


alguns álbums tem uma proximidade sonora meio genética, e mesmo separados por autores e tempo, são irmanados por melodias e harmonias
abaixo constam 5 discos, lançados entre 1970 e 1978*, de 5 músicos distintos
sugiro ouvi-los em shuffle, ou intercalando as músicas de cada disco ordenadamente, ou como achar melhor, mas ouça tudo junto e misturado
são irmãos de criação e você vai gostar de consumí-los numa mesma playlist
sério! não desperdice!
*o disco ‘in a groove’, do roy porter, apesar de lançado em 84, foi uma compilação com inéditas gravadas na década de 70; caso parecido com o do george benson, que trazia algumas músicas gravadas na primeira metade daquela década
já os 4 discos abaixo são um complemento a sugestão acima. eles não são de um só artista, mas de grupos
porém, também foram gravados no mesmo período e com uma genética sonora próxima, mas de outra vertente, mais lenta, toda r&b
para quem achar digesto, recomendo também incluí-los na mesma playlist dos 5 sugeridos antes, da mesma forma sortida
quem não achar, basta separar as sugestões, ficando a playlist só nos 5 primeiros, ou só nos 4 últimos
curiosidade+opinião: no disco do friends of distinction tem a versão pra uma música do do roy porter, ‘lonesome mood’. e nessa versão, é uma das canções mais lindas e tocantes que conheço
opinião 2: o disco do blue magic, execrado por muitos como excessivamente meloso, foi o que eu mais me lembrei ouvindo o do ano passado do mayer hawthorne. tente e veja
créditos: love, peace & happiness me foi apresentado pela lilian de almeida e demon fuzz, pelo danilo de almeida
aviso:

(…) segue a insistência oficial na tese furada de culpabilizar o usuário. Se estivessem certos, o ocidente inteiro, da Europa às suas ex-colônias, estaria tomado por milicias com armas do exército disputando esquinas. O consumo e tráfico de drogas no resto do Planeta é tão intenso e ilegal, mas por lá não existem fuzis e metralhadoras nas mãos de atacadistas e varejistas da droga como aqui.
O que acontece no Balneário de San Sebastián não é simplesmente a confusão entre um problema de saúde pública e um problema policial. Aqui, foi o próprio poder público que forneceu as condições para a existência desses grupos, através da sua ausência. Aqui, foi o próprio poder público que armou essas quadrilhas, diretamente ou não. Transferir esse processo histórico e essa culpabilidade aos dois neurônios do maconheiro do Nove e ½ é uma solução fácil, comprada por parte da grande imprensa e por partidários do pensamento automático, tão em voga por aqui.
Faço um rápido exercício: imaginemos que, desde sempre, não houvesse droga ilegal nesse país. Ou, ainda, que não houvesse qualquer droga. O que fariam os que hoje empunham as armas uns contra os outros? Onde trabalharia esse gigantesco exército de reserva? Jogariam amarelinha no topo dos morros?
grifo nostro.
eu não voto. mas se votasse, não seria na soninha.

pois:
evite, eleitor.