
Por quê?
Maionese. De alho. Com salsinha. Sério, precisa explicar. É uma das melhores maioneses que você vai comer na vida, e cai bem com TUDO.
Quanto?
- um dente de alho grande descascado
- suco de um limão pequeno
- dois ovos
- um pouco menos de meio litro de óleo de soja, milho ou girassol (canola não, vamos manter o mínimo de dignidade)
- meia xícara de salsinha fresca picada
- sal e pimenta do reino a gosto
Como?
Em um liquidificador bem limpo e seco, comece adicionando o dente de alho descascado e partido no meio, os dois ovos (o mais fresco possível, não quero ninguém morrendo com infecção por salmonella graças a maionese), o suco de limão e umas duas talagadas de óleo pra começar a emulsificação da parada.
Pra quem nunca fez maionese, agora começa a etapa delicada. A técnica consiste em ir acrescentando óleo pouco a pouco, “em fio”, enquanto a maionese bate numa velocidade baixa do liquidificador. Essa técnica é usada em quase qualquer receita de maionese que você queira inventar – o outro método mais popular é bater a mão, sempre numa mesma direção. Portanto, liquidificador na cabeça.
Pra acrescentar o fio de óleo, o ideal é manter o copo do liquidificador tampado e tirar só aquela segunda tampa removível que fica no meio. E aí, quando você já tiver chegando em meio litro de óleo, é hora de ficar atento para a maionese mudando de consistência. Quando o óleo e o ovo emulsificam, a maionese fica mais grossa e cremosa, e as pás do liquidificador vão rodar em falso, provocando um sutil estalinho (abafado pela própria maionese, obviamente).
Enfim, parece mais complicado do que realmente é, mas se você já comeu maionese na vida e está prestando o mínimo de atenção no que faz, o feeling do ponto vem naturalmente. Essa é a hora em que você acrescenta rapidamente o sal, a pimenta do reino a gosto, e um punhado de salsinha picada. Bate mais alguns segundos só pra misturar o sal e dar uma desmanchada na salsinha, e sua maionese está pronta, verdinha e deliciosa.
Sua maior probabilidade de erro está em deixar a maionese bater demais, ou numa velocidade muito alta. Tudo que emulsifica também desmancha e separa (“desemulsifica”, não sei se existe essa palavra), e aí fica um nojo, com aquele óleo boiando em cima de uma mistureba líquida de ovo, limão e mais óleo. Ou seja: não exagere. E não deixe a maionese esquentar demais no liquidificador.
Antes de sair entupindo o sanduba de maionese, é melhor deixar ela guardada num tupperware bem fechado na geladeira por no mínimo uma hora, pra ela ficar mais firme. Também não se recomenda guardar a maionese por mais de um dia ou dois – o ideal é consumir tudo no mesmo dia. Por favor, não ignorem essa parte. Não quero ser processado. Essa receita contém OVOS CRUS. Não se esqueça disso.
Onde?
No hamburguer, cachorro-quente, pão com linguiça, ou quase qualquer sanduíche. Na salada de batata, ou em quase qualquer salada que leve maionese. No pão de alho do churrasco. Acompanhando nuggets, kibes, croquetes ou batata-frita. Sério, cai bem com TUDO.
Ferramentas: um liquidificador e um tupperware
Dificuldade: fácil, mas capcioso
Rendimento: mais maionese do que você é capaz de comer no período “seguro” de consumo
Para fazer ouvindo: Dion – “Your Own Back Yard”























