as faixas escolhidas há muitos dias, só não tinha uploadeado antes porque estava com problemas na ordenação das faixas. No fim, acabei deixando praticamente em bloquinhos de estilo, começando com rock e r&b, passando pelo folk/blues, indo pro country e desencadeando numa mistura de jazz e samba/canção. Quis pegar um pouco de cada estilo que estava em voga na época e acho que consegui cobrir bem o período. 1957 foi um ano bem significativo, ano do lançamento do sputnik pela URSS, que gerou uma certa tensão nos norte-americanos, tal fato conduziu o fim da coleta. Depois da Intermission do West Side Story (que estreou em 57), escolhi o grande Roosevelt Sykes pra cantar o Sputnik e finalizei com um dos duetos mais estelares do jazz, com Coltrane e Monk.

Pra mim, os highlights da coletânea (sem contar as mais conhecidas) são quatro faixas:
-  A primeira é a versão de “The First Time I Ever Saw Your Face” feita pelo compositor da faixa e cantada pela Peggy Seeger. Maccoll a escreveu para Peggy depois de ser desafiado a compor uma música de amor, já que ele como tantos outros de sua época era super engajado em suas composições. Desse desafio e dessa inspiração nasceu uma das músicas românticas mais lindas de todos os tempos. Música que foi regravada anos depois e imortalizada pela Roberta Flack.
- A segunda é a faixa “Kisses Sweeter Than Wine” do sensacional Weavers, do disco ao vivo no Carnegie Hall, que apesar de ter sido gravado em 55, só foi lançado dois anos depois. O Weavers foi um dos responsáveis pelo folk pop que viria a seguir e mobilizaria a América.
- A terceira é a versão espetacular da música “Índia” feita pelo Bonfá. Faixa que está no disco “Violão Boêmio” , lindo de ponta a ponta e que me deu um trabalhão pra decidir qual delas escolher. Eu vou subir esse disco depois porque vale a pena ouvir, ainda mais que o som do vinil está impecável; grande gravação.
- A quarta é última é a gênia Odetta debulhando tudo com aquele vozeirão dela na faixa “Gallows Pole”, dá pra arrepiar fácil.

Mesmo tendo 28 faixas, consegui deixar o arquivo com 112 megas, então acho que praticamente cumpri com o que foi proposto: um disco só de no máximo 100 megas. Mas para conseguir isso, tive que deixar grandes músicas de fora, cinco delas eu incluí num disquinho bônus que não faz parte da coletânea, mas que talvez alguém tenha interesse em incorpotá-las ao disco oficial.

Espero que gostem!

VA - 1957: YEAR OF A THOUSAND FACES


try it

01 - Screamin’ Jay Hawkins - I Put a Spell On You
02 - Sam Cooke - I’ll Come Running Back To You
03 - Jerry Lee Lewis - Whole Lotta Shakin’ Going On
04 - Chuck Berry - School Day
05 - Buddy Holly - Peggy Sue
06 - Elvis - All Shook Up
07 - Bo Diddley - Hey Bo Diddley
08 - Ray Charles - Hallelujah, I Love Her So
09 - Ramblin’ Jack Elliott - Freight Train
10 - The Weavers - Kisses Sweeter Than Wine
11 - Odetta - Gallows Pole
12 - Ewan Mccoll - The First Time I Ever Saw Your Face
13 - The Everly Brothers - Bye Bye Love
14 - Marty Robbins - A White Sport Coat
15 - Sonny James - Young Love
16 - Dolores Duran - Feiúra não é Nada
17 - Jacques Brel - Quand On N’a Que L’amour
18 - Sarah Vaughan - Ain’t Misbehavin’
19 - The Tarriers - The Banana Boat Song (Day-O)
20 - Anita O’ Day - Them There Eyes
21- Luiz Bonfá - Índia
22 - Frank Sinatra - Hey Jealous Lover
23 - Rosinha de Valença - Você é um colosso
24 - Chet Baker - Embraceable You
25 - Sylvinha Telles - Se todos Fossem Iguais a Você
26 - West Side Story - Intermission
27 - Roosevelt Sykes - Sputnik Baby
28 - Coltrane & Monk - Crepuscule with Nellie (alternate  take)


1957: year of a thousand faces (Bônus)

try it

01 - Dorival Caymmi - Dois de Fevereiro
02 - Miles Davis - Miles Ahead
03 - Garoto - No Rancho Fundo
04 - John Coltrane - Blue Train
05 - Sonny Rollins - Way Out West

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Jun 24 2008

keep out of reach of rancorous people

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foto tirada no mesmo dia e no mesmo local que a da capa do disco.


O “A to Austr” ou “A-Austr” foi uma banda que teve curta duração, mas que lançou um dos melhores exemplares de pop-folk psicodélico britânico que já existiu. O nome é estranho, mas fica fácil de entender quando se sabe de onde veio: simplesmente do primeiro volume de uma enciclopédia, que ia de A a Austr.


Este disco foi originalmente lançado em 1970 - apenas 99 cópias - pela sensacional Holyground Records, que se auto intitula a primeira gravadora independente da Inglaterra. Não conhece? Então corrija isto logo que você está perdendo muito! A banda tinha estreita ligação com a gravadora, pois era um projeto do seu fundador, Mike Levon, com outros moradores de uma comunidade hippie que ele havia fundado.


O link que disponibilizo aqui é da reedição do álbum, de 2005, que contém além das faixas originais, algumas outras versões bônus. E mesmo tendo a psicodelia e o pop-folk como gêneros centrais, é bem diversificado. As músicas transitam por diversas vertentes, da clássica ao proto-punk, o que deixa tudo menos monótono, mas nunca menos melódico. Como todo hippiefolk-true daquela época, soam bem nerds, no sentido de fazer música falando do Rei Arthur e outros personagens e fábulas relacionadas. Essa temática é bastante recorrente em bandas folks do fim dos anos 60 e 70, especialmente nas européias. Eu, particularmente, acho o máximo, sempre fui entusiasta desse tipo de literatura e me divirto muito com as letras. O próximo disco que colocarei aqui também segue uma linha parecida.


Não percam tempo, esse é um disco subestimado, um dos grandes clássicos perdidos da música. Recomendo muito! Antes que eu me esqueça, a capa é uma atração a parte, linda. O disco é uma ode ao estilo hippster, por isso o título do post, realmente não é para todo mundo. Divirtam-se - deixem o rancor de lado que dá câncer - e entrem no clima.


A TO AUSTR - MUSICS FROM HOLYGROUND (1970/2005, Holyground Records)


try it
buy it


Tracklist:

01 - Bird
02 - Judy
03 - Mini
04 - Prelude to Change for Arthur
05 - Thumbquake & Earthscrew
06 - Change for Arthur
07 - Between the Road
08 - Hawaiian War Chant
09 - It’s Alright
10 - Bird (fragment)
11 - Essex Queen (she dances)
12 - D Minor Minuet
13 - A Curse On You
14 - What Did You Go?
15 - Grail Search
16 - Essex Queen (first version)
17 - Grail Search (first version)
18 - Judy (fragment of first version)
19 - It’s Alright (later version)
20 - Aren’t You Glad You Stayed?

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Jun 22 2008

primeiro dia do inverno…

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…e o “Astral Weeks” não sai do meu player. Indiscutivelmente um dos melhores álbuns da história, que casa muito bem com o frio, com as saudades e com a felicidade imensa que tenho sentido. Venerem o cara porque ele merece:

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Jun 20 2008

dunder mifflin, good morning.

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Minha obsessão em 2008 é a versão americana da série The Office. Eu resisti bravamente a ela, não tinha visto nenhum capítulo antes de fevereiro deste ano, nem sequer da britânica, mas quando comecei não queria mais parar. Sinceramente, é a melhor sitcom desde Seinfeld. Acreditem! Os personagens são super bem construídos e absurdamente bem interpretados, o roteiro é sensacional, a série é inteira feita de vergonhas alheias desesperadoras e politicamente incorreta, sempre. E, ao contrário do que eu imaginava, a série é bem aceita por qualquer um. Eu, que estou longe do mundo corporativo há alguns anos, chego a chorar - literalmente - de rir em alguns episódios. No momento, estou acabando a terceira temporada e já vou emendar a quarta (que foi mini por causa da maldita greve dos roteiristas) e, mesmo assim, já to começando a sentir uma tristeza em saber que a quinta temporada ainda vai demorar. A dica é: se você era um preconceituoso como eu ou apenas preguiçoso, sai dessa e veja a série, não rolará arrependimento algum. Não subestimem a série, ela tem tido o poder de mudar completamente o astral dos meus dias.

Ah, outro fato legal de saber é que quase todos os atores da série são também roteiristas. O que, pra mim, valoriza a série ainda mais.

Deixo pra vocês duas coisas bacanas. Só funciona se a pessoa for habituada a série, caso contrário não terá graça alguma.

A primeira, é esse widget aí embaixo , maneiríssimo pra quem tá com saudades do melhor personagem da série, o Dwight. É só clicar nas frases e surge a voz do Dwight falando.

A segunda, são os blogs da série. Tem o do Dwight. Eu leio e já começo a rir muito imaginando ele falando tudo aquilo. E o do Creed, um dos personagens mais bizarros. Ele aparece pouco, mas quando abre a boca é risada na certa.

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Jun 19 2008

it hurts to be unknown

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Essa música, “It hurts to be alone”, é do disco lançado em 1965 pelo Wailers. O disco inteiro é uma beleza, mas essa música é um daqueles clássicos perdidos que dá um desespero que ninguém conheça, sabe? Dá vontade de gritar pro mundo que ela precisa ser reconhecida, ouvida e devidamente admirada.

Pra mim, que estou vivendo de encontros e reencontros e tendo como constante na vida a saudade, dá até vontade de chorar.

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Jun 16 2008

fundamentalismo folk

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Folk é vida! E não faço nenhuma questão de ter alguém no meu círculo social que discorda disso.





Em breve muitos discos de folk por aqui.

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Jun 12 2008

breve história da humanidade - em um .jpg

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Recebi esse link para um desenho que conta a história toda da humanidade. Muito interessante olhar com cuidado e identificar grandes acontecimentos históricos. É só clicar na imagem que vai pro site onde dá pra vê-la maior ou fazer o download.

tamanho maior

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Jun 12 2008

love songs

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Já que hoje é 12 de junho, vou deixar uma lista aqui de algumas das minhas “love songs” preferidas, dedicadas a todos que têm a sorte de poder comemorar a data. Em especial, dedicadas ao meu namorado, claro.

Queria começar com uma do Grateful Dead, mas como não tem vídeo no youtube, só restou a alternativa de colocar a letra.


If I had the world to give
words by robert hunter; music by jerry garcia


If I had the world to give
I’d give it to you - long as you live
Would you let it fall
or hold it all in your arms?

If I had a song to sing
I’d sing it to you - as long as you live
Lullabye - or maybe a plain serenade
wouldn’t you laugh, dance, and cry
or be afraid at the trade you made?

I may not have the world to give to you
but maybe I have a tune or two
Only if you let me be your world
could I ever give this world to you,
could I ever give this world to you

But I will give what love I have to give
I will give what love I have to give
I will give what love I have to give
long as I live

If I had a star to give
I’d give it to you - long as you live
Would you have the time
to watch it shine - watch it shine
or ask for the moon and heaven too?
I’d give it to you.

Maybe I’ve got no star to spare
or anything fine or even rare
Only if you let me be your world
would I ever give this world to you
could I ever give this world to you




Dueto de Bob Dylan e George Harrison - If Not for You






Led Zeppelin - Thank You






Beach Boys - God Only Knows






Al Green - Let’s Stay Together






Paul Mccartney - Maybe I’m Amazed






Stevie Wonder - As






Paul Weller - You do Something for Me






Beatles - Here, There and Everywhere






Donovan - Catch the Wind






Sam Cooke - You Send Me






Bob Dylan - Sara






Yo la Tengo - Our Way to Fall






Roberta Flack - The First Time I Ever Saw Your Face






Otis Redding - These Arms of Mine






Aretha Fraklin - (You Make Me Feel Like) A Natural Woman






Earth, Wind and Fire - Reasons






Marvin Gaye - Come Live With Me Angel



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Jun 02 2008

a música no ano de 1965

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Alguns integrantes de uma lista de discussão da qual participo se comprometeram a fazer um revisão música ao longo dos anos. Funciona assim, cada um escolhe um ano e faz uma coletânea de músicas lançadas naquele ano, tomando como critério o que foi significativo, representativo ou simplesmente seguindo o gosto pessoal. O primeiro ano que escolhi foi o de 65, já que cheguei atrasada e tinham escolhido os anos de 67, 68 e 69. O resultado é esse que vocês vêem logo abaixo.

Algumas músicas só saíram em 65 em singles, como Sounds of Silence, outras em álbuns também. Acho que está tudo correto. Fazer coletas de anos que não vivemos é um pouco mais complicado, mas muito interessante, porque de algum modo, é como se 65 estivesse presente em todos os anos da minha vida, ao mesmo tempo em que, na prática, não esteve em nenhum.

Quando comecei, percebi que tudo que eu havia pensado era de 66 e que eu tinha confundido os anos, mas depois que redirecionei a coleta tudo fluiu lindamente e foi a maior delícia prepará-la.


Tá aí, 1965: ou a história de parte da minha vida em músicas.


TRY IT


01. The Beatles - I’m Looking Through You
02. The Zombies - Tell Her No
03. The Byrds - Turn! Turn! Turn!
04. Donovan - Sunny Goodge Street
05. The Lovin’ Spoonful - Did You Ever Have to Make up Your Mind?
06. The Beach Boys - Please Let Me Wonder
07. The Kinks - A Well Respected Man
08. Bob Dylan - Ballad of a Thin Man
09. Simon & Garfunkel - Sounds of Silence
10. Françoise Hardy - Tous Les Garçons et Les Filles
11. The Wailers - It Hurts To Be Alone
12. Sandie Shaw - Girl Don’t Come
13. The Supremes - I Hear A Symphony
14. Stevie Wonder - Uptight (Everything’s Alright)
15. The Hollies - Look Through Any Window
16. The Rolling Stones - Heart of Stone
17. The Yardbirds - Heart Full of Soul (sitar version)
18. Ray Charles - I Got a Woman
19. Four Tops - I Can’t Help Myself (Sugar Pie Honey Bunch)
20. Nina Simone - I Put a Spell On You
21. Frank Sinatra - I See It Now
22. Astrud Gilberto - How Insensitive

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May 29 2008

psychedelitheque

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Novo podcast, com casa própria e nome também. É o programa zero, ainda tem chão pra ficar do jeito que gosto, mas já tá melhor do que os do gulag. Ouçam:

PSYCHEDELITHEQUE #0 - experimental

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